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sábado, 6 de março de 2004
Kcête nelas!
a pedido de várias e broncas raparigas leitoras, claro, e não me perguntem o que entendo por pedido, com jeitinho, então, respondo, qual consultor anímico da Arca, assim:
- assim, assim, assim...
ou, então, variante para wittgensteinianas ressabiadas:
- isso, isso, isso...
nada como uma foda razoável!
- assim, assim, assim...
ou, então, variante para wittgensteinianas ressabiadas:
- isso, isso, isso...
nada como uma foda razoável!
Um contra todos? Fica a questão.
Dúvidas, inquietações, perguntas, questões, sei-lá, os colhões:
- será que a culpa é do Richard Gere se ter convertido ao budismo do Dailai...?
- isto não era para ser um ganda' blogue de humor? então, foda-se!
- JPP o rei da efeméride e dos terrenos orbanizados? (apetecia, mas sou casado, escrever outra coisa...)
- esta é mesmo de rir (rsss, rsss, etc) se o Santana se converter à la Hubbard e, piorzinho, se tornar presidente da república dos macaquinhos abananados, para onde é que um gajo foge?
- ...
as outras inventem vcs, fds!
- será que a culpa é do Richard Gere se ter convertido ao budismo do Dailai...?
- isto não era para ser um ganda' blogue de humor? então, foda-se!
- JPP o rei da efeméride e dos terrenos orbanizados? (apetecia, mas sou casado, escrever outra coisa...)
- esta é mesmo de rir (rsss, rsss, etc) se o Santana se converter à la Hubbard e, piorzinho, se tornar presidente da república dos macaquinhos abananados, para onde é que um gajo foge?
- ...
as outras inventem vcs, fds!
sexta-feira, 5 de março de 2004
PA, uma ómenage com uma pequena nota, ou quase a perfeição, se não fossem estas merdas...
momento uma espécie de céu
(Pedro Abrunhosa / Pedro Abrunhosa)
Uma espécie de céu,
Um pedaço de mar,
Uma mão que doeu,*
Um dia devagar.
Um Domingo perfeito,
Uma toalha no chão,
Um caminho cansado,
Um traço de avião.
Uma sombra sozinha,
Uma luz inquieta,
Um desvio na rua,
Uma voz de poeta.
Uma garrafa vazia,
Um cinzeiro apagado,
Um Hotel numa esquina,
Um sono acordado.
Um secreto adeus,
Um café a fechar,
Um aviso na porta,
Um bilhete no ar.
Uma praça aberta,
Uma rua perdida,
Uma noite encantada
Para o resto da vida.
Pedes-me o momento,
Agarras as palavras,
Escondes-te no tempo
Porque o tempo tem asas.
Levas a cidade
Solta no cabelo,
Perdes-te comigo
Porque o mundo é um momento.
Uma estrada infinita,
Um anúncio discreto,
Uma curva fechada,
Um poema deserto.
Uma cidade distante,
Um vestido molhado,
Uma chuva divina,
Um desejo apertado.
Uma noite esquecida,
Uma praia qualquer,
Um suspiro escondido
Numa pele de mulher.
Um encontro em segredo,
Uma duna ancorada,
Dois corpos despidos,
Abraçados no nada.
Uma estrela cadente,
Um olhar que se afasta,
Um choro escondido
Quando um beijo não basta.
Um semáforo aberto,
Um adeus para sempre,
Uma ferida que dói,
Não por fora, por dentro.
Pedes-me o momento,
Agarras as palavras,
Escondes-te no tempo
Porque o tempo tem asas.
Levas a cidade
Solta no cabelo,
Perdes-te comigo
Porque o mundo é um momento.
* Embora pudesse dissecar o poema (a modos que não me dá jeito repetir análises fenomenológicas ao sol da tarde...), era só para comentar (tsc, tsc) : "uma mão", foda-se! haja respeito pelas figuras de estilo!
P. Scriptu: a música é fixe!
(Pedro Abrunhosa / Pedro Abrunhosa)
Uma espécie de céu,
Um pedaço de mar,
Uma mão que doeu,*
Um dia devagar.
Um Domingo perfeito,
Uma toalha no chão,
Um caminho cansado,
Um traço de avião.
Uma sombra sozinha,
Uma luz inquieta,
Um desvio na rua,
Uma voz de poeta.
Uma garrafa vazia,
Um cinzeiro apagado,
Um Hotel numa esquina,
Um sono acordado.
Um secreto adeus,
Um café a fechar,
Um aviso na porta,
Um bilhete no ar.
Uma praça aberta,
Uma rua perdida,
Uma noite encantada
Para o resto da vida.
Pedes-me o momento,
Agarras as palavras,
Escondes-te no tempo
Porque o tempo tem asas.
Levas a cidade
Solta no cabelo,
Perdes-te comigo
Porque o mundo é um momento.
Uma estrada infinita,
Um anúncio discreto,
Uma curva fechada,
Um poema deserto.
Uma cidade distante,
Um vestido molhado,
Uma chuva divina,
Um desejo apertado.
Uma noite esquecida,
Uma praia qualquer,
Um suspiro escondido
Numa pele de mulher.
Um encontro em segredo,
Uma duna ancorada,
Dois corpos despidos,
Abraçados no nada.
Uma estrela cadente,
Um olhar que se afasta,
Um choro escondido
Quando um beijo não basta.
Um semáforo aberto,
Um adeus para sempre,
Uma ferida que dói,
Não por fora, por dentro.
Pedes-me o momento,
Agarras as palavras,
Escondes-te no tempo
Porque o tempo tem asas.
Levas a cidade
Solta no cabelo,
Perdes-te comigo
Porque o mundo é um momento.
* Embora pudesse dissecar o poema (a modos que não me dá jeito repetir análises fenomenológicas ao sol da tarde...), era só para comentar (tsc, tsc) : "uma mão", foda-se! haja respeito pelas figuras de estilo!
P. Scriptu: a música é fixe!
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que era o que esta merda devia chamar-se, mas foda-se (again)
...
ou
foda-se!
para não variar, a unidade é o que está a dar!
que era o que esta merda devia chamar-se, mas foda-se (again)
...
ou
foda-se!
para não variar, a unidade é o que está a dar!
Cops and queers... (ontologia)
... detive-me, quis o destino, numa pequeníssima igreja de uma minúscula freguesia paroquial, depois de ter ajudado a mesma puta da velhinha de sempre a soltar a dentadura a golpes de caralhada.
- O menino é que me podia ajudar (como se não me conhecesse, a puta)...
Enfim.
Rua atravessada, lá acabei por ajoelhar e acabei também por começar a rezar baixinho para meu sossego, mas cheio de imenso fervor. Bem, foda-se! Sabem melhor que eu quanto os merdosos dos padres gostam de conversar? O que interessa é que o céu estava mesmo de um cinzento corníforme e um gajo já não consegue orar em paz. A tanga da beata de serviço enganou-nos, creio agora, a mim e ao beato tagarela. Se estivesse agora na Costa da Caparica, ou até na Fonte da Telha, pensei enquanto me peidava nas ventas da santinha e pensava nas merdas que um gajo tem de fazer para ouvir The Unforgiven. Comer um padre ainda vá, mas ter de levar com a primogénita, foda-se. Agora é caso para dizer refoda-se! Que dia de Inverno de merda de dia, de vida merdosa de tempo cagalhoto. Dope show...
- O menino é que me podia ajudar (como se não me conhecesse, a puta)...
Enfim.
Rua atravessada, lá acabei por ajoelhar e acabei também por começar a rezar baixinho para meu sossego, mas cheio de imenso fervor. Bem, foda-se! Sabem melhor que eu quanto os merdosos dos padres gostam de conversar? O que interessa é que o céu estava mesmo de um cinzento corníforme e um gajo já não consegue orar em paz. A tanga da beata de serviço enganou-nos, creio agora, a mim e ao beato tagarela. Se estivesse agora na Costa da Caparica, ou até na Fonte da Telha, pensei enquanto me peidava nas ventas da santinha e pensava nas merdas que um gajo tem de fazer para ouvir The Unforgiven. Comer um padre ainda vá, mas ter de levar com a primogénita, foda-se. Agora é caso para dizer refoda-se! Que dia de Inverno de merda de dia, de vida merdosa de tempo cagalhoto. Dope show...
quinta-feira, 4 de março de 2004
Uma homenagem fora de horas...
1989
Sein Tod wird erst nach dem Begräbnis bekanntgegeben.
Das Testament verfügt ein Verbot der Neuinszenierung von Bühnenstücken sowie die Publikation bisher unveröffentlichter Texte in Österreich.
Sein Tod wird erst nach dem Begräbnis bekanntgegeben.
Das Testament verfügt ein Verbot der Neuinszenierung von Bühnenstücken sowie die Publikation bisher unveröffentlichter Texte in Österreich.
Como explicar o vinho ao homem sóbrio? Li Bai, ou Como Beber Sem Mácula?
Un soir, l'âme du vin chantait dans les bouteilles:
«Homme, vers toi je pousse, ô cher déshérité,
Sous ma prison de verre et mes cires vermeilles,
Un chant plein de lumière et de fraternité!
Je sais combien il faut, sur la colline en flamme,
De peine, de sueur et de soleil cuisant
Pour engendrer ma vie et pour me donner l'âme;
Mais je ne serai point ingrat ni malfaisant,
Car j'éprouve une joie immense quand je tombe
Dans le gosier d'un homme usé par ses travaux,
Et sa chaude poitrine est une douce tombe
Où je me plais bien mieux que dans mes froids caveaux.
Entends-tu retentir les refrains des dimanches
Et l'espoir qui gazouille en mon sein palpitant?
Les coudes sur la table et retroussant tes manches,
Tu me glorifieras et tu seras content;
J'allumerai les yeux de ta femme ravie;
A ton fils je rendrai sa force et ses couleurs
Et serai pour le frêle athlète de la vie
L'huile qui raffermit les muscles des lutteurs.
En toi je tomberai, végétale ambroisie,
Grain précieux jeté par l'éternel Semeur,
Pour que de notre amour naisse la poésie
Qui jaillira vers Dieu comme une rare fleur!»
... não sei de quem, mas não é meu.
«Homme, vers toi je pousse, ô cher déshérité,
Sous ma prison de verre et mes cires vermeilles,
Un chant plein de lumière et de fraternité!
Je sais combien il faut, sur la colline en flamme,
De peine, de sueur et de soleil cuisant
Pour engendrer ma vie et pour me donner l'âme;
Mais je ne serai point ingrat ni malfaisant,
Car j'éprouve une joie immense quand je tombe
Dans le gosier d'un homme usé par ses travaux,
Et sa chaude poitrine est une douce tombe
Où je me plais bien mieux que dans mes froids caveaux.
Entends-tu retentir les refrains des dimanches
Et l'espoir qui gazouille en mon sein palpitant?
Les coudes sur la table et retroussant tes manches,
Tu me glorifieras et tu seras content;
J'allumerai les yeux de ta femme ravie;
A ton fils je rendrai sa force et ses couleurs
Et serai pour le frêle athlète de la vie
L'huile qui raffermit les muscles des lutteurs.
En toi je tomberai, végétale ambroisie,
Grain précieux jeté par l'éternel Semeur,
Pour que de notre amour naisse la poésie
Qui jaillira vers Dieu comme une rare fleur!»
... não sei de quem, mas não é meu.
curiosamente
estes ziguezagues da tailândia (Chonburi-City, topas?) deixam-se representar no Porto, na rua Antero de Quental...
a futilidade de qualquer escrita, qualquer filosofia
um pouco como a dos preservativos "zigzag" (válidos até 2007) que não servem para foder nas curvas, nem sequer para caber em caralhos razoáveis. Merda de mundo. Merda de vontade e de representação. Merda de vida.
sábado, 28 de fevereiro de 2004
A puta que nos há-de parar!
"Admitamos que a literatura começa no momento em que a literatura se transforma numa questão. Esta questão não se confunde com as dúvidas ou escrúpulos do escritor. "...
Blanchot, Maurice, para quem não lê; não tarda nada e dizem que queremos escrever, those bastards!
Blanchot, Maurice, para quem não lê; não tarda nada e dizem que queremos escrever, those bastards!
um/a mocinha solteira
nada melhor
achou-me, sem querer, e mesmo assim chamou-me uma espécie de anticristico - não percebeu nada. Mas pelo menos casou e já não escreve só no DN Jovem... Não falemos dos montes de genialidade. Absolutamente. Ressentimentos, só e no fim da jogata...
Sossegue, minha amiga. Ou, como diria Agostinho "O mau-gosto não é exclusivo das zebras...", (Confissões, V, 69a)
achou-me, sem querer, e mesmo assim chamou-me uma espécie de anticristico - não percebeu nada. Mas pelo menos casou e já não escreve só no DN Jovem... Não falemos dos montes de genialidade. Absolutamente. Ressentimentos, só e no fim da jogata...
Sossegue, minha amiga. Ou, como diria Agostinho "O mau-gosto não é exclusivo das zebras...", (Confissões, V, 69a)
um pouco de política?
nem por isso.
ouve-se marla glenn como quem cospe na calçada portuguesa por mim caguei, uma coisa interessante de se fazer, desde que com geito. amigos nossos criticam. foda-se, essa merda não se diz 'tás armado em defunto Pipis "just believe you can't forget us...", um gajo responde que quer que o senhorito se foda, mas ninguém ouve, nem houve, orelhas môcas. que se foda
...
etc
...
a burguesia é sempre a mesma trampa.
Deus proteja a burguesia!!!
...
o resto é luta de klasses
só tangas.
ouve-se marla glenn como quem cospe na calçada portuguesa por mim caguei, uma coisa interessante de se fazer, desde que com geito. amigos nossos criticam. foda-se, essa merda não se diz 'tás armado em defunto Pipis "just believe you can't forget us...", um gajo responde que quer que o senhorito se foda, mas ninguém ouve, nem houve, orelhas môcas. que se foda
...
etc
...
a burguesia é sempre a mesma trampa.
Deus proteja a burguesia!!!
...
o resto é luta de klasses
só tangas.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2004
e a tradução ressurgiu, Bernhard no seu melhor...
"A única coisa que nos salva é que não temos de morrer de fome."
As boas novas reduzirão mesmo a inveja?
Mesmo da miséria?
Dá-me ideia que sim.
...
e a panóplia fenomenológica e afim...
"...que leva de cada vez a cabo uma inquirição de identidade, desde sempre grande motivo de escárnio e de escândalo. Com efeito, só se pode amar aquilo que não se possui. A imoderação própria da actividade filosófica tem a ver com a natureza do amor." (MFM, depois conto, lol)
Dá-me ideia que sim.
...
e a panóplia fenomenológica e afim...
"...que leva de cada vez a cabo uma inquirição de identidade, desde sempre grande motivo de escárnio e de escândalo. Com efeito, só se pode amar aquilo que não se possui. A imoderação própria da actividade filosófica tem a ver com a natureza do amor." (MFM, depois conto, lol)
Boas novas, evangelhos, no fundo
Fumar prejudica gravemente a sua saúde e a dos que o rodeiam, mas afasta definitivamente alguns daqueles que odeia mesmo sem dar por isso. Depois aprofundo.
3 anos - agora foi-se?
"Quando um gajo começa a não ver nada, o que é que vê? Não vê um boi, um cascalho de um labirinto? Que sorte do cagalhão!... Talvez um burro ibérico, um toureado manso e sem bigode, só com as orelhas bravas de carregar tantos outros, como se fossem ele nas suas costas. Um amansador de cavalos de raça, basicamente, um pregador!"
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2004
cantas bem, mas...
prefiro comer-te os ovos, pensou a raposa vermelha, banqueteando-se.
E ainda dizem que não há poetry in action...
E ainda dizem que não há poetry in action...
where the domestic dog come from?
ora aí está uma pergunta cínica, inteligente e para inteligentes.
not for commun dogs...
not for commun dogs...
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2004
sempre na direcção contrária
um agradecimento é o que é.
nem toda a gente pode ser panasca, um Gottes willen!
leiam
os rôto-blogues...
ou então finjam que são
a namorada
do
mete dó
...
nem toda a gente pode ser panasca, um Gottes willen!
leiam
os rôto-blogues...
ou então finjam que são
a namorada
do
mete dó
...
terça-feira, 24 de fevereiro de 2004
a contabilidade ontológica de uns dias
o tempo
pensava outra vez entre duas cagadas pela manhã
a vida, a duração
e não se perdoe o prosaísmo
tudo isto (que é o mesmo) é emprestado.
quem determinará a usura?
pensava outra vez entre duas cagadas pela manhã
a vida, a duração
e não se perdoe o prosaísmo
tudo isto (que é o mesmo) é emprestado.
quem determinará a usura?
big fish
poderá a realidade ser mais autêntica?
e se puder, o que é que isso nos interessa, qual é o ganho de sentido para o desvario?
pensava hoje de manhã em certas impossibilidades de exactidão.
uma delas rezava: é possível fazer melhor? depende.
se a questão for: 2 + 2 quantos são e se se responder 4, é possível fazer melhor?
e se puder, o que é que isso nos interessa, qual é o ganho de sentido para o desvario?
pensava hoje de manhã em certas impossibilidades de exactidão.
uma delas rezava: é possível fazer melhor? depende.
se a questão for: 2 + 2 quantos são e se se responder 4, é possível fazer melhor?
domingo, 22 de fevereiro de 2004
sábado, 21 de fevereiro de 2004
um exemplo, de Pound...
não tenho um século e pico de tradição quaker na minha família para não me preocupar com qualquer coisa que pareça contrária à paz.
se a isso juntássemos (nesta bela noite)
a péssima edição de ESTA É A VOZ DA EUROPA, ficávamos com o quê? uma rua com cara de cu a falar sozinha? keine Ahnung!
a tradução foi com as pérolas
e os porcos não gostaram.
um modo de dizer que finalmente visionei NAKED LUNCH.
FODA-SE!
um modo de dizer que finalmente visionei NAKED LUNCH.
FODA-SE!
terça-feira, 17 de fevereiro de 2004
Só um cheirinho. Para entrada...
Nunca sabemos quem somos. São os outros que nos dizem quem somos e o que somos, não? E como ouvimos isto milhões de vezes na nossa vida, por pouco que esta seja longa, acabamos por não saber em absoluto quem somos. Todos dizem algo diferente. Até nós mesmos estamos sempre a mudar de opinião.
depois haverá mais. do mesmo.

Thomas Bernhard
depois haverá mais. do mesmo.

Thomas Bernhard
De uma catástrofe para outra
fica prometida a tradução da entrevista exclusiva de Bernhard à bórliu...
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2004
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2004
Ohne Warum, pois claro. & fica prometida a tradução por cumprir e a mentira de um abraço... a manhã.
Ohne warum
Die Ros'ist ohn' Warum, sie blühet weil sie blühet,
Sie acht't nicht ihrer selbst, fragt nicht, ob man sie siehet.
Die Ros'ist ohn' Warum, sie blühet weil sie blühet,
Sie acht't nicht ihrer selbst, fragt nicht, ob man sie siehet.
Angelus
Das Wort wird noch geboren
Führwahr, das ew'ge Wort wird heute noch geboren;
Wo da? Da, wo du dich in dir hast selbst verloren.
Führwahr, das ew'ge Wort wird heute noch geboren;
Wo da? Da, wo du dich in dir hast selbst verloren.
Silesius
Hinein kehr deine Strahlen
Ach, kehrt nur meine Seel' ihr Flammen um und ein,
So wird sie mit dem Blitz bald Blitz und eines sein.
Ach, kehrt nur meine Seel' ihr Flammen um und ein,
So wird sie mit dem Blitz bald Blitz und eines sein.
sentimentalismos...
Eu quem sou?
Quando ponho de parte os meus artifícios e arrumo a um canto, com cuidado cheio de carinho - com vontade de lhes dar beijos - os meus brinquedos, as palavras, as imagens, as frases - fico tão pequeno e inofensivo, tão só num quarto tão grande e tão triste, tão profundamente triste!...
Afinal eu quem sou, quando não brinco? Um pobre orfão abandonado nas ruas das sensações, tiritando de frio às esquinas da Realidade, tendo que dormir nos degraus da Tristeza e comer o pão dado da Fantasia.
Bernardo Soares, in Livro do Desassossego
Quando ponho de parte os meus artifícios e arrumo a um canto, com cuidado cheio de carinho - com vontade de lhes dar beijos - os meus brinquedos, as palavras, as imagens, as frases - fico tão pequeno e inofensivo, tão só num quarto tão grande e tão triste, tão profundamente triste!...
Afinal eu quem sou, quando não brinco? Um pobre orfão abandonado nas ruas das sensações, tiritando de frio às esquinas da Realidade, tendo que dormir nos degraus da Tristeza e comer o pão dado da Fantasia.
Bernardo Soares, in Livro do Desassossego
terça-feira, 10 de fevereiro de 2004
aproveito para cOmprimentar todo o painel... e temos Que respeitar todos os ali(en)ados...
e debrucei-me sobre esta matéria...
Terça-feira, Fevereiro 10, 2004
Pois é amigos demorou mas é hoje o grande dia. O dia de uma nova era. A era de uma nova maneira de estar e pensar. Escrito as 4 mãos no meu caso a 8 dedos este blog pretende ser uma coisa nova. Dificil ??? Sim deveras. Por norma não leio os blogs de outros personagens nem quero ler. Não queremos fama e glória porque já habitamos um mundo cheio de merda aristocrática agarrada a pergaminhos de carácter relegioso e a padrões socialmente aceites por energúmenos que nos regem. Para todos o meu bem-haja e que se fodam todos. Desculpem o meu desagrado mas esta nota de apresentação serve para vos avisar que bolinha no canto superior direito não existe. Mas existem outras coisam... estejam atentos.. agora é a doer.Quem tiver tomates que se aguente quem não os tiver que os compre...a Arcadobué é para quem tiver pedigripé...
// posted by A @ 10:35 PM
Post scriptum - caguei por tão pouco. Um Grande bem-fodam-se!!!
Terça-feira, Fevereiro 10, 2004
Pois é amigos demorou mas é hoje o grande dia. O dia de uma nova era. A era de uma nova maneira de estar e pensar. Escrito as 4 mãos no meu caso a 8 dedos este blog pretende ser uma coisa nova. Dificil ??? Sim deveras. Por norma não leio os blogs de outros personagens nem quero ler. Não queremos fama e glória porque já habitamos um mundo cheio de merda aristocrática agarrada a pergaminhos de carácter relegioso e a padrões socialmente aceites por energúmenos que nos regem. Para todos o meu bem-haja e que se fodam todos. Desculpem o meu desagrado mas esta nota de apresentação serve para vos avisar que bolinha no canto superior direito não existe. Mas existem outras coisam... estejam atentos.. agora é a doer.Quem tiver tomates que se aguente quem não os tiver que os compre...a Arcadobué é para quem tiver pedigripé...
// posted by A @ 10:35 PM
Post scriptum - caguei por tão pouco. Um Grande bem-fodam-se!!!
domingo, 8 de fevereiro de 2004
e um novo blog que se saúda!
é, de facto, bué... quanto a foder... quem está no convento...
http://www.arcadobue.blogspot.com/
http://www.arcadobue.blogspot.com/
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2004
querias roubar uma coisa mas não consegues?
Segunda-feira, Dezembro 15, 2003
CADA CONA É COMO É
Ontem, caí no erro de esbodegar tranca saloia virado para um espelho. Erro porque, a berlaitadas tantas, em vez de olhar para as minhas caretas, vislumbrei a minha parceira. Assustei-me e pensei: “Ó Pipi, o que é isto, pá? Então tu estás a partir esta sopeira à canzana ou ela está-te a fazer um broche?” Não, era mesmo uma canzana. Ela tinha era cara de cu.
Este facto fez-me levantar uma questão – e, por momentos, baixar a pichota.
Porque é que eu, Pipi, teimo em tentar sacar gajas feias, gajas gordas, Odete Santos, gajas com problemas de pele, gajas com queda de cabelo?
Reflecti sobre isto e cheguei à conclusão que é o resultado imediato de ser um curioso da foda. Para mim, cada cona tem o seu encanto. Um encanto único, especial. E eu quero conhecê-lo a todas.
Normalmente, aferimos, à primeira vista qual a principal qualidade fodenga da gaja: se é gira, se tem boas tetas, rabo rijo, pernas elásticas para pôr atrás das orelhas, odor agradável. Ou seja, o aspecto físico da gaja é o seu encanto. Nessas não há mistério
Mas, como disse, cada cona tem o seu encanto próprio. Por isso, uma gaja feia e gorda intriga-me. Partindo do princípio pipiano de que cada gaja tem em si o potencial para ser um dínamo de tesão, onde é que o Criador terá colocado o encanto desta puta? O que é que o Gajo terá escondido no meio desta chincha toda? E, de repente, vejo-me a jogar ao “quente e frio” com Deus. Estou a dar por trás à feia e parece que O ouço dizer “morno, Pipi, morno”. Mudo a piça de buraco e já Ele me incentiva: “a aquecer, Pipi!”.
Pode ser um movimento original, uma pachacha musculada, uma capacidade de sucção alienígena. Pode ser uma amplitude inaudita, uma noção de ritmo africana, uma luxação auto-infligida que cria um novo buraco para enfiar o nabo. Qualquer coisa de único.
Claro que, normalmente, não é nada disto, e a verruga no nariz é mesmo o traço mais característico da crica em questão.
Mas vocês conhecem-me e sabem que eu sou um romântico do pinanço. Um romântico do pinanço que acha que em cada pito por conhecer há uma promessa de perfeição única e misteriosa a realizar. E uma racha apertada para foder, claro.
---
p.s. - salvo seja, já meti recurso!
CADA CONA É COMO É
Ontem, caí no erro de esbodegar tranca saloia virado para um espelho. Erro porque, a berlaitadas tantas, em vez de olhar para as minhas caretas, vislumbrei a minha parceira. Assustei-me e pensei: “Ó Pipi, o que é isto, pá? Então tu estás a partir esta sopeira à canzana ou ela está-te a fazer um broche?” Não, era mesmo uma canzana. Ela tinha era cara de cu.
Este facto fez-me levantar uma questão – e, por momentos, baixar a pichota.
Porque é que eu, Pipi, teimo em tentar sacar gajas feias, gajas gordas, Odete Santos, gajas com problemas de pele, gajas com queda de cabelo?
Reflecti sobre isto e cheguei à conclusão que é o resultado imediato de ser um curioso da foda. Para mim, cada cona tem o seu encanto. Um encanto único, especial. E eu quero conhecê-lo a todas.
Normalmente, aferimos, à primeira vista qual a principal qualidade fodenga da gaja: se é gira, se tem boas tetas, rabo rijo, pernas elásticas para pôr atrás das orelhas, odor agradável. Ou seja, o aspecto físico da gaja é o seu encanto. Nessas não há mistério
Mas, como disse, cada cona tem o seu encanto próprio. Por isso, uma gaja feia e gorda intriga-me. Partindo do princípio pipiano de que cada gaja tem em si o potencial para ser um dínamo de tesão, onde é que o Criador terá colocado o encanto desta puta? O que é que o Gajo terá escondido no meio desta chincha toda? E, de repente, vejo-me a jogar ao “quente e frio” com Deus. Estou a dar por trás à feia e parece que O ouço dizer “morno, Pipi, morno”. Mudo a piça de buraco e já Ele me incentiva: “a aquecer, Pipi!”.
Pode ser um movimento original, uma pachacha musculada, uma capacidade de sucção alienígena. Pode ser uma amplitude inaudita, uma noção de ritmo africana, uma luxação auto-infligida que cria um novo buraco para enfiar o nabo. Qualquer coisa de único.
Claro que, normalmente, não é nada disto, e a verruga no nariz é mesmo o traço mais característico da crica em questão.
Mas vocês conhecem-me e sabem que eu sou um romântico do pinanço. Um romântico do pinanço que acha que em cada pito por conhecer há uma promessa de perfeição única e misteriosa a realizar. E uma racha apertada para foder, claro.
---
p.s. - salvo seja, já meti recurso!
terça-feira, 27 de janeiro de 2004
a indignação chegou à chamada blogosfera
esse não-local onde supostamente ou nem por isso nunca deveria ter chegado, muito menos através da exploração da mais barata das situações, o futebol, a morte e os seus trabalhos...
domingo, 25 de janeiro de 2004
cinzas...
cinzas e palavras alheias que fazemos nossas, pouca coisa para quem tem de regressar ao puro explendor de coisa nenhuma. cinzas...
um domingo com cristo e strindberg
"O inferno? Fui educado no mais profundo desprezo pelo inferno. Ensinaram-me que não passava de fantasia a rejeitar para a lista dos preconceitos. A verdade, porém, é que não posso negar a novidade que agora encontro na interpretação das penas ditas eternas. Já nos encontramos no inferno. A terra é o inferno, prisão construída por uma inteligência superior, de forma tal que não podemos dar um passo sem ferir a felicidade alheia e os outros não podem ser felizes sem nos fazer sofrer..." August Strindberg
sexta-feira, 23 de janeiro de 2004
only the best, ou o Antes de Cristo feito pelos seus ouvintes. Atentai! (first version, again)
(um extractum)
...
Os cigarros, sempre a merda dos cigarros. Se um gajo tem tabaco e não dá, é logo paneleiro; se um gajo já só tem poucos e não lhe pedem com bons modos (e, ainda por cima, não forem as gajas a pedir), e der, ou espetar mesmo, um prego ao primeiro bacano que o interpele, salvo seja, transforma-se imediatamente em quê? Languaje difficults... (atribuído ao Herr von Wittgenstein.)
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Os cigarros, sempre a merda dos cigarros. Se um gajo tem tabaco e não dá, é logo paneleiro; se um gajo já só tem poucos e não lhe pedem com bons modos (e, ainda por cima, não forem as gajas a pedir), e der, ou espetar mesmo, um prego ao primeiro bacano que o interpele, salvo seja, transforma-se imediatamente em quê? Languaje difficults... (atribuído ao Herr von Wittgenstein.)
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2004
domingo, 11 de janeiro de 2004
moribundo - este blog?
no passado domingo pré-urbano de lisboa, o que é um nativo de campolide em fato-de-treino que, ao dividir um magnum com a pijama-metade na Pastorinha, em cada duas palavras, três são meu amor?
se alguém conhecer a resposta... guardem-na!
se alguém conhecer a resposta... guardem-na!
domingo, 4 de janeiro de 2004
uh uh uh uh...
und so fort!cansaço, só isso. nota-se muito?
respostas inesperadas para
aunidadeimpropria@hotmail.com
bigados!
respostas inesperadas para
aunidadeimpropria@hotmail.com
bigados!
& agora um grande foda-se e um pequeno grande roubo I
Sábado, Janeiro 03, 2004
Posted 5:11 AM by masson
In Memoriam Eduardo Guerra Carneiro [1942-2003]
[Via Aviz] "ADEUS. Morreu Eduardo Guerra Carneiro. Era um bom poeta, esquecido por todos nós, e um jornalista esquecido pelos jornais. Morava no mesmo prédio onde viveu Agostinho da Silva, ao Bairro Alto. Escrevia em caderninhos lisos e tinha canetas de tinta permanente. Gostou muito. Foi muito amado. Tinha um brilho nos olhos que se foi perdendo à medida que ia envelhecendo, mas nunca foi um ressentido. Bebeu muito. Leu bastante. Escreveu o suficiente. Alguns livros: Isto Anda Tudo Ligado, Como Quem Não Quer a Coisa, É Assim que se Faz a História, Contra a Corrente, Lixo ou Dama de Copas. Era boémio, mas não era da boémia. Sentava-se ao fundo dos bares caboverdianos. Gostava de mornas, da sua terra do Norte (Chaves), dos salgueiros ao longo da estrada nacional n.º 2, dos choupos do Douro e de poetas que sabiam calar-se. Uma pessoa escreve «era um bom poeta» e sente que alguém desconfia, como se fossem bons todos os poetas que desaparecem. Não. Ele era um bom poeta que raramente ficava contente com os seus livros. Não se dava muita importância. Brigou muito. Tinha bom feitio. Tinha mau feitio. Tennyson repetiria: «O selfless man and stainless gentleman.» Bebia cerveja. Acho que bebia tudo. Tinha uma bela voz. Eduardo." [Francisco José Viegas, in Aviz]
"O Eduardo nasceu em Chaves, em 42. Depois foi à vida: perdeu-se um vossa excelência (4º ano incompletíssimo de história), ganhou-se um poeta (...) Livros, amores, deambulações, vagabundagens, cervejolas, empregos vários, carolices (o & etc agradece, no que lhe toca): uma generosidade (arrebatada, lírica, desmedida) que lhe alimenta a poesia (dor mais funda, alegria em sol maior) e lhe dá cabo da gravata. Assim o Eduardo é um poeta visceral. Talvez que já não saiba (nem possa) ser outra coisa) ..." [in & etc, nº 9, 15/05/1973]
"O desafio, afinal tão simples!, de prosseguir um texto, vendo bem perseguir, conseguir mesmo despir-me das pequenas e grandes vaidades, como já foi dito. Dizias: o texto. Eu pensava na intriga a construir, nos antigos manuscritos onde se falava de música, sinfonia, órgão, retábulos de igreja, o que se liga à então recente leitura de qualquer clássico. Órgãos do prazer: funções vitais em totalidade. Procuro a linha enredada na complicada teia de aranha que em volta de mim próprio enlacei: aqui está a razão do desafio; os nós a desfazer; a pontuação a assinalar um modo de avançar «todo» sem receio mais que o discurso baço, vago, maricas afinal (...)
Daí, daqui: os textos que perseguem e rasgam o próprio ventre para nascerem pelas suas próprias mãozinhas: impressão digital marcada a sangue. Direi. Um corpo em movimento; a infância da invenção; o salto mortal da literatura; a destruição (corrosão) dos vocábulos ..." [E.G.C., Uma Teoria (da) Prática, in & etc, nº 9, 15/05/1973]
"Algumas palavras são mais que o som.
Soltam-se delas lâmpadas, por vezes gritos.
Palavras que demoram na boca
com o sabor da manhã de Outubro, o claro gosto
da terra húmida, castanha até doer
..." [E.G.C., Zero, O Perfil da Estatua, 1961]
"Estamos no extremo ocidental de uma Europa gangrenada que teima ainda em conservar limpos os punhos e o colarinho, embora tenha podres nas meias e as cuecas estejam borradas de medo antigo, caca seca, agarrada aos Pirinéus, a montecarlos, montecassinos, urais ou andorras do báltico.
Estamos e continuaremos a estar até que a bomba rebente nos nossos tomates inchados, na goteira do sexo, nas moscas que teimam em disputar-nos a cerveja, nas putas que envolvem em dança os cromados dos bares de hotéis de gare. Poârto ou Parises; Tomar ou Bruxelas; Leiria ou Malmo: a mesma merda.
Estamos quase a rebentar as costuras deste maldito soutien com que nos apertam as mamas da invenção; quase a rebentar as cuecas com que nos espartilham os caralhos da revolta. De pé, ó vítimas da Europa decadente! Nuzinhos até Trancoso! Com pezinhos de lã até Almeida!.
Avançar assim, descobrindo novo discurso, importante porque me importa, também me faz bem, talvez te ajude, vos ajude, ajude afinal a acender o rastilho que vai fazer rebentar a bomba ..." [E.G.C., À Luz de Novembro, in Como Quem Não Quer a Coisa, & etc, 1978]
Algumas Obras: O Perfil da Estátua, Silex, 1961 / Corpo Terra, Ed. Autor, 1965 / Alguma Palavras, Nova Realidade, 1969 / Isto Anda Tudo Ligado, Cadernos Pensinsulares, 1970 / É Assim Que se Faz a História, Assírio & Alvim, 1973 / Como Não Quer a Coisa, & Etc, 1978 / Dama de Copas, & Etc, 1981 / Profissão de Fé, Quetzal, 1990 / Lixo, & Etc, 1993 / O Revólver do Repórter, Teorema, 1994 / Outras Fitas, Teorema, 1999 / A Noiva das Astúrias, & Etc, 2001
Posted 5:11 AM by masson
In Memoriam Eduardo Guerra Carneiro [1942-2003]
[Via Aviz] "ADEUS. Morreu Eduardo Guerra Carneiro. Era um bom poeta, esquecido por todos nós, e um jornalista esquecido pelos jornais. Morava no mesmo prédio onde viveu Agostinho da Silva, ao Bairro Alto. Escrevia em caderninhos lisos e tinha canetas de tinta permanente. Gostou muito. Foi muito amado. Tinha um brilho nos olhos que se foi perdendo à medida que ia envelhecendo, mas nunca foi um ressentido. Bebeu muito. Leu bastante. Escreveu o suficiente. Alguns livros: Isto Anda Tudo Ligado, Como Quem Não Quer a Coisa, É Assim que se Faz a História, Contra a Corrente, Lixo ou Dama de Copas. Era boémio, mas não era da boémia. Sentava-se ao fundo dos bares caboverdianos. Gostava de mornas, da sua terra do Norte (Chaves), dos salgueiros ao longo da estrada nacional n.º 2, dos choupos do Douro e de poetas que sabiam calar-se. Uma pessoa escreve «era um bom poeta» e sente que alguém desconfia, como se fossem bons todos os poetas que desaparecem. Não. Ele era um bom poeta que raramente ficava contente com os seus livros. Não se dava muita importância. Brigou muito. Tinha bom feitio. Tinha mau feitio. Tennyson repetiria: «O selfless man and stainless gentleman.» Bebia cerveja. Acho que bebia tudo. Tinha uma bela voz. Eduardo." [Francisco José Viegas, in Aviz]
"O Eduardo nasceu em Chaves, em 42. Depois foi à vida: perdeu-se um vossa excelência (4º ano incompletíssimo de história), ganhou-se um poeta (...) Livros, amores, deambulações, vagabundagens, cervejolas, empregos vários, carolices (o & etc agradece, no que lhe toca): uma generosidade (arrebatada, lírica, desmedida) que lhe alimenta a poesia (dor mais funda, alegria em sol maior) e lhe dá cabo da gravata. Assim o Eduardo é um poeta visceral. Talvez que já não saiba (nem possa) ser outra coisa) ..." [in & etc, nº 9, 15/05/1973]
"O desafio, afinal tão simples!, de prosseguir um texto, vendo bem perseguir, conseguir mesmo despir-me das pequenas e grandes vaidades, como já foi dito. Dizias: o texto. Eu pensava na intriga a construir, nos antigos manuscritos onde se falava de música, sinfonia, órgão, retábulos de igreja, o que se liga à então recente leitura de qualquer clássico. Órgãos do prazer: funções vitais em totalidade. Procuro a linha enredada na complicada teia de aranha que em volta de mim próprio enlacei: aqui está a razão do desafio; os nós a desfazer; a pontuação a assinalar um modo de avançar «todo» sem receio mais que o discurso baço, vago, maricas afinal (...)
Daí, daqui: os textos que perseguem e rasgam o próprio ventre para nascerem pelas suas próprias mãozinhas: impressão digital marcada a sangue. Direi. Um corpo em movimento; a infância da invenção; o salto mortal da literatura; a destruição (corrosão) dos vocábulos ..." [E.G.C., Uma Teoria (da) Prática, in & etc, nº 9, 15/05/1973]
"Algumas palavras são mais que o som.
Soltam-se delas lâmpadas, por vezes gritos.
Palavras que demoram na boca
com o sabor da manhã de Outubro, o claro gosto
da terra húmida, castanha até doer
..." [E.G.C., Zero, O Perfil da Estatua, 1961]
"Estamos no extremo ocidental de uma Europa gangrenada que teima ainda em conservar limpos os punhos e o colarinho, embora tenha podres nas meias e as cuecas estejam borradas de medo antigo, caca seca, agarrada aos Pirinéus, a montecarlos, montecassinos, urais ou andorras do báltico.
Estamos e continuaremos a estar até que a bomba rebente nos nossos tomates inchados, na goteira do sexo, nas moscas que teimam em disputar-nos a cerveja, nas putas que envolvem em dança os cromados dos bares de hotéis de gare. Poârto ou Parises; Tomar ou Bruxelas; Leiria ou Malmo: a mesma merda.
Estamos quase a rebentar as costuras deste maldito soutien com que nos apertam as mamas da invenção; quase a rebentar as cuecas com que nos espartilham os caralhos da revolta. De pé, ó vítimas da Europa decadente! Nuzinhos até Trancoso! Com pezinhos de lã até Almeida!.
Avançar assim, descobrindo novo discurso, importante porque me importa, também me faz bem, talvez te ajude, vos ajude, ajude afinal a acender o rastilho que vai fazer rebentar a bomba ..." [E.G.C., À Luz de Novembro, in Como Quem Não Quer a Coisa, & etc, 1978]
Algumas Obras: O Perfil da Estátua, Silex, 1961 / Corpo Terra, Ed. Autor, 1965 / Alguma Palavras, Nova Realidade, 1969 / Isto Anda Tudo Ligado, Cadernos Pensinsulares, 1970 / É Assim Que se Faz a História, Assírio & Alvim, 1973 / Como Não Quer a Coisa, & Etc, 1978 / Dama de Copas, & Etc, 1981 / Profissão de Fé, Quetzal, 1990 / Lixo, & Etc, 1993 / O Revólver do Repórter, Teorema, 1994 / Outras Fitas, Teorema, 1999 / A Noiva das Astúrias, & Etc, 2001
quarta-feira, 31 de dezembro de 2003
& nunca esquecer que em 2004
cristo ainda está quases por desmamar
e a blasfémia foi mesmo sem querer
só assim
lux fiat - saab!
love shack baby!!!
toca a mexer esses
rabinhos!
e a blasfémia foi mesmo sem querer
só assim
lux fiat - saab!
love shack baby!!!
toca a mexer esses
rabinhos!
a quem não percebeu...
o meu grande bem-haja outra vez
& fica para a próxima
...
nem toda a malta pode ser genial
ou sofrer disso.
& fica para a próxima
...
nem toda a malta pode ser genial
ou sofrer disso.
ódios 2003
todos os possíveis e imaginários
tudo o que vem do norte
sobretudo
pretensão
&
água benta...
tudo o que vem do norte
sobretudo
pretensão
&
água benta...
quarta-feira, 24 de dezembro de 2003
antes de cristo
& apesar da parangona/notícia do pasquim, não havia natal tal como o celebramos, agora é o que se vê... e nem vale a pena comentar, mas...
goste-se ou não - como será sempre o caso - da coisa-natalícia, desejo-vos
um (e porque não dois ou três?)
BOM NATAL!
goste-se ou não - como será sempre o caso - da coisa-natalícia, desejo-vos
um (e porque não dois ou três?)
BOM NATAL!
domingo, 21 de dezembro de 2003
terça-feira, 16 de dezembro de 2003
segunda-feira, 8 de dezembro de 2003
quinta-feira, 27 de novembro de 2003
Cf. o início do Livro II de
De natura rerum, de Lucrécio:
"É doce assistir da terra às rudes provações dos outros quando sobre o largo oceano os ventos perpassam sobre as ondas; ...", fica a promessa de uma tradução melhor...
"É doce assistir da terra às rudes provações dos outros quando sobre o largo oceano os ventos perpassam sobre as ondas; ...", fica a promessa de uma tradução melhor...
quinta-feira, 20 de novembro de 2003
E não se olvidem da solidariedade...
pelo menos com os escritores portugueses residentes em Istambul!
Pauleta, se precisares de uma Bic normal, estás à vontade!
Nunca te esqueças.
Pauleta, se precisares de uma Bic normal, estás à vontade!
Nunca te esqueças.
Boa Noite Portugueses, Guineenses, Angolanos, Cabo-Verdianos, etc., e malta do Leste em geral
e um grande abraço aos compatriotas da Transilvânia! A todos, o meu enternecido e imenso Bem Hajam!
Boa Noite!
Boa Noite!
Que se f... as notícias!
Quando os chamados noticiários tratam deste tipo de merda, queiram desculpar ou não a puta da expressão, quem é que se atreve a palrar em casa? & Viva a Blogosfera! - pelo menos enquanto as esposas colocam os pratos na máquina...
Não havia precisão...
Fogareiros não pagam impostos e ameaçam com paralisação...
Mandado de captura contra (?) Michael Jackson...
Estou obcecada com o défice, anónimo...
Pregos, correntes e cadeados nas portas da Universidade de Coimbra..., no comments... (O estranho caso do Braço de Ferro...)
und so fort.
Bernhard, volta que estás perdoado!
Mandado de captura contra (?) Michael Jackson...
Estou obcecada com o défice, anónimo...
Pregos, correntes e cadeados nas portas da Universidade de Coimbra..., no comments... (O estranho caso do Braço de Ferro...)
und so fort.
Bernhard, volta que estás perdoado!
"É meio dia, dia de feira...
mensal em Vila Nogueira...
será o Apocalipse, ou a torneira a pingar
no bidé?...", José Afonso
será o Apocalipse, ou a torneira a pingar
no bidé?...", José Afonso
quarta-feira, 19 de novembro de 2003
Ao acordar...
num país de (cada vez mais) desempregados, a quantidade de coisas que é possível ser, além de poeta, claro!
Novidades:
.Empregado de Armazém, Lisboa
2003/11/19
.Promotores / Vendedores p/ Banca, Lisboa / margem Sul
2003/11/18
.Administrativo/a de Contabilidade, Lisboa / Montijo
2003/11/18
.Delegado Comercial, Sul
2003/11/18
.Vendedor Comissionista, Centro; Lisboa
2003/11/18
.Gerente m/f, Coimbra / Linda-a-Velha
2003/11/18
.Telefonista Controlo de Qualidade, Lisboa / São João da Talha
2003/11/18
.Negócio pela Internet, Açores; Madeira; Portugal / Ilhas
2003/11/18
.Assistentes de Bordo / Hospedeiras, Qualquer Zona Portugal
2003/11/17
etc.
Novidades:
.Empregado de Armazém, Lisboa
2003/11/19
.Promotores / Vendedores p/ Banca, Lisboa / margem Sul
2003/11/18
.Administrativo/a de Contabilidade, Lisboa / Montijo
2003/11/18
.Delegado Comercial, Sul
2003/11/18
.Vendedor Comissionista, Centro; Lisboa
2003/11/18
.Gerente m/f, Coimbra / Linda-a-Velha
2003/11/18
.Telefonista Controlo de Qualidade, Lisboa / São João da Talha
2003/11/18
.Negócio pela Internet, Açores; Madeira; Portugal / Ilhas
2003/11/18
.Assistentes de Bordo / Hospedeiras, Qualquer Zona Portugal
2003/11/17
etc.
terça-feira, 18 de novembro de 2003
segunda-feira, 17 de novembro de 2003
Nick Cave and The Bad Seeds. Um lamento que não seja assim.
Into My Arms
I don't believe in an interventionist God
But I know, darling, that you do
But if I did I would kneel down and ask Him
Not to intervene when it came to you
Not to touch a hair on your head
To leave you as you are
And if He felt He had to direct you
Then direct you into my arms
Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms
And I don't believe in the existence of angels
But looking at you I wonder if that's true
But if I did I would summon them together
And ask them to watch over you
To each burn a candle for you
To make bright and clear your path
And to walk, like Christ, in grace and love
And guide you into my arms
Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms
And I believe in Love
And I know that you do too
And I believe in some kind of path
That we can walk down, me and you
So keep your candles burning
And make her journey bright and pure
That she will keep returning
Always and evermore
Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms
I don't believe in an interventionist God
But I know, darling, that you do
But if I did I would kneel down and ask Him
Not to intervene when it came to you
Not to touch a hair on your head
To leave you as you are
And if He felt He had to direct you
Then direct you into my arms
Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms
And I don't believe in the existence of angels
But looking at you I wonder if that's true
But if I did I would summon them together
And ask them to watch over you
To each burn a candle for you
To make bright and clear your path
And to walk, like Christ, in grace and love
And guide you into my arms
Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms
And I believe in Love
And I know that you do too
And I believe in some kind of path
That we can walk down, me and you
So keep your candles burning
And make her journey bright and pure
That she will keep returning
Always and evermore
Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms
A clareza do engano § 1 A Co-incidência, ou, O Enigma da Dupla-penetração?
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I am a: Woman seeking a man
Country or Region: United States
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City: Eureka
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Horoscope: Scorpio
Chinese Horoscope: SNAKE
Age: 50
By using date.com I expect: to find a serious relationship--marriage can come later
Height: 5 ft 2 in - 157 cm
Weight: 141 lb - 64 kg
Hair: Brown
Eyes: Brown
Religion: Protestant
Ethnic background: Caucasian/White
Level of education: College degree
Current career/job: Nurse
Income: I`d rather not say
Smoking preference: I do not smoke. I do not like to be around smoker
Body build: Average
Other information: I am a caring, kind, intelligent, pretty, youthful woman. I like movies, dinning out, baseball, music and all the simple things in life. I love to travel. I love children. I am very positive and up beat. I like to smile and have fun with that special person.
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Current career/job: Nurse
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Smoking preference: I do not smoke. I do not like to be around smoker
Body build: Average
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Espero ter sido claro, reticências.
Ah, a clareza, essa cartesiana meretriz, essa grandessíssima andorinha!, fosse eu poeta a exclamaria, pensou A., talvez nesse reyno fosse possível viver sem madrepérolas, procurando tão somente afastar do corpo as últimas penas.