terça-feira, 27 de janeiro de 2004

a indignação chegou à chamada blogosfera

esse não-local onde supostamente ou nem por isso nunca deveria ter chegado, muito menos através da exploração da mais barata das situações, o futebol, a morte e os seus trabalhos...

displasia canídea

the last dog ballad

alguém me explica o que é a puta da displasia???

domingo, 25 de janeiro de 2004

cinzas...

cinzas e palavras alheias que fazemos nossas, pouca coisa para quem tem de regressar ao puro explendor de coisa nenhuma. cinzas...

um domingo com cristo e strindberg

"O inferno? Fui educado no mais profundo desprezo pelo inferno. Ensinaram-me que não passava de fantasia a rejeitar para a lista dos preconceitos. A verdade, porém, é que não posso negar a novidade que agora encontro na interpretação das penas ditas eternas. Já nos encontramos no inferno. A terra é o inferno, prisão construída por uma inteligência superior, de forma tal que não podemos dar um passo sem ferir a felicidade alheia e os outros não podem ser felizes sem nos fazer sofrer..." August Strindberg

sexta-feira, 23 de janeiro de 2004

cuidado com as fobias neste blogue, hummm???!!!

only the best, ou o Antes de Cristo feito pelos seus ouvintes. Atentai! (first version, again)

(um extractum)
...

Os cigarros, sempre a merda dos cigarros. Se um gajo tem tabaco e não dá, é logo paneleiro; se um gajo já só tem poucos e não lhe pedem com bons modos (e, ainda por cima, não forem as gajas a pedir), e der, ou espetar mesmo, um prego ao primeiro bacano que o interpele, salvo seja, transforma-se imediatamente em quê? Languaje difficults... (atribuído ao Herr von Wittgenstein.)

...

sem assunto

pergunta o pai ao filho:
se não fosses comunista
gostavas de ser
ciclista,

ou quê?

...


quarta-feira, 14 de janeiro de 2004

domingo, 11 de janeiro de 2004

moribundo - este blog?

no passado domingo pré-urbano de lisboa, o que é um nativo de campolide em fato-de-treino que, ao dividir um magnum com a pijama-metade na Pastorinha, em cada duas palavras, três são meu amor?

se alguém conhecer a resposta... guardem-na!

domingo, 4 de janeiro de 2004

uh uh uh uh...

und so fort!cansaço, só isso. nota-se muito?

respostas inesperadas para

aunidadeimpropria@hotmail.com

bigados!

& agora um grande foda-se e um pequeno grande roubo I

Sábado, Janeiro 03, 2004
Posted 5:11 AM by masson

In Memoriam Eduardo Guerra Carneiro [1942-2003]

[Via Aviz] "ADEUS. Morreu Eduardo Guerra Carneiro. Era um bom poeta, esquecido por todos nós, e um jornalista esquecido pelos jornais. Morava no mesmo prédio onde viveu Agostinho da Silva, ao Bairro Alto. Escrevia em caderninhos lisos e tinha canetas de tinta permanente. Gostou muito. Foi muito amado. Tinha um brilho nos olhos que se foi perdendo à medida que ia envelhecendo, mas nunca foi um ressentido. Bebeu muito. Leu bastante. Escreveu o suficiente. Alguns livros: Isto Anda Tudo Ligado, Como Quem Não Quer a Coisa, É Assim que se Faz a História, Contra a Corrente, Lixo ou Dama de Copas. Era boémio, mas não era da boémia. Sentava-se ao fundo dos bares caboverdianos. Gostava de mornas, da sua terra do Norte (Chaves), dos salgueiros ao longo da estrada nacional n.º 2, dos choupos do Douro e de poetas que sabiam calar-se. Uma pessoa escreve «era um bom poeta» e sente que alguém desconfia, como se fossem bons todos os poetas que desaparecem. Não. Ele era um bom poeta que raramente ficava contente com os seus livros. Não se dava muita importância. Brigou muito. Tinha bom feitio. Tinha mau feitio. Tennyson repetiria: «O selfless man and stainless gentleman.» Bebia cerveja. Acho que bebia tudo. Tinha uma bela voz. Eduardo." [Francisco José Viegas, in Aviz]

"O Eduardo nasceu em Chaves, em 42. Depois foi à vida: perdeu-se um vossa excelência (4º ano incompletíssimo de história), ganhou-se um poeta (...) Livros, amores, deambulações, vagabundagens, cervejolas, empregos vários, carolices (o & etc agradece, no que lhe toca): uma generosidade (arrebatada, lírica, desmedida) que lhe alimenta a poesia (dor mais funda, alegria em sol maior) e lhe dá cabo da gravata. Assim o Eduardo é um poeta visceral. Talvez que já não saiba (nem possa) ser outra coisa) ..." [in & etc, nº 9, 15/05/1973]

"O desafio, afinal tão simples!, de prosseguir um texto, vendo bem perseguir, conseguir mesmo despir-me das pequenas e grandes vaidades, como já foi dito. Dizias: o texto. Eu pensava na intriga a construir, nos antigos manuscritos onde se falava de música, sinfonia, órgão, retábulos de igreja, o que se liga à então recente leitura de qualquer clássico. Órgãos do prazer: funções vitais em totalidade. Procuro a linha enredada na complicada teia de aranha que em volta de mim próprio enlacei: aqui está a razão do desafio; os nós a desfazer; a pontuação a assinalar um modo de avançar «todo» sem receio mais que o discurso baço, vago, maricas afinal (...)
Daí, daqui: os textos que perseguem e rasgam o próprio ventre para nascerem pelas suas próprias mãozinhas: impressão digital marcada a sangue. Direi. Um corpo em movimento; a infância da invenção; o salto mortal da literatura; a destruição (corrosão) dos vocábulos ..." [E.G.C., Uma Teoria (da) Prática, in & etc, nº 9, 15/05/1973]

"Algumas palavras são mais que o som.
Soltam-se delas lâmpadas, por vezes gritos.
Palavras que demoram na boca
com o sabor da manhã de Outubro, o claro gosto
da terra húmida, castanha até doer
..." [E.G.C., Zero, O Perfil da Estatua, 1961]

"Estamos no extremo ocidental de uma Europa gangrenada que teima ainda em conservar limpos os punhos e o colarinho, embora tenha podres nas meias e as cuecas estejam borradas de medo antigo, caca seca, agarrada aos Pirinéus, a montecarlos, montecassinos, urais ou andorras do báltico.
Estamos e continuaremos a estar até que a bomba rebente nos nossos tomates inchados, na goteira do sexo, nas moscas que teimam em disputar-nos a cerveja, nas putas que envolvem em dança os cromados dos bares de hotéis de gare. Poârto ou Parises; Tomar ou Bruxelas; Leiria ou Malmo: a mesma merda.
Estamos quase a rebentar as costuras deste maldito soutien com que nos apertam as mamas da invenção; quase a rebentar as cuecas com que nos espartilham os caralhos da revolta. De pé, ó vítimas da Europa decadente! Nuzinhos até Trancoso! Com pezinhos de lã até Almeida!.
Avançar assim, descobrindo novo discurso, importante porque me importa, também me faz bem, talvez te ajude, vos ajude, ajude afinal a acender o rastilho que vai fazer rebentar a bomba ..." [E.G.C., À Luz de Novembro, in Como Quem Não Quer a Coisa, & etc, 1978]

Algumas Obras: O Perfil da Estátua, Silex, 1961 / Corpo Terra, Ed. Autor, 1965 / Alguma Palavras, Nova Realidade, 1969 / Isto Anda Tudo Ligado, Cadernos Pensinsulares, 1970 / É Assim Que se Faz a História, Assírio & Alvim, 1973 / Como Não Quer a Coisa, & Etc, 1978 / Dama de Copas, & Etc, 1981 / Profissão de Fé, Quetzal, 1990 / Lixo, & Etc, 1993 / O Revólver do Repórter, Teorema, 1994 / Outras Fitas, Teorema, 1999 / A Noiva das Astúrias, & Etc, 2001

quarta-feira, 31 de dezembro de 2003

& nunca esquecer que em 2004

cristo ainda está quases por desmamar
e a blasfémia foi mesmo sem querer
só assim
lux fiat - saab!
love shack baby!!!
toca a mexer esses
rabinhos!

bang... bang.. bang...

love shack - B52's
&
bom ano de sempre!

a quem não percebeu...

o meu grande bem-haja outra vez
& fica para a próxima
...
nem toda a malta pode ser genial
ou sofrer disso.

amores

não temos, mas...
o cosmopolitismo é bem-vindo
mesmo que seja do estrangeiro
da suburbia...

ódios 2003

todos os possíveis e imaginários
tudo o que vem do norte
sobretudo
pretensão
&
água benta...

depois dos simples e para os simples

longa vida aos snobs...
&
um infeliz 2008!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2003

antes de cristo

& apesar da parangona/notícia do pasquim, não havia natal tal como o celebramos, agora é o que se vê... e nem vale a pena comentar, mas...
goste-se ou não - como será sempre o caso - da coisa-natalícia, desejo-vos
um (e porque não dois ou três?)
BOM NATAL!

especial de natal - as promised

especial de natal

domingo, 21 de dezembro de 2003

e cada vez

nos admiramos (plural majestático)
mais
com muito menos

zzzzzzzzzzzzz

nem uma abelha bule
nem um poeta canta

terça-feira, 16 de dezembro de 2003

acerca da morte feliz

só conheço Camus.

menuetto...

quartett D 18
lá...lá...lá...
no tempo em que havia
música.

thank's
franz

segunda-feira, 8 de dezembro de 2003

quinta-feira, 27 de novembro de 2003

pq tem de ser possível fazer

cultura
fora
de qualquer sociedade'

a antiga faculdade exercitada

de ler
nas entranhas
do I prolongado

por falar em nomes de Blogg

e se antes de cristo já houvesse Astrologia?

Cf. o início do Livro II de

De natura rerum, de Lucrécio:
"É doce assistir da terra às rudes provações dos outros quando sobre o largo oceano os ventos perpassam sobre as ondas; ...", fica a promessa de uma tradução melhor...

para renunciar a um oceano

de penitentes poetas-rakê
algum
leverek...

mais uma ameaça de morte

nunca desprezível
o tempo
suficiente

para quando uma ataraxia do putedo

fica
a dívida

quinta-feira, 20 de novembro de 2003

E não se olvidem da solidariedade...

pelo menos com os escritores portugueses residentes em Istambul!
Pauleta, se precisares de uma Bic normal, estás à vontade!
Nunca te esqueças.

Boa Noite Portugueses, Guineenses, Angolanos, Cabo-Verdianos, etc., e malta do Leste em geral

e um grande abraço aos compatriotas da Transilvânia! A todos, o meu enternecido e imenso Bem Hajam!
Boa Noite!

Que se f... as notícias!

Quando os chamados noticiários tratam deste tipo de merda, queiram desculpar ou não a puta da expressão, quem é que se atreve a palrar em casa? & Viva a Blogosfera! - pelo menos enquanto as esposas colocam os pratos na máquina...

Não havia precisão...

Fogareiros não pagam impostos e ameaçam com paralisação...
Mandado de captura contra (?) Michael Jackson...
Estou obcecada com o défice, anónimo...
Pregos, correntes e cadeados nas portas da Universidade de Coimbra..., no comments... (O estranho caso do Braço de Ferro...)
und so fort.
Bernhard, volta que estás perdoado!

"É meio dia, dia de feira...

mensal em Vila Nogueira...
será o Apocalipse, ou a torneira a pingar
no bidé?...", José Afonso

quarta-feira, 19 de novembro de 2003

Ao acordar...

num país de (cada vez mais) desempregados, a quantidade de coisas que é possível ser, além de poeta, claro!

Novidades:

.Empregado de Armazém, Lisboa
2003/11/19

.Promotores / Vendedores p/ Banca, Lisboa / margem Sul
2003/11/18

.Administrativo/a de Contabilidade, Lisboa / Montijo
2003/11/18

.Delegado Comercial, Sul
2003/11/18

.Vendedor Comissionista, Centro; Lisboa
2003/11/18

.Gerente m/f, Coimbra / Linda-a-Velha
2003/11/18

.Telefonista Controlo de Qualidade, Lisboa / São João da Talha
2003/11/18

.Negócio pela Internet, Açores; Madeira; Portugal / Ilhas
2003/11/18

.Assistentes de Bordo / Hospedeiras, Qualquer Zona Portugal
2003/11/17

etc.

terça-feira, 18 de novembro de 2003

A carteira

Se ao menos tocasse duas (2) vezes
suspiras.

Não, uma mulher não chora!

Os monjes (Haiku)

de Aulin
de Lucky Me

de pobre de mim

sempre
contra as tartarugas ginja.

Lucy in the Sky with... ginja

... as que caem ao chão, são as melhores!, pensou ele.
Sem querer.

segunda-feira, 17 de novembro de 2003

Nick Cave and The Bad Seeds. Um lamento que não seja assim.

Into My Arms

I don't believe in an interventionist God
But I know, darling, that you do
But if I did I would kneel down and ask Him
Not to intervene when it came to you
Not to touch a hair on your head
To leave you as you are
And if He felt He had to direct you
Then direct you into my arms
Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms

And I don't believe in the existence of angels
But looking at you I wonder if that's true
But if I did I would summon them together
And ask them to watch over you
To each burn a candle for you
To make bright and clear your path
And to walk, like Christ, in grace and love
And guide you into my arms
Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms

And I believe in Love
And I know that you do too
And I believe in some kind of path
That we can walk down, me and you
So keep your candles burning
And make her journey bright and pure
That she will keep returning
Always and evermore
Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms

A clareza do engano § 1 A Co-incidência, ou, O Enigma da Dupla-penetração?

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Other information: I am a caring, kind, intelligent, pretty, youthful woman. I like movies, dinning out, baseball, music and all the simple things in life. I love to travel. I love children. I am very positive and up beat. I like to smile and have fun with that special person.

Espero ter sido claro, reticências.

Ah, a clareza, essa cartesiana meretriz, essa grandessíssima andorinha!, fosse eu poeta a exclamaria, pensou A., talvez nesse reyno fosse possível viver sem madrepérolas, procurando tão somente afastar do corpo as últimas penas.

Ou

o recurso à narrativa, a prosa.

O problema do título. Máximas & Reflexões?

"A mão trai sem pudor o que se sente de mais íntimo."

24 Horas na Vida de uma Mulher, Stefan Zweig

Qual CPLP??? Então e a tradição oral portuguesa?

Epí­stola a todos os Volksgenossen interessados em aprender Alemão... (Trata-se, em bom rigor, de uma primeira aula de Alemão. Gratuita, claro.)

Como é do comum conhecimento dos nossos concidadãos, sobretudo dos nossos (salvo seja) licenciados em doutores, a lí­ngua alemã é relativamente fácil. Quem está familiarizado com o Latim, esse grandiloquente idioma menos vivo, está com toda a certeza habituado às chamadas declinações e, por isso mesmo, pode aprendê-la sem grande dificuldade - pelo menos, é o que os professores de Alemão dizem nas primeiras aulas.
Mais tarde, quando começamos (quem?) a estudar (!!!) os der, des, den, dem, die, eles dizem que é facílimo: é tudo uma simples questão de lógica. Na realidade é muito simples! Podemos verificar (do francês, constater... ) isso mesmo no exemplo que passamos a examinar.
Tomemos um honesto e nem por isso menos honrado livro alemão: um volume magnífico, encadernado em couro-de-lei e a custo publicado, ao que parece, em Dortmund, que descreve os usos e costumes dos Í­ndios (???) australianos hotentotes (Hottentotten). O livro ensina-nos que os cangurus (Beutelratten) são capturados e colocados em jaulas (Kotter), cobertas por um tecido (Lattengitter), para abrigá-los do mau tempo (Wetter). Essas jaulas denominam-se, auf Deutsch!, claro, Lattengitterkotter (qualquer coisa como "jaulas cobertas de tecido"). Porém, assim que colocam lá dentro um canguru, este passa a ser muito mais conhecido por Lattengitterkotterbeutelratten (por assim dizer, "o canguru da jaula coberta de tecido").
O que sucede é que um dia os Hotentotes capturaram um assassino (Attentäter) indiciado (vulgo, acusado) por ter esfaqueado várias vezes uma mãe, a dele, (seine Mutter) hotentote (Hottentottermutter), que tinha um filho completamente idiota e, infelizmente, gago (Stottertrottel).
Naquele que foi e é, ao fim e ao cabo, o idioma de Goethe, essa pobre mãe não é conhecida por nada menos que Hottentottenstottertrottelmutter.
Já o seu presumí­vel até prova de contrário assassino é, talvez, mais sacrificado ainda com a mera designação de Hottentottenstottertrottelmutterattentäter.
O livro conta que os Hotentotes conseguiram finalmente capturá-lo e, sem terem onde nem como guardá-lo, acabram por encerrá-lo, preventivamente claro, numa gaiola de canguru (Beutelrattenlattengitterkotter, lembram-se?), mas o prisioneiro escapou. Mal haviam começado as buscas, quando surgiu um guerreiro hotentote, aos gritinhos estridentes:
- Capturei o assassino! (Attentäter).
- Sim? Qual?, perguntou o chefe.
- O Lattengitterkotterbeutelratterattentäter!, respondeu o guerreiro.
- Como?!? O assassino que estava na jaula de cangurus coberta de tecido?, perguntou o chefe dos Hotentotes.
- É, sim,é o Hottentottenstottertrottelmutteratentäter (o assassino da mãe hotentote de um menino tonto e gago), respondeu o nativo.
- Que grande perda de tempo!, disse o chefe. Afinal, já podias e devias ter dito que tinhas capturado o Hottentotterstottertrottelmutterlattengitterkotterbeutelrattenattentäter.

Como é bom de ver, o Alemão é o idioma do futuro. Basta a gente ter vontade de poder... Ou, então, jeito para as Conversas em Família...
Boa Noite, Portugueses!

domingo, 16 de novembro de 2003

sexta-feira, 14 de novembro de 2003

Mais memória VIII (também é cultura, estúpidos!)

MAUVAIS TRIP

AVEZ-VOUS remarqué que le LSD et la télé en couleurs sont arrivés sur le marché à la même époque? Toutes ces inventions nous matraquent, et que faisons-nous? On interdit le LSD et on fait de la télé merdeuse. La télé, c'est évident, est sabotée par tous ceux qui en font aujourd'hui. Ça ne se discute même pas. J'ai lu récemment qu'au cours d'une descente un inspecteur aurait reçu une bonbonne d'acide qu'un soi-disant fabricant de drogue hallucinogène lui aurait balancée à la figure. Encore un exemple de gâchis! Il y a de bonnes raisons d'interdire le LSD, le DMT, le STP, on peut bousiller définitivement sa tête avec, mais pas plus qu'au ramassage des betteraves ou en bossant à la chaîne chez General Motors, en faisant la plonge ou en enseignant l'anglais dans une fac. Si on interdisait tout ce qui nous rend dingues, toute la société y passerait: le mariage, la guerre, le métro, les abattoirs, les clapiers, les tables d'opération, etc. Tout peut virtuellement nous faire craquer parce que la société repose sur des piliers pourris. D'ici à ce qu'on lui botte le cul et qu'on reparte à zéro, il y a encore du beau temps pour les asiles! Et la réduction du budget des asiles par notre cher gouverneur signifie, à mes yeux, que la société se débarrasse de ceux qu'elle a rendus fous, spécialement en période d'inflation et de déficit de la balance commerciale. On ferait mieux de dépenser notre fric à construire des routes ou bien à arroser les nègres pour les retenir de brûler nos villes. J'ai une idée: pourquoi ne pas massacrer les fous? Pensez à toutes les économies. Ça mange, un fou, il lui faut un trou pour dormir, et puis ces ordures m'ecœurent avec leur manie de pleurnicher, d'étaler leur merde sur les murs. Tout ce dont on a besoin, c'est d'une petite équipe de médecins pour décider qui est fou et d'une paire d'infirmières (ou d'infirmiers) pour baiser avec les psyquiatres.
Reparlons du LSD. S'il est vrai que moins tu en fourgues plus c'est risqué, on peut dire aussi que plus tu en prends plus c'est risqué. Toute activité créatrice complexe, comme la peinture, la poésie, le braquage de banques, la prise du pouvoir, te mène au point où le miracle et le danger se ressemblent comme des frères siamois. Ça ne marche pas toujours comme sur des roulettes, mais quand ça marche, la vie vaut vraiment le coup. C'est chouette de coucher avec la femme d'autrui mais tu sais qu'un jour tu te feras prendre les fesses à l'air. Ça donne du piquant à l'action. Avec les péchés que fabrique le ciel nous nous construisons un enfer, dont nous avons un réel besoin. Deviens fortiche dans ton truc et tu auras des ennemis. On tire la langue aux champions; la foule brûle de les voir ramper, ça la ramène dans sa merde. On n'assassine pas tellement les pauvres types; un gagneur risque d'être descendu avec un fusil acheté par correspondance (comme le veut la légende), ou avec sa propre carabine dans un bled appelé Ketchum. Ou comme Adolphe et sa pute : la chute de Berlin à la dernière page du roman.
Le LSD peut te démolir aussi parce que ça n'est pas vraiment fait pour les ringards. D'accord, un mauvais trip épuise comme une mauvaise pute. La baignoire pleine de gin et le whisky de contrebande ont déjà eu leur heure de gloire. La loi sécrète une maladie : le marché noir du poison. Mais, au fond, la plupart des mauvais trips viennent de ce que l'individu est empoisonné d'avance par la société. Quand un homme s'angoisse pour son loyer, les traites de sa voiture, le réveille-matin, l'éducation du gosse, un dîner à dix dollars avec sa petite amie, l'opinion du voisin, le prestige du drapeau ou les malheurs de Brenda Starr, une pilule de LSD a toutes les chances de le rendre fou parce qu'il est déjà fou en un sens, écrabouillé par les interdits sociaux et rendu inapte à toute réflexion personnelle. L'acide ne vaut que pour les hommes qu'on n'a pas encore engagés, qu'on n'a pas encore enculés avec la grande Peur qui fait marcher tout le système. Malheureusement, la plupart des gens se croient plus libres qu'ils ne sont, et la génération hippie se trompe quand elle décide de ne pas faire confiance aux plus de trente ans. Trente ans, ça ne veut rien dire. La plupart des gens se font coincer et mouler, en bloc, dès l'âge de sept ou huit ans. Beaucoup de jeunes ont l'AIR libre, mais ce n'est qu'une chimie des cellules, de l'énergie, pas un fait de l'esprit. J'ai rencontré des hommes libres dans les endroits les plus bizarres et de TOUS les âges, des portiers de nuit, des voleurs de voitures, des laveurs de voitures, et quelques femmes libres aussi, surtout des infirmières ou des entraîneuses. Un être libre, c'est rare, mais tu le repères tout de suite, d'abord parce que tu te sens bien, très bien, quand tu es avec lui.
Un trip au LSD te fait voir des choses qui échappent aux règlements. Ça te fait piger des trucs qui ne sont pas dans les manuels et dont tu ne peux pas te plaindre à ton conseiller municipal. L'herbe ne fait que rendre la société actuelle plus supportable; le LSD est déjà en soi une autre société.
Si tu respectes la loi, rien ne t'empêche d'étiqueter le LSD comme «drogue hallucinogène», ce qui est un moyen facile de s'en tirer et de ne pas poser de questions. Mais l'hallucination, d'après le dictionnaire, dépend de l'endroit d'où tu agis. Tout ce qui t'arrive au moment où ça t'arrive au moment où ça t'arrive devient la réalité, que ce soit un film ou un rêve, baiser ou tuer, être tué ou manger un ice-cream. Les mensonges viennent après; ce qui doit arriver arrive. L'hallucination, ce n'est qu'un mot dans le dictionnaire. Pour un homme qui meurt, la mort est toute la réalité; pour les autres, ce n'est que de la malchance ou un mauvais moment à passer.
Forest Lawn s'occupe de tout. Quand on admettra qu'il faut de TOUT pour faire le monde, alors on aura une chance. Tout ce qu'un homme voit existe. Ca ne vient pas d'une force étrangère et c'était là avant sa naissance. Ne lui reproche pas de le découvrir aujourd'hui, et ne lui reproche pas de devenir fou parce qu'on ne lui a pas appris que l'aventure est sans fin et que nous sommes tous des petits paquets de merde et rien d'autre. Le mauvais trip ne vient pas du LSD, mais de ta mère, du Président, de la petite fille d'en face, des vendeurs d'ice-creams aux mains sales, d'un cours d'algèbre ou d'espagnol obligatoire, ça vient d'une odeur de chiottes en 1926, d'un type avec un long nez quand tu croyais que les longs nez étaient laids, ça vient d'un laxatif, de la brigade Abraham Lincoln, des sucettes ou de Bugs Bunny, ça vient de la tête de Roosevelt, d'un verre de vinaigre, de passer dix ans dans une usine et te faire virer parce que tu as cinq minutes de retard, ça vient de la vieille outre qui t'a appris l'histoire de ton pays en sixième, de ton chien qui s'est perdu sans que personne ne t'aide à le retrouver, ça vient d'une liste longue de trente pages et haute de cinq kilomètres.
Un mauvais trip? Ce pays tout entier, cette planète est dans un mauvais trip, l'ami. Mais on t'arrêtera si tu avales une pilule.
Je reste fidèle à la bière parce que, au fond, à quarante-sept ans, ils m'ont bien harponné. Je serais pour le coup un vrai dingue si je croyais avoir échappé à tous leurs filets. Je crois que Jeffers le dit joliment bien quand il dit, en gros, attention aux pièges à con, l'ami, il y en a partout, il paraît que même Dieu y est tombé quand Il a débarqué sur la Terre.
Certes, nous sommes désormais quelques-uns à penser que ce n'était pas forcément Dieu qui débarquait, mais, qui que ce fût, il connaissait de sacrés bons coups. Nous avons seulement l'impression qu'il parlait trop. Ça arrive à tout le monde. Même à Leary. Ou à moi.
On est aujourd'hui samedi, il fait froid et le soleil va se coucher. Que faire l'après-midi? Si j'était Liza, je me peignerais les cheveux mais je ne suis pas Liza. Bon, j'ai un vieux National Geographic et les pages brillent comme des vrais paysages. Evidemment, ce sont des faux. Autour de moi dans l'immeuble, ils sont tous soûls. Une pleine termitière de pochards. Les dames passent sous ma fenêtre. Je pète, je murmure un «merde» tendre et fatigué, puis j'arrache cette page de ma machine. Elle est à toi.


Charles Bukowski, Hank, San Francisco, 1967-1972, Erections, ejaculations, exhibitions and general tales of ordinary madness, no original. Aqui Grasset 1982, Nouveaux contes de la folie ordinaire, pp. 135-139.

Mais memória VII (shakespeareana)

Thus play, I, in one person, many people,
And none contented: sometimes am I a king
Then treason makes me wish myself a beggar,
And so am I; then crushing penury
Persuades me I was better when a king,
Then I am king’d again and by and by -
Think that I am unking’d by Bolinbroke
And straight am nothing; - but whate’er I am
Nor I nor any man that but man is,
With nothing shall be pleas’d till he be eas’d
With being nothing.


Shakespeare, Richard II, V, v.

Life’s but a walking shadow, a poor player
That struts and frets his hour upon the stage
And then is heard no more. It is a tale
Told by an idiot, full of sound and fury,
Signifying nothing.


Shakespeare, Macbeth, V, 5, v. 24-28)

Mais memória VI (teologico-linguística...)

A acedia é uma tristeza que emudece.

S. Tomás, S.T., Iº, IIº. Art. 8

Quando ela leva a que se "fuja" e "deteste" o "Bem Divino", é definida como um pecado mortal.

S. Tomás, S.T., IIº, IIº, quaestione 35º, Art. 3

ou,

Acedia, ou Acídia, (do grego, akedia), S.f. Abatimento do corpo e do espírito; moleza, frouxidão. “A inércia, a acídia e o desânimo intoxicam a existência e conduzem-nos involuntariamente ao desgosto e ao mal.” (A. Austregésilo, Obras Completas, VII, p. 129.) - Fonte: Novo Dicionário da Língua Portuguesa, (Aurélio), 2ª edição revista e aumentada, 27ª impressão.

Mais memória V (ou, Ruy Belo revisited)

AO LAVAR OS DENTES

Ao meio da tarde não sei porquê quando mais cadeiras se arrastam nos ladrilhos
e há mais pessoas no pequeno café isolado na vizinhança do mar
e eu a bem dizer já não sei que fazer das minhas duas mãos
e dou graças a deus por serem não mais que duas porque senão
é que não saberia mesmo o que fazer das mãos que tivesse
mais ou menos a meio da tarde quando a dois passos já há um centro de sombra e
há a minha pena de que haja vento e haja muitos dias à sombra
talvez por me faltar já a segurança do sol pouco antes imóvel
pairando no alto sobre a cal calma das casas sobre as folhas mais largas dos plátanos
reuno os papéis dispersos na mesa pago os cafés diversos que fui tomando
e dirijo-me com um profundo encolher de ombros apressadamente para casa
A penumbra interior da casa o facto de a essa hora não haver ninguém em casa
a convicção de que o sol já deve ter dado a volta a uma sombra redonda
rodeará a mesa junto à janela onde costumo escrever
a incidência muito particular da luz a meio da tarde eis aí outros
tantos factores susceptíveis de explicar pelo menos em parte
ou pelo menos na medida em que uma coisa se pode explicar
que eu caminhe para casa e pense que me devo sentir então bem em casa
Gosto de entrar e de mal entrar logo começar a lavar os dentes
e de os lavar como se ao lavá-los eu lavasse mais do que os dentes
ou fizesse outra coisa que não lavá-los pensando talvez numa coisa
qualquer que não existirá não só para além do espelho que tenho na frente
como nem sequer na vida que outrora também tinha quase toda na frente
e agora se perde quase toda nas minhas costas como coisa que nunca vi
ou não é visível no espelho ou pelo menos não vejo no espelho
porque a verdade é que nem mesmo vejo o espelho e só daria bem pelo espelho
no momento em que o tirassem e fosse tarde demais para eu dar bem por ele
As coisas em que penso não existirão muitas vezes talvez a não ser
no meu pensamento ou então o meu pensamento modifica-as dá-lhes possivelmente
uma forma diferente da que têm ou terão na realidade como por exemplo
aquela mulher que há tanto tempo amei que nem mesmo sei bem se a amei
e que a noite passada enquanto eu dormia e vivia essa vida intermédia dos sonhos
emergiu de repente sem mais nem menos como uma mulher irresistível para mim
para mais manietado pelo sono da superfície aquática do sonho
e sobressaiu entre as demais coisas porventura mais ou menos sonhadas
e deixou uma esteira indelével e nítida na minha memória como um
apelo cavo e prolongado mesmo depois de eu ter acordado esteira só dispersa a meia manhã
quando já outras pessoas e outros apelos quase por completo ocupavam
o território movimentado e confuso como uma feira da minha vida
da única vida que vivo e não é mais que estas coisas que faço
ao longo do dia nos campos no café ou principalmente aqui em casa
onde agora lavo os dentes como se nunca antes tivesse lavado os dentes
Lavo os dentes e descubro imensas coisas enquanto os lavo e decerto
lavaria muitas mais vezes os dentes ao dia se antecipadamente soubesse que descobriria
tantas coisas como agora descubro e não são os dentes nem as gengivas
nem qualquer destas coisas das quais aliás falo só por falar
através de palavras que deito para trás das costas como a vida que vivi
e se perderão para mim exactamente como essa vida palavras que nem mesmo conseguirei
ver no espelho onde aliás nada vejo a não ser as gengivas e os dentes
e a boca aberta de um homem que lava contente os dentes
ou pelo menos os lava como uma forma de estar à tarde sozinho em casa
e se sente bem sozinho e gosta moderadamente de estar em casa
pelo menos porque assim não está no café onde a essa hora
há mais pessoas e há o ruído de muitas cadeiras e onde se então estivesse
o mais certo seria sentir o desejo de se levantar e ir para casa
talvez porque já não sabe o que há-de fazer das mãos
ou porque o sol deu a volta à casa e deixou na sombra e no silêncio da tarde
a mesa redonda junto à janela onde costuma escrever
como se porventura escrever fosse mais alguma coisa do que escrever
ou porque pode lavar os dentes com a convicção estritamente suficiente
para lavar os dentes num gesto curto do braço curvo
em casa à tarde sozinho com uma tarde não sabe bem porquê
um pouco mais lá fora nos campos que ali dentro de casa
com a maior parte da vida já para trás das costas
com um certo número de palavras como a vida deitadas para trás das costas
e deitar palavras para trás das costas fosse alguma coisa como semear
meter em andamento através do campo lavrado a mão na serapilheira
dependurada no ombro esquerdo tirar ritmadamente um punhado de semente
e espalhar a semente ao vento nos sulcos antes abertos pela charrua
como se deitar palavras para trás das costas que é afinal o gesto de quem escreve
fosse pelo menos lavar os dentes. Não queiram saber quem sou
ou se porventura alguém por curiosidade ou forma de passar o tempo
quiser alguma vez saber quem sou que veja como lavo os dentes
e que estou tanto nessa lavagem dos dentes como toda a pessoa que lava os dentes
sozinha em casa a uma certa hora da tarde na casa em sombra

Ruy Belo

Mais memória IV (ou, Thomas Bernhard bilingue, risos...)

VIII

Schwarz ist das Gras, Vater,
schwarz ist die Erde,
schwarz sind meine Gedanken,
weil ich ein armer Mensch bin.
Schwarz ist die Erde,
schwarz ist der Sonnenuntergang,
schwarz ist meine Botschaft.
Schwarz ist der Rock, der mich nicht mehr verlassen
wird,
schwarz sind die Sterne meiner Ueberfahrt,
schwarz ist der Gedanke an mein Sterben.
Wo habe ich dieses Schwarz, dieses zungenfeindliche
Schwarz entdeckt?

*
SALMO VIII

Negro é o verde, Senhor,
negra é a terra,
negros são os meus pensamentos,
porque apenas um homem sou.
Negra é a terra,
negro é o crepúsculo,
negra é a minha voz.
Negro é o hábito que jamais
me abandonará,
negras são as estrelas da minha travessia,
negro quando penso na minha morte.
Onde descobri eu este negro, este negro
inimigo da linguagem?

(with kind permission from...)

Mais memória III

O inevitável

28
Nach Liebe suchen - und immer die Larven,
die verfluchten Larven finden und zerbrechen muessen!


Nietzsche, Ditirambos Dionisíacos (Edição Quintela)

Mais memória II

uma das primeiras imagens: um miúdo cigano aos pontapés a um carro velho que está em frente à janela da sala. Considero uma das coisas mais incompreensíveis...
A seguir passa alguém que andou por aqui a apanhar caracóis...
Os Dias das Olaias

Mais memória I

HIER ROLLTE GOLD...

Hier rollte Gold, hier spielte ich mit Gold -
in Wahrheit spielte Gold mit mir - ich rollte!

(Gedichte, Friedrich Nietzsche)

Por falar em correspondência, lembrei-me

"...quero dizer que a língua em que me seria, talvez, dado não apenas escrever mas pensar, não é nem o latim, nem o italiano, nem o espanhol, mas uma língua de que não conheço uma só palavra, uma língua com que as coisas mudas me falam e na qual deverei talvez um dia, do fundo da campa, justificar-me perante um juiz desconhecido."
in Carta de Lord Chandos, Hugo von Hofmannstahl (p.54, da edição portuguesa da Hiena)

quinta-feira, 13 de novembro de 2003

Correspondência(s) - lembram-se? - XXI

...esqueçam!

Acho giro

os quadrados, triângulos ou poli-qualquer-formas, os gajos pequeninos e com bigode
(mas sobretudo as indianas loucas e,
eventualmente, algumas professoras de estética)
mas em boa verdade
também ninguém me perguntou
nada.

Já nem me lembrava. Ou talvez não.

(Oração*, em) 11.06.1916

Was weiss ich über Gott und den Zweck des Lebens?
Ich weiss, dass diese Welt ist.
Dass ich in ihr stehe wie ein Auge in seinem Gesichtsfeld.
Dass etwas an ihr problematisch ist, was wir ihren Sinn nennen.
Dass dieser Sinn nicht ihn ihr liegt, sondern ausser ihr. [Vgl. 6.41]
Dass das Leben die Welt ist. [Vgl. 5.621]
Dass mein Wille die Welt durchdringt.
Dass mein Wille gut oder böse ist.
Dass also Gut und Böse mit dem Sinn der Welt irgendwie zusammenhängt.
Den Sinn des Lebens, d.i. den Sinn der Welt, können wir Gott nennen.
Und das Gleichnis von Gott als einem Vater daran knüpfen.
Das Gebet ist der Gedanke an den Sinn des Lebens.
Ich kann die Geschehnisse der Welt nicht nach meinem Willen lenken, sondern bin vollkommen machtlos.
Nur so kann ich mich unhabhängig von der Welt machen – und sie also doch in gewissem Sinne beherrschen – indem ich auf einen Einfluss auf die Geschehnisse verzichte.

* Wittgenstein não usou “título”.

De regresso de Azeitão como se tivesse morrido.
Tomámos LSD. Da noite, apenas um certo asco, algumas imagens dispersas. Nada de concreto. Apenas a certeza de estar definitivamente a mais. Só e vazio. Afastei-me ou fui afastado? Talvez nunca venha a ter a certeza.
Tenho vergonha da pessoa que sou.

terça-feira, 11 de novembro de 2003

(cont.)

estamos quase lá...

ou um porco mais de azul?
mais um porco de azul?
mais um azul-porco?
um porco a brincar aos cães?
...

É bem possível que

existam, na vida de cada qual, algumas datas a comemorar, quase diariamente, e não nos apercebamos muito disso. É bem possível. Por exemplo, só para dar um rápido. Num 4 de Dezembro muito especial, apesar de uma morte pesada, sobrevivi, graças a um amigo e à sua oferta de Os Dias Felizes... Pergunta-me ele, enquanto evito como posso os vidros espalhados pela banheira: Nunca mais cresces? - Não. Graças, adeus.

Onze

de Novembro?
...

segunda-feira, 10 de novembro de 2003

Dez de novembro de um ano qualquer

... por tudo o que é dono de tasca...

quinta-feira, 6 de novembro de 2003

& é isto.

Novembro de 2003, dizemos todos. E, vaidade das vaidades, vai de soprar as velas! Parabéns!

Ah, já me esquecia

pois... isto era - um comentário - a propósito da obra Major de Gregory Bateson, Natureza e Espírito.
E não é que o "homem", o senhor Subtil doutor, revolucionou, de acordo com a capa, os domínios da biologia, da antropologia, da psiquiatria e da cibernética?
Was he a four in one man? Who cares?

Parafraseando Nietzsche (... que fica sempre bem)

as ciências da contracapa são as mais sérias!, foda-se!
Exemplo:
"Este Doutor subtil, que atravessou as duas grandes aventuras do pensamento contemporâneo [exclusive, MMC] confrontado com uma exterioridade que o põe em causa [preferíamos, em brasa] e o obriga a renovar-se, a saber (sem vírgula!) a antropologia e a psicanálise, usa muitas vezes um discurso de contador de histórias (...) alusivo e divinatório, que completa as suas demonstrações eruditas de lógico", Julia Kristeva dixit.

Musa é coisa de panasca

(não querendo humilhar publicamente e, sobretudo desta maneira toca baixinho - tou-me em Galata! -, o, entretanto, ex-Discípulo Alcibíades-Pipi - humilhar é ser humilhado, Sartre - ETC.
Rimas?

A nobre arte da dissecatio

20 macacos a vinte macacos... é fazer as contas.
Avancemos towards the Girafe...
Where is the foque?
Diagnósticos, só se meterem guito.
esta menocáustica dá-me
cabo
do salteado Grelo Todo.

Nada como um Índice Remissivo

actualmente pouco em voga, quase nada, mesmo para além da pseudo-sebenta e do Não Pagamos.
Há novidade no burgo.
A malta abanca nisto mesmo, só para umas favas guisadas com muita-pão-muita-molho, por exemplo, e, surpresa das surpresas, além do esvinhaçar sombrio e dourador, espera que algém pague.
Houvesse Guionesmo, Senhor, o Verde!

terça-feira, 4 de novembro de 2003

Tempo de colher chuva

... algumas grades visíveis e, sobretudo, barrôcas, as invisíveis masmorras do absolutamente. Afirmas isso mesmo, ainda que sem a mínima convicção, nem sequer uma ameijoa desistente. Nem sequer o vinho te faz correr, já quase nada. O solipsismo coincide com o realismo, e depois? Se não estivesses tão gelado... Se, simplesmente, não estivesses. Se cá nevasse, não havia estoicismo. O pequeno inferno da luz... Ou, o abutre do Sol (PJM).

A propos Correspondência (s)...

... e charutos consecutivos, cerveja, perdão, Super Bock. Super Cabrão! & outra vez uma bínadologia (conceito, sujeito a direitos autorais...), à la Monsieur de Leibniz - pessoalmente, prefiro a Teodiceia, mas isso agora... -, mas ao contrário, sempre em sentido contrário, é uma parvoíce e digo eu só porque me apetece. Nada mau para um Arschloch. Estou um bocadinho perdido, apenas isso. Apetece-me só ler e talvez ter de escrever qualquer coisa, outra patetice da ganza. O costume, para não variar por aí, nem além disso a preguiça endógena, a cobardia vulgaris, a supostamente natural falta de espírito empreendedor ou de outro que implique qualquer grande movimento, uma ascensão e a sua queda, tempo. O Outono. Precisava de outra vida sem ela, ou de nenhuma, e fico quase todo fodido por isso ser, naturalmente, irreal. Impossível? Podes mesmo pensar imediatamente em falta de maturidade, na minha falta de juízo e nesta alma de troublemaker, de crescimento pessoal, e eu, graças ao Grande Corno do Universo, posso deixar-te com um grande abraço e um inevitável Foda-se!
Teu amigo,
AH

Títulos I

Não me Lembro de Nenhum - Benfiquistas, sosseguem! Saber esperar é uma grande virtude, vide Vítor Milícias (o problema das ambulâncias em território nacional), Durão Barroso (sabe-se porquê, em vez do banalizado sei-lá), Irmã Lúcia (sabe-se porquê) e Gabriel Alves (todos sabem porquê). Isto era uma boca para o Papa - ou seria Arcebispo?
Change Time & Date - A Odisseia de uma família Bombardier-o-dependente. Sorry!
O Pai Já Vai! - Thriller PT, dobrado em castelhano-de-lei por um marroquino - igualmente de-lei - em várias línguas e idiomas.
El Pollo y sus Hermanitos - O Drama, talvez mesmo o Horror, dos nitrofuranos em geral.
La Reina y la Periodista - acho que é assim que se grafa, senão...
Drafting - Não vi.
Marijuana Nightmare O que é a Marijuana?
Assim Não Dá! - Alexandra Lencastre no papel de Catherine Deneuve quando era jovem...
(cont./...)

O passo do filósofo

irregular, cambaleando, mente e agarra-se à ventania das palavras. Não vale uma velha barca de enganos, um segredo. E pensar que alguém me lê não me sai da cabeça como em cumprimentar o Esteves da Tabacaria, ou seria o José? E não me interessa.

Há quanto tempo

não se ouve um Se me perguntassem o que me enche de admiração e espanto?... Se o Ferré fosse vivo, ainda exclamaria um Poètes, vos papiers!? A filosofia, também nisso uma arrivista do piorio, por assim dizer, já se vende como uma qualquer espuma de barbear... Há quanto tempo não acerta o relógio pelos passos de um filósofo?

Se a minha vizinha de cima...

em vez de calçar o sapatinho, digo eu, de verniz e salto- (salto?) -alto dos bons velhos e idos tempos de Apoliníadas campestres, trajasse de Triunfo, qual marafona bolacha, e se tranmutassem em soca-supra-alpina-pantufas os seus doces passos de sereia triste?

O que são as pessoas singulares?

Haverá algo mais deprimente e lúdico do que o tristemente célebre Artigo 115º do Código do Imposto sobre (porquê a minúscula?) o Rendimento das Pessoas Singulares? Como quase sempre, fica a questão.

quinta-feira, 30 de outubro de 2003

Dúvidas inconformáveis/~adas...

a) Como se comunica aquilo que é incomunicável? (PED, Cidade da Amadora, Julho de 2003);
b) Quem tem terra? (Wanderley Martini, Terreiro do Paço, Lisboa, finais de Outubro de 2003);
c) «Porque não entra ele pelos ouvidos?» (Martinho dixit, in RAE, s/ data);
d) ... de náusea (Francisco Sanches, algures onde não houvesse terra, sempre).

Quem tem terra pode ser pedreiro?

Preferias um escritor, um cagaréu? Não sei, nem mesmo sequer duvido.
Estou-me cagando para quem tem terra!..., atribuído a Ovídio.

Mais uma polémica, (agora em minúsculas) foda-se!

o que eu disse foi que eu não disse isso
quando muito... e a verdade é que
o Movimento dos Sem Terra luta por uma coisa
que ninguém quer, a menos que seja para ter,
apenas
e, como é sabido, quem tem terra...

Na sequência do traumatizante Wanderley Martini...

(para quem não saiba, Representante do MST na Manif de hoje)
e sem seguir nenhum nexo causal
para quando
uma ou duas, no máximo
Vanessas Haag?

quarta-feira, 29 de outubro de 2003

A todos os conformistas

o meu magnânimo FODA-SE! & um grande bem-hajam!
És linda!!!...

Conformemo-nos?!, ou PED revisited...

Terça-feira, Julho 08, 2003
O discurso reducionista acerca do inconsciente
O universo do inconsciente só se petrifica para aquém das fronteiras do consciente. É que petrificar, fixar, falar, tentar dizer algo acerca do inconsciente, mais não é do que falar do falar, dizer do dizer, falar a linguagem – que é consciente. Ou seja, já não falamos daquilo que queremos, mas de outra coisa qualquer. Petrificar é matar aquilo que é orgânico, é solidificar o líquido, despedaçar o sólido; petrificar é transformar a pedra em areia que se esvai entre os dedos quando a tentamos agarrar. Isso é a crítica – a linguagem. Conformemo-nos.

Como se comunica aquilo que é incomunicável? Não se comunica, mostra-se. E aquele a quem isso é mostrado, sente, emudece, vislumbra, contempla, desperta e age. Por isso a estética é essencialmente teoria, no sentido grego de qeoria, uma contemplação extática que pode gerar um conhecimento inefável. E a acção é acção sobre si mesmo. Eu fico diferente, e o mundo também fica diferente. A estética tem assim o mesmo valor da ética, ou seja, o belo e o bem coincidem porque, embora ambos inefáveis, indizíveis, são capazes de transformar um homem, e aquilo que transforma um homem, transforma o mundo, pelo menos o mundo desse mesmo homem.

ped

Adenda

Em caso de necessidade extrema, leia-se ignorância, existe a possibilidade de simplesmente comentar a afirmação:
“Mmmf, pmnngnn gnff mmlmn mmlgnf.”

Descobrir as diferenças? (Fequência de Hermenêutica e Metodologia do Texto Filosófico I)

5.2. Comente e critique, se possível ignorando as respectivas autorias em causa, as teses em apreciação:

Tese 1.
Fanchonos, revelai-vos sem medo. Por duas razões: primeiro, dão-me mais alvos de chacota. Segundo: vocês são os meus cavalos de Tróia para as gajas que não gostam de apanhar no cu. Quantos mais de vocês se revelarem, quantos mais eu posso chamar à liça numa discussão pré-sexual como exemplo de que levar na bilha não deforma o andar. Por aí além.
Tese 2.
mal
O Martinho perguntou-me se o diabo está dentro de nós, e eu disse-lhe que não, que ele está sempre de fora e quer entrar dentro de nós. A ideia era óbvia: que a nossa alma é um campo de batalha. Retorquiu ele: «Porque não entra ele pelos ouvidos?». Ri-me com a confusão metafísica entre a virtualidade dessa ausência e a fragilidade carnal do ouvido. Mas dei-me conta de que ele redescobrira o mais antigo princípio do mal. A palavra que seduz, que serve para dominar, e que instala o mal dentro de nós penetrando pelo ouvido. Mitologia espontânea... mas certeira.

O insuborninável discípulo...

Persiste a ideia de que a Bufa-escriba Pipi, por falta, ao que é sugerido pela concorrente Bomba Miolada, de tinta do "nosso" Vasquinho (sim, que um homem não é de pau!) não é a nossa não menos querida Isabel Stilwell... Digo-vos, em boa verdade, foda-se, nem pensem nisso.
Ou, então, como diria João Pedro Pais se pertencesse ao mundo dos vivos, "...entra pela vitrina surrealista, faz malabarismos é ilusionista...//...já se sente o frio, está na hora...//...sou a voz da tua alma que te faz levitar...//...sou o ser que odeias, mas que gostas de amar..." ad nauseam, natural e casapianamente. (Rádio Comercial, final de 2003!!!)
& depois dizem que não somos um país potencialmente (e não só) de patetas!

-
N.B. - Ninguém, repito, ninguém vê comentários sobre Rock Hudson.

Estará mal gamar?

mal
O Martinho perguntou-me se o diabo está dentro de nós, e eu disse-lhe que não, que ele está sempre de fora e quer entrar dentro de nós. A ideia era óbvia: que a nossa alma é um campo de batalha. Retorquiu ele: «Porque não entra ele pelos ouvidos?». Ri-me com a confusão metafísica entre a virtualidade dessa ausência e a fragilidade carnal do ouvido. Mas dei-me conta de que ele redescobrira o mais antigo princípio do mal. A palavra que seduz, que serve para dominar, e que instala o mal dentro de nós penetrando pelo ouvido. Mitologia espontânea... mas certeira.

Chega através

Chega Através

Chega através do dia de névoa alguma coisa do esquecimento,
Vem brandamente com a tarde a oportunidade da perda.
Adormeço sem dormir, ao relento da vida.
É inútil dizer-me que as acções têm consequências.
É inútil eu saber que as acções usam consequências.
É inútil tudo, é inútil tudo, é inútil tudo.

Através do dia de névoa não chega coisa nenhuma.

Tinha agora vontade
De ir esperar ao comboio da Europa o viajante anunciado,
De ir ao cais ver entrar o navio e ter pena de tudo.

Não vem com a tarde oportunidade nenhuma.

Álvar(inh)o de Campos

Sim!, é mais um gamanço...

A propósito de Kavafis...

O Sol da tarde...
*
*
*

Paciência Op. 0001

Direito ao bom-nome – Mais uma das falácias artificialmente gerada pelos mecanismos de defesa face à incontinência dos media. O direito à nossa reputação só pode significar que não nos contentamos apenas com uma rapidinha com a puta São e exigimos repetir a dose.
E a resposta é SIM, voltamos a roubar!

tenho textos de outros dias

mas não digo, ou seja
tenho
a devolver a ideia roubada sem quase nada querer
do estranho caso da ideia roubada sem querer,
mesmo
sem querer...

(não, não é passar incógnito numa confeitaria)
desculpas a P., nem por isso silêncios ou cigarrilhas Mitra,

mas acho bem que termines
o poema.

Viver todos os dias mata...

Deseja depurá-lo?

o erro, sempre o erro e a falta de Vontade para depurá-lo.
É isto a filosofia em português...
O erro, Senhor!, o Erro!...

quinta-feira, 23 de outubro de 2003

O homem só, será necessariamente arrogante?

a vírgula faz toda a diferença, uma vez mais, mas antes isso do que ter a pretensão de educar como ninguém, a não ser as três milhares de tristes luminárias que insistem em contrariar o que diz o espírito do povo, só para serem diferentes da maralha?
Die Welt ist nicht verändbar.
Die Welt ist nicht zu verändern.
Die Welt lässt sich nicht verändern.
Die Welt kann man nicht verändern.
Die Welt zu verändern kommt überhaupt nicht in Frage.
und so fort.

Na ausência do Senhor du Bocage III

6.4 Alle Sätze sind gleichwertig.
6.41 Der Sinn der Welt muss asserhalb ihrer liegen. In der Welt ist alles wie es ist und geschieht alles wie es geschieht; es gibt in ihr keinen Wert - und wenn es ihn gäbe, so hätte er keinen Wert.
Wenn es einen Wert gibt, der Wert hat, so muss er ausserhalb alles Geschehens und So-Seins liegen. Denn alles Geschehen und So-Sein ist zufällig.
...
und so fort.

Na ausência de Bocage II

6.373 Die Welt ist unabhängig von meinem Willen.

Na ausência de Bocage I

5.6 Die Grenzen meiner Sprache bedeuten die Grenzen meiner Welt.

Vale tudo, menos grupos, motherfucker!, acrescentaste.

Haveria mesmo boa consciência entre os hebreus?

No outro dia escrevi isto

enquanto tentava em vão, absorto e etilizado também, pensar nas pernas que me levariam a entregar uma mísera infinidade de papéis numa repartição académica de uma sobejamente má-reputada instituição de ensino deste nosso E. P. (não, não dá entrada na Festa...), e, sendo assim, em matéria de revivalismos, como na pobreza, não devemos sequer transparecer indigência nestas súplicas, aqui vai da nossa lavra:
"Kontra-K. - in memoriam P. L. - É preciso provar este veneno que é escrever e continuar como se nada fosse tão abominável quanto tudo é. Precisava deste momento, deste reencontro. Apesar de não estar nada em maré revivalista, revisionista. Nada disto vale um par de mulheres bonitas!... Uma bebedeira do tamanho do meu bairro... Nada disto vale coisa nenhuma, essa é que é a verdade. A ti ninguém introduziu no meio cultural madrileno, pensas. Não completaste a licenciatura em filosofia em 1927. Aliás, nunca a completarias. Nunca chegarias a pertencer a nenhum grupo de intelectuais que, esses sim, com missões pedagógicas, iniciariam uma nova experiência de educação popular. Não percorreste, nem mesmo em sonhos, longe disso, as remotas aldeias e lugarejos en emissário gratuíto daquilo que se acreditava ser o cinema, a pintura obviamente burguesa, nem o teatro burlesco do proletariado, nem, muitíssimo menos ainda, a grande música (melodias) de sempre. Numa palavra: Vale tudo, menos grupos."

Viver mata

é uma verdade tão boa quanto outra qualquer. É o que, entre outras coisas, de bom tem a verdade. A verdade é que, independentemente da minha absoluta falta de credibilidade, tanto eu, como um pigmeu que haja em qualquer parte do mundo, podemos afirmar alguma verdade como é o caso (der Fall), a queda neste meu universal: viver mata.
É este, em bom rigor, o verdadeiro sentido do Espírito Santo, perdoe-se, ou talvez nem por isso, a redundância.
Há mortes vivas, sejamos francos.
E a moralidade passa muito pouco por perto, sequer, destas paragens...