domingo, 14 de março de 2004
'tava quase a dormir, mas...
assaltou-me uma frase:
"... voltando ao que importa: os anúncios a perfumes. A Montblanc lançou recentemente um perfume com o péssimo nome Presence d' une femme."
e outra:
"... O meu marido pergunta ..."
"... voltando ao que importa: os anúncios a perfumes. A Montblanc lançou recentemente um perfume com o péssimo nome Presence d' une femme."
e outra:
"... O meu marido pergunta ..."
soneto - para variar
tivesse eu uma só e triste prima
n'um fadário prejudicial
de má memória
foda-se, isto não é um soneto,
é sono!!!
n'um fadário prejudicial
de má memória
foda-se, isto não é um soneto,
é sono!!!
detesto poesia, fornique-se!
e agora escrevo o quê?, prosa? ou vou simplesmente para o caralho?
uma questão privada.
uma questão privada.
ah!
aquelas meias primas,
meias coninhas,
meias rimas.
passaricas esvoaçantes
e nada foi como
d'antes!
meias coninhas,
meias rimas.
passaricas esvoaçantes
e nada foi como
d'antes!
De: Wendi
we can decrease most of your stress by dealing with your c0l1ection ca1ls) Wendi zbpp, diz-me a avisada Wendi.
a verdade é que não sei responder, foda-se!
a verdade é que não sei responder, foda-se!
Para breve A correspondência. Another promise to keep.
Palavras trocadas com e de amigos, talvez. Creio que sim. Talvez mesmo um ou outro texto inédito. Narcisismo moderado, sem dúvida. É assim que tem de ser, que queremos.
ninguém tem nada a ver com isso
mas é verdade
e por assim ser
o melhor
é ir dormir.
não rima, é certo,
mas quem come
a prima
e acaba no deserto?
e por assim ser
o melhor
é ir dormir.
não rima, é certo,
mas quem come
a prima
e acaba no deserto?
sábado, 13 de março de 2004
bem, qu'il y a des anormelles, il y a, bien sûr,
c'est, c'est (gaguejamos, en praguejant...), qu'un problème de les encontrer sobres.
gostava de escrever um post assim, so... i did it!!!
o anormal ser humano - o conceito? detestado entre os (de) mais detestados, diga-se en passant et que les argentens se von vair encouler... -, está cada vez melhor à sua altura, id est, abaixo de cão. não, não me refiro ao glorioso espanhol. aqui pensa-se, sem querer.
há uma lógica de putas que não leva, graças a deus, a lado nenhum e não seria eu a puta a sublinhar a falta, a ausência de putas, de tango.
depois emendo.
como nas tangas!
há uma lógica de putas que não leva, graças a deus, a lado nenhum e não seria eu a puta a sublinhar a falta, a ausência de putas, de tango.
depois emendo.
como nas tangas!
quinta-feira, 11 de março de 2004
links a reter
http://merdeinfrance.blogspot.com/
um clássico
http://arterotika.blogspot.com/
indispensável
http://www.arcadobue.blogspot.com/
continuam "à experiência"
http://www.subversos.blogspot.com/
o que é isto???
http://www.asfinancasdotempo.blogspot.com/
a panasquice do tempo e outras merdas
http://www.ausloeschung.de/
indispensável
http://partium.com/~andrewb/bauhaus/
ainda melhor
e, claro, este Vosso amigo e excelso
automobilizado.
um clássico
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ainda melhor
e, claro, este Vosso amigo e excelso
automobilizado.
quarta-feira, 10 de março de 2004
não sei, isto começa bem, a coisa promete, etc
mas não pensem que se trata apenas de paneleirice socrática, estilo quien ès más macho?, ou assim. a verdade é que me cansei da escrita. é o que dá ler muito. sobretudo autores merdosos - e não, não dou exemplos. que um gajo seja comunista ou testemunha de jeová, ainda vá que não vá. agora poeta ou prosador...
terça-feira, 9 de março de 2004
fica a promessa de rebuçado peitoral
para quem adivinhar, descortinar, etc, o autor do genial encómio:
(e, sim, repetimos, desta vez na versão negrito e itálico. Vai lá, vái!)
"...vestígio de coral acocorado no ressequido tronco de uma das últimas palmeiras."
(e, sim, repetimos, desta vez na versão negrito e itálico. Vai lá, vái!)
"...vestígio de coral acocorado no ressequido tronco de uma das últimas palmeiras."
a literatura
sobretudo a poesia sempre me intrigou, mas, como dizia aristóteles, que se foda, uma coisa é levar no cu, outra é saber escrever, rss, rss, rsss (em grego). conta a lenda que o cornaz filósofo nem dormia só para filosofar, o cabrão. ti éstin o caralho! uma coisa é apanhar com platão - o dos ombros largos -, outra é ter de dormir pé. em caso de dúvidas, ou assim, durmam!
afinal, não
aos rotos ainda acordados fica o apelo.
alguém me explica
o que significa
(agora rimou, eh, eh, ...)
"....vestígio de coral acocorado no ressequido tronco de uma das últimas palmeiras."
alguém me explica
o que significa
(agora rimou, eh, eh, ...)
"....vestígio de coral acocorado no ressequido tronco de uma das últimas palmeiras."
Sorry
Wie im richtigen Leben
Österreich-Premiere von Thomas Bernhards "Elisabeth II."
"Elisabeth II." im Wiener Burgtheater
Burgtheater Wien
Thomas Bernhard und sein zynisches Verhältnis zu Österreich: Dazu gehören auch die ziemlich direkten Anspielungen auf Persönlichkeiten des öffentlichen Lebens. Berühmt wurde zum Beispiel "der Nadelstreif-Sozialist Vranitzky". Besonders ausgeprägt ist Bernhards Vorliebe in seinem Stück "Elisabeth II.", das jetzt zum ersten Mal in Österreich im Wiener Burgtheater aufgeführt wird. Ein grimmiger Theatermonolog und vor allem eine gnadenlose Abrechnung mit der so genannten "guten Gesellschaft". Die Personen tragen bekannte österreichische Namen: Bartenstein, Schuppich, Gudenus, Heldwein oder Zallinger - sie waren Vorbilder für Berhards furiose Theaterfiguren.
Diplomatengattin als Haushälterin
Den Namen der Haushälterin Zallinger etwa hat Thomas Bernhard aus seinem Freundeskreis geschöpft. Eine Szene: Auf der Bühne des Burgtheaters sitzt der Großindustrielle Herrenstein (Gert Voss) im Rollstuhl und schimpft. Er hält einen zweistündigen, misanthropischen Monolog, dessen böser Hintersinn unterhaltsamer ist als jeder Frohsinn. Zuhörer sind sein Diener Richard (Ignaz Kirchner) und seine Haushälterin Fräulein Zallinger (Annemarie Düringer). Sie erwarten 40 Gäste aus der Wiener Gesellschaft, die vom Balkon der Ringstraßenwohnung des alten Herrenstein den Staatsbesuch der Königin Elisabeth II. mitverfolgen wollen. Die Kostümbildnerin Monika von Zallinger, die mit einem Diplomaten verheiratet ist, trägt es mit Fassung, dass sie als verschrobene Dienstbotin wenig schmeichelhaft gezeichnet ist: "Ich weiß nicht, wie er mich persönlich gesehen hat. Ich habe das Gefühl, es hat nichts mit mir wirklich zu tun. Aber seine Phantasie - irgendwas muss ihn beflügelt haben, das weiß man nicht, das ist Sache des Dichters."
Auch die Figur der Gräfin Gudenus hat ein reales Vorbild, eine bereits verstorbene Botschaftersgattin, die Thomas Bernhard durch seine Freundin Gerda Maleta kennengelernt hat. Gerda Maleta und ihr Mann, der Ex-ÖVP-Politiker Alfred Maleta, besitzen ein Anwesen nur wenige Kilometer von Bernhards Wohnsitz in Ohlsdorf entfernt. Hier war der bewunderte Schriftsteller in den letzten 20 Lebensjahren ständiger Gast. Auch einige Reisen unternahm er gemeinsam mit der Politikergattin. "In den 70er Jahren sind wir nach Rom gefahren, um einen Freund zu besuchen", berichtet Gerda Maleta von einer dieser Reisen. "Wir drei wurden vom damaligen Botschafter des Vatikans, das war Graf Gudenus, eingeladen zum Mittagessen. Und dabei kannte Thomas Bernhard die Gräfin Gudenus kennen lernen und war von ihrer Intelligenz, Offenheit, Natürlichkeit und sogar Freundlichkeit sehr eingenommen. Selten, dass er wirklich eine Frau gleich so respektierte." Das Spielen mit bekannten Namen hat System, wie es Annemarie Düringer, Darstellerin der "Gräfin Gudenus" umschreibt: "In seinem ganzen Stück legt er ja Köder mit Namen, die wir kennen. Dann denkt man 'Ah, den oder die kenn ich' und dann läuft das ganz anders."
Übertriebenes aus dem Adel
Die Schimpftirade über den Adel ist eine von Bernhards literarischen Übertreibungen. Die Aussage entspricht nicht seiner persönlichen Überzeugung. Er verkehrte gern in den traditionsreichen Häusern im Salzkammergut. Familiäre Einladungen der Landadeligen nahm Thomas Bernhard häufig an, mit einigen Aristokraten war er sogar befreundet. Mara Gräfin Calm-Martinic erinnert sich: "Er war sehr beeindruckt von der Burg und dem großen Familienleben und hat beobachtet, dann sind wir alle auf den Balkon gesessen, der eigentlich sehr schmal ist. Man sitzt dort, es geht tief hinunter und einer von den Gästen hat gesagt: 'Ist dieser Balkon wirklich sicher?' Und dann sind alle Gäste aufgesprungen und zurückgelaufen in den Salon. Nur er, Bernhard, ist sitzengeblieben und hat vor sich hin geschaut. Er hat mir dann ein paar Tage später gesagt, dass ihm auf diesem Balkon die Geschichte eingefallen ist." - Es war die Schlusspointe für sein Stück "Elisabeth II.": Alle Besucher bei Herrenstein stürzen mit dem Balkon in die Tiefe.
Österreich-Premiere von Thomas Bernhards "Elisabeth II."
"Elisabeth II." im Wiener Burgtheater
Burgtheater Wien
Thomas Bernhard und sein zynisches Verhältnis zu Österreich: Dazu gehören auch die ziemlich direkten Anspielungen auf Persönlichkeiten des öffentlichen Lebens. Berühmt wurde zum Beispiel "der Nadelstreif-Sozialist Vranitzky". Besonders ausgeprägt ist Bernhards Vorliebe in seinem Stück "Elisabeth II.", das jetzt zum ersten Mal in Österreich im Wiener Burgtheater aufgeführt wird. Ein grimmiger Theatermonolog und vor allem eine gnadenlose Abrechnung mit der so genannten "guten Gesellschaft". Die Personen tragen bekannte österreichische Namen: Bartenstein, Schuppich, Gudenus, Heldwein oder Zallinger - sie waren Vorbilder für Berhards furiose Theaterfiguren.
Diplomatengattin als Haushälterin
Den Namen der Haushälterin Zallinger etwa hat Thomas Bernhard aus seinem Freundeskreis geschöpft. Eine Szene: Auf der Bühne des Burgtheaters sitzt der Großindustrielle Herrenstein (Gert Voss) im Rollstuhl und schimpft. Er hält einen zweistündigen, misanthropischen Monolog, dessen böser Hintersinn unterhaltsamer ist als jeder Frohsinn. Zuhörer sind sein Diener Richard (Ignaz Kirchner) und seine Haushälterin Fräulein Zallinger (Annemarie Düringer). Sie erwarten 40 Gäste aus der Wiener Gesellschaft, die vom Balkon der Ringstraßenwohnung des alten Herrenstein den Staatsbesuch der Königin Elisabeth II. mitverfolgen wollen. Die Kostümbildnerin Monika von Zallinger, die mit einem Diplomaten verheiratet ist, trägt es mit Fassung, dass sie als verschrobene Dienstbotin wenig schmeichelhaft gezeichnet ist: "Ich weiß nicht, wie er mich persönlich gesehen hat. Ich habe das Gefühl, es hat nichts mit mir wirklich zu tun. Aber seine Phantasie - irgendwas muss ihn beflügelt haben, das weiß man nicht, das ist Sache des Dichters."
Auch die Figur der Gräfin Gudenus hat ein reales Vorbild, eine bereits verstorbene Botschaftersgattin, die Thomas Bernhard durch seine Freundin Gerda Maleta kennengelernt hat. Gerda Maleta und ihr Mann, der Ex-ÖVP-Politiker Alfred Maleta, besitzen ein Anwesen nur wenige Kilometer von Bernhards Wohnsitz in Ohlsdorf entfernt. Hier war der bewunderte Schriftsteller in den letzten 20 Lebensjahren ständiger Gast. Auch einige Reisen unternahm er gemeinsam mit der Politikergattin. "In den 70er Jahren sind wir nach Rom gefahren, um einen Freund zu besuchen", berichtet Gerda Maleta von einer dieser Reisen. "Wir drei wurden vom damaligen Botschafter des Vatikans, das war Graf Gudenus, eingeladen zum Mittagessen. Und dabei kannte Thomas Bernhard die Gräfin Gudenus kennen lernen und war von ihrer Intelligenz, Offenheit, Natürlichkeit und sogar Freundlichkeit sehr eingenommen. Selten, dass er wirklich eine Frau gleich so respektierte." Das Spielen mit bekannten Namen hat System, wie es Annemarie Düringer, Darstellerin der "Gräfin Gudenus" umschreibt: "In seinem ganzen Stück legt er ja Köder mit Namen, die wir kennen. Dann denkt man 'Ah, den oder die kenn ich' und dann läuft das ganz anders."
Übertriebenes aus dem Adel
Die Schimpftirade über den Adel ist eine von Bernhards literarischen Übertreibungen. Die Aussage entspricht nicht seiner persönlichen Überzeugung. Er verkehrte gern in den traditionsreichen Häusern im Salzkammergut. Familiäre Einladungen der Landadeligen nahm Thomas Bernhard häufig an, mit einigen Aristokraten war er sogar befreundet. Mara Gräfin Calm-Martinic erinnert sich: "Er war sehr beeindruckt von der Burg und dem großen Familienleben und hat beobachtet, dann sind wir alle auf den Balkon gesessen, der eigentlich sehr schmal ist. Man sitzt dort, es geht tief hinunter und einer von den Gästen hat gesagt: 'Ist dieser Balkon wirklich sicher?' Und dann sind alle Gäste aufgesprungen und zurückgelaufen in den Salon. Nur er, Bernhard, ist sitzengeblieben und hat vor sich hin geschaut. Er hat mir dann ein paar Tage später gesagt, dass ihm auf diesem Balkon die Geschichte eingefallen ist." - Es war die Schlusspointe für sein Stück "Elisabeth II.": Alle Besucher bei Herrenstein stürzen mit dem Balkon in die Tiefe.
enfim
be still my broken heart...
que o que não falta na net são panascas, todos sabíamos. aliás, o que, graças a deus, não falta em lado nenhum, nem sequer na amareleja, são paneleiros, todos nós sabíamos. agora que todos sejam escritores, foda-se!
pergunta: qual a ratio escrita/paneleiragem?
fica a questão.
que o que não falta na net são panascas, todos sabíamos. aliás, o que, graças a deus, não falta em lado nenhum, nem sequer na amareleja, são paneleiros, todos nós sabíamos. agora que todos sejam escritores, foda-se!
pergunta: qual a ratio escrita/paneleiragem?
fica a questão.
Uma carta de Bernhard acerca de Wittgenstein.
GRAND HOTEL IMPERIAL
DUBROVNIK
2.3.1971
Liebe, verehrte Doktor Spiel,
ich habe Ihnen einen Beitrag für Ihr Ver Sacrum versprochen - Sie schreiben, 'etwas über Ludwig Wittgenstein', und ich habe diesen Gedanken seit zwei Wochen, also dem Tag meiner Rückkehr aus Bruxelles im Kopf -, jetzt bin ich wieder auf Reisen, Ragusa, Beograd, Roma etc., und die Schwierigkeit, über Wittgensteins Philosophie und vor allem Poesie, denn meiner Ansicht nach handelt es sich bei Wittgenstein um ein durch und durch poetisches Gehirn (HIRN), um ein philosophisches HIRN also, nicht um einen Philosophen, zu schreiben, ist die größte. Es ist, als würde ich über mich selbst etwas (Sätze!) schreiben müssen, und das geht nicht. Es ist ein Zustand von Kultur und Gehirn-Geschichte, der sich nicht beschreiben läßt. Die Frage ist nicht: schreibe ich über Wittgenstein. Die Frage ist: b i n ich Wittgenstein e i n e n Augenblick ohne ihn (W.) oder mich (B.) zu zerstören. Diese Frage
kann ich nicht beantworten und also kann ich nicht über Wittgenstein
schreiben. - In Österreich sind Philosophie und Poesie (mathematisch-musikalische) ein absolutes Mausoleum, schauen w i r vertikal die Geschichte an. Es ist erschreckend einerseits, fortschrittlich andererseits, mit einem Wort: Philosophie und Kunst existieren zum Unterschied von anderen Völkern in Österreich nicht im Bewußtsein seines Volkes, sondern nur im Bewußtsein seiner Philosophie und Poesie (-Kultur) etc., was für den Philosophen und für den Dichter ein Vorteil ist, ist ihm dieser Vorteil bewußt.
Was Wittgenstein betrifft: er ist die Reinheit Stifters, Klarheit Kants in einem und seit (und mit ihm) Stifter der Größte. Was wir durch NOVALIS, den deutschen, nicht gehabt haben, ist uns jetzt Wittgenstein - und ein Satz noch: W. ist eine Frage, die nicht beantwortet werden kann - dadurch ist er eins mit jener Stufe, die Antworten (und Antwort) ausschließt.
Unsere heutige Kultur ist in allen ihren unerträglichen Erscheinungen eine solche, die leicht beantwortet wäre, ließe man sich darauf ein - allein mit Wittgenstein ist es anders.
Und die Welt ist immer die zu dumme, die nicht begreift, darum ist s i e immer absolut ohne Begriffe - die Begriffe stehen für sich selbst als Begriffe. Das ist tödlich für die MASSE der Köpfe, aber auf die Masse der Köpfe ist keine Rücksicht zu nehmen. So scheibe ich nicht über Wittgenstein, w e i l i c h n i c h t k a n n, sondern weil ich i h n n i c h t b e a n t w o r t e n k a n n, woraus sich alles von selbst erklärt.
Mit besten Grüßen, allen Wünschen
Ihr Thomas Bernhard
DUBROVNIK
2.3.1971
Liebe, verehrte Doktor Spiel,
ich habe Ihnen einen Beitrag für Ihr Ver Sacrum versprochen - Sie schreiben, 'etwas über Ludwig Wittgenstein', und ich habe diesen Gedanken seit zwei Wochen, also dem Tag meiner Rückkehr aus Bruxelles im Kopf -, jetzt bin ich wieder auf Reisen, Ragusa, Beograd, Roma etc., und die Schwierigkeit, über Wittgensteins Philosophie und vor allem Poesie, denn meiner Ansicht nach handelt es sich bei Wittgenstein um ein durch und durch poetisches Gehirn (HIRN), um ein philosophisches HIRN also, nicht um einen Philosophen, zu schreiben, ist die größte. Es ist, als würde ich über mich selbst etwas (Sätze!) schreiben müssen, und das geht nicht. Es ist ein Zustand von Kultur und Gehirn-Geschichte, der sich nicht beschreiben läßt. Die Frage ist nicht: schreibe ich über Wittgenstein. Die Frage ist: b i n ich Wittgenstein e i n e n Augenblick ohne ihn (W.) oder mich (B.) zu zerstören. Diese Frage
kann ich nicht beantworten und also kann ich nicht über Wittgenstein
schreiben. - In Österreich sind Philosophie und Poesie (mathematisch-musikalische) ein absolutes Mausoleum, schauen w i r vertikal die Geschichte an. Es ist erschreckend einerseits, fortschrittlich andererseits, mit einem Wort: Philosophie und Kunst existieren zum Unterschied von anderen Völkern in Österreich nicht im Bewußtsein seines Volkes, sondern nur im Bewußtsein seiner Philosophie und Poesie (-Kultur) etc., was für den Philosophen und für den Dichter ein Vorteil ist, ist ihm dieser Vorteil bewußt.
Was Wittgenstein betrifft: er ist die Reinheit Stifters, Klarheit Kants in einem und seit (und mit ihm) Stifter der Größte. Was wir durch NOVALIS, den deutschen, nicht gehabt haben, ist uns jetzt Wittgenstein - und ein Satz noch: W. ist eine Frage, die nicht beantwortet werden kann - dadurch ist er eins mit jener Stufe, die Antworten (und Antwort) ausschließt.
Unsere heutige Kultur ist in allen ihren unerträglichen Erscheinungen eine solche, die leicht beantwortet wäre, ließe man sich darauf ein - allein mit Wittgenstein ist es anders.
Und die Welt ist immer die zu dumme, die nicht begreift, darum ist s i e immer absolut ohne Begriffe - die Begriffe stehen für sich selbst als Begriffe. Das ist tödlich für die MASSE der Köpfe, aber auf die Masse der Köpfe ist keine Rücksicht zu nehmen. So scheibe ich nicht über Wittgenstein, w e i l i c h n i c h t k a n n, sondern weil ich i h n n i c h t b e a n t w o r t e n k a n n, woraus sich alles von selbst erklärt.
Mit besten Grüßen, allen Wünschen
Ihr Thomas Bernhard
putas e vinho verde, um clássico.
tudo isto é tão sério que me deixa sem palavras, diz o gajo.
provavelmente, vou cortar os pulsos, para sair em paz.
uma cobardia, para alguns, para outros um acto de desprendimento.
seja como for não é por ti.
não sejas aldrabona. por ti.
boa sorte.
* dp comento.
provavelmente, vou cortar os pulsos, para sair em paz.
uma cobardia, para alguns, para outros um acto de desprendimento.
seja como for não é por ti.
não sejas aldrabona. por ti.
boa sorte.
* dp comento.
sábado, 6 de março de 2004
ah, já me ia esquecendo, .......
agora é a sério.
O grupo de anarquistas, mas tudo bem, solidários (e contra-solidários, tb, graças a Baco e outras putas!) contra o flagelo que é representado (e bem) pelo Ex.mo Sr PRD e respectivo Dn-jovem, informa que, nesse generoso intento, será colocada em circulação uma petimenta contra esta espécie de escribo-gentalha.
Aviso: Não se aceitam assinaturas de malta das Aldeias começadas por P.
Obrigado! Santinho! Achtung!
O grupo de anarquistas, mas tudo bem, solidários (e contra-solidários, tb, graças a Baco e outras putas!) contra o flagelo que é representado (e bem) pelo Ex.mo Sr PRD e respectivo Dn-jovem, informa que, nesse generoso intento, será colocada em circulação uma petimenta contra esta espécie de escribo-gentalha.
Aviso: Não se aceitam assinaturas de malta das Aldeias começadas por P.
Obrigado! Santinho! Achtung!
mais angústias do luís (I)
Presente-particípio
Vem a bruma, uma espécie de nuvem alta que envolve a cidade como se fosse um novelo sem fim. E o sol que ainda ontem despertava com a força de um seixo a arder aparece agora rendido ao vestígio de coral acocorado no ressequido tronco de uma das últimas palmeiras. Parece que estou a vê-la, quando Dahab - essa praia do Sinai que quer dizer Ouro em Árabe - de novo avança para mim na memória; é noite e do fundo do mar saem japoneses com barbatanas gigantes, num alarido que alastra subitamente como se todos partilhássemos o mesmo imprevisto aquário. De um momento para o outro, esse instante fantástico e inusitado esvai-se como todo o passado se esvai, involuntariamente, em choque com o presente. É por isso que, num texto, todos os tempos são presente. Um presente-particípio que tem a morfologia informe da bruma, após uma brevíssima esperança de sol. É assim que vão rezando os vaticínios nos primeiros dias de Março.
Afixado por Luis | 1:09 AM
Vem a bruma, uma espécie de nuvem alta que envolve a cidade como se fosse um novelo sem fim. E o sol que ainda ontem despertava com a força de um seixo a arder aparece agora rendido ao vestígio de coral acocorado no ressequido tronco de uma das últimas palmeiras. Parece que estou a vê-la, quando Dahab - essa praia do Sinai que quer dizer Ouro em Árabe - de novo avança para mim na memória; é noite e do fundo do mar saem japoneses com barbatanas gigantes, num alarido que alastra subitamente como se todos partilhássemos o mesmo imprevisto aquário. De um momento para o outro, esse instante fantástico e inusitado esvai-se como todo o passado se esvai, involuntariamente, em choque com o presente. É por isso que, num texto, todos os tempos são presente. Um presente-particípio que tem a morfologia informe da bruma, após uma brevíssima esperança de sol. É assim que vão rezando os vaticínios nos primeiros dias de Março.
Afixado por Luis | 1:09 AM
era mais uma espécie de diário
(passo a palavra ao Luís)
Pergunta para hoje
O que quer dizer perseguir um alvo? Que pode saber-se de um alvo antes de o atingir?
Já viram? Eu a imaginar a meta a que quereria chegar e, anos e anos depois, agora mesmo, a perguntar-me: seria isto? Era isto precisamente o que eu desejava?
Fica sempre aquela tendência de adiar. De protelar o balanço das expectativas. Ou seja, de dizer que, mais tarde, um dia, sabe-se lá quando, ainda hei-de encontrar a forma precisa e exacta do que perseguia, do que almejava, do que desejava. Mas esse dia idealizado virá alguma vez? Ou não será já hoje? E eu respondo: sim, esse dia é já o dia de hoje.
Afixado por Luis
Pergunta para hoje
O que quer dizer perseguir um alvo? Que pode saber-se de um alvo antes de o atingir?
Já viram? Eu a imaginar a meta a que quereria chegar e, anos e anos depois, agora mesmo, a perguntar-me: seria isto? Era isto precisamente o que eu desejava?
Fica sempre aquela tendência de adiar. De protelar o balanço das expectativas. Ou seja, de dizer que, mais tarde, um dia, sabe-se lá quando, ainda hei-de encontrar a forma precisa e exacta do que perseguia, do que almejava, do que desejava. Mas esse dia idealizado virá alguma vez? Ou não será já hoje? E eu respondo: sim, esse dia é já o dia de hoje.
Afixado por Luis
Nem isto
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Kcête nelas!
a pedido de várias e broncas raparigas leitoras, claro, e não me perguntem o que entendo por pedido, com jeitinho, então, respondo, qual consultor anímico da Arca, assim:
- assim, assim, assim...
ou, então, variante para wittgensteinianas ressabiadas:
- isso, isso, isso...
nada como uma foda razoável!
- assim, assim, assim...
ou, então, variante para wittgensteinianas ressabiadas:
- isso, isso, isso...
nada como uma foda razoável!
Um contra todos? Fica a questão.
Dúvidas, inquietações, perguntas, questões, sei-lá, os colhões:
- será que a culpa é do Richard Gere se ter convertido ao budismo do Dailai...?
- isto não era para ser um ganda' blogue de humor? então, foda-se!
- JPP o rei da efeméride e dos terrenos orbanizados? (apetecia, mas sou casado, escrever outra coisa...)
- esta é mesmo de rir (rsss, rsss, etc) se o Santana se converter à la Hubbard e, piorzinho, se tornar presidente da república dos macaquinhos abananados, para onde é que um gajo foge?
- ...
as outras inventem vcs, fds!
- será que a culpa é do Richard Gere se ter convertido ao budismo do Dailai...?
- isto não era para ser um ganda' blogue de humor? então, foda-se!
- JPP o rei da efeméride e dos terrenos orbanizados? (apetecia, mas sou casado, escrever outra coisa...)
- esta é mesmo de rir (rsss, rsss, etc) se o Santana se converter à la Hubbard e, piorzinho, se tornar presidente da república dos macaquinhos abananados, para onde é que um gajo foge?
- ...
as outras inventem vcs, fds!
sexta-feira, 5 de março de 2004
PA, uma ómenage com uma pequena nota, ou quase a perfeição, se não fossem estas merdas...
momento uma espécie de céu
(Pedro Abrunhosa / Pedro Abrunhosa)
Uma espécie de céu,
Um pedaço de mar,
Uma mão que doeu,*
Um dia devagar.
Um Domingo perfeito,
Uma toalha no chão,
Um caminho cansado,
Um traço de avião.
Uma sombra sozinha,
Uma luz inquieta,
Um desvio na rua,
Uma voz de poeta.
Uma garrafa vazia,
Um cinzeiro apagado,
Um Hotel numa esquina,
Um sono acordado.
Um secreto adeus,
Um café a fechar,
Um aviso na porta,
Um bilhete no ar.
Uma praça aberta,
Uma rua perdida,
Uma noite encantada
Para o resto da vida.
Pedes-me o momento,
Agarras as palavras,
Escondes-te no tempo
Porque o tempo tem asas.
Levas a cidade
Solta no cabelo,
Perdes-te comigo
Porque o mundo é um momento.
Uma estrada infinita,
Um anúncio discreto,
Uma curva fechada,
Um poema deserto.
Uma cidade distante,
Um vestido molhado,
Uma chuva divina,
Um desejo apertado.
Uma noite esquecida,
Uma praia qualquer,
Um suspiro escondido
Numa pele de mulher.
Um encontro em segredo,
Uma duna ancorada,
Dois corpos despidos,
Abraçados no nada.
Uma estrela cadente,
Um olhar que se afasta,
Um choro escondido
Quando um beijo não basta.
Um semáforo aberto,
Um adeus para sempre,
Uma ferida que dói,
Não por fora, por dentro.
Pedes-me o momento,
Agarras as palavras,
Escondes-te no tempo
Porque o tempo tem asas.
Levas a cidade
Solta no cabelo,
Perdes-te comigo
Porque o mundo é um momento.
* Embora pudesse dissecar o poema (a modos que não me dá jeito repetir análises fenomenológicas ao sol da tarde...), era só para comentar (tsc, tsc) : "uma mão", foda-se! haja respeito pelas figuras de estilo!
P. Scriptu: a música é fixe!
(Pedro Abrunhosa / Pedro Abrunhosa)
Uma espécie de céu,
Um pedaço de mar,
Uma mão que doeu,*
Um dia devagar.
Um Domingo perfeito,
Uma toalha no chão,
Um caminho cansado,
Um traço de avião.
Uma sombra sozinha,
Uma luz inquieta,
Um desvio na rua,
Uma voz de poeta.
Uma garrafa vazia,
Um cinzeiro apagado,
Um Hotel numa esquina,
Um sono acordado.
Um secreto adeus,
Um café a fechar,
Um aviso na porta,
Um bilhete no ar.
Uma praça aberta,
Uma rua perdida,
Uma noite encantada
Para o resto da vida.
Pedes-me o momento,
Agarras as palavras,
Escondes-te no tempo
Porque o tempo tem asas.
Levas a cidade
Solta no cabelo,
Perdes-te comigo
Porque o mundo é um momento.
Uma estrada infinita,
Um anúncio discreto,
Uma curva fechada,
Um poema deserto.
Uma cidade distante,
Um vestido molhado,
Uma chuva divina,
Um desejo apertado.
Uma noite esquecida,
Uma praia qualquer,
Um suspiro escondido
Numa pele de mulher.
Um encontro em segredo,
Uma duna ancorada,
Dois corpos despidos,
Abraçados no nada.
Uma estrela cadente,
Um olhar que se afasta,
Um choro escondido
Quando um beijo não basta.
Um semáforo aberto,
Um adeus para sempre,
Uma ferida que dói,
Não por fora, por dentro.
Pedes-me o momento,
Agarras as palavras,
Escondes-te no tempo
Porque o tempo tem asas.
Levas a cidade
Solta no cabelo,
Perdes-te comigo
Porque o mundo é um momento.
* Embora pudesse dissecar o poema (a modos que não me dá jeito repetir análises fenomenológicas ao sol da tarde...), era só para comentar (tsc, tsc) : "uma mão", foda-se! haja respeito pelas figuras de estilo!
P. Scriptu: a música é fixe!
Dentaduras PRECISAM-SE!
ofertas para aunidadeimpropria@hotmail.com
que era o que esta merda devia chamar-se, mas foda-se (again)
...
ou
foda-se!
para não variar, a unidade é o que está a dar!
que era o que esta merda devia chamar-se, mas foda-se (again)
...
ou
foda-se!
para não variar, a unidade é o que está a dar!
Cops and queers... (ontologia)
... detive-me, quis o destino, numa pequeníssima igreja de uma minúscula freguesia paroquial, depois de ter ajudado a mesma puta da velhinha de sempre a soltar a dentadura a golpes de caralhada.
- O menino é que me podia ajudar (como se não me conhecesse, a puta)...
Enfim.
Rua atravessada, lá acabei por ajoelhar e acabei também por começar a rezar baixinho para meu sossego, mas cheio de imenso fervor. Bem, foda-se! Sabem melhor que eu quanto os merdosos dos padres gostam de conversar? O que interessa é que o céu estava mesmo de um cinzento corníforme e um gajo já não consegue orar em paz. A tanga da beata de serviço enganou-nos, creio agora, a mim e ao beato tagarela. Se estivesse agora na Costa da Caparica, ou até na Fonte da Telha, pensei enquanto me peidava nas ventas da santinha e pensava nas merdas que um gajo tem de fazer para ouvir The Unforgiven. Comer um padre ainda vá, mas ter de levar com a primogénita, foda-se. Agora é caso para dizer refoda-se! Que dia de Inverno de merda de dia, de vida merdosa de tempo cagalhoto. Dope show...
- O menino é que me podia ajudar (como se não me conhecesse, a puta)...
Enfim.
Rua atravessada, lá acabei por ajoelhar e acabei também por começar a rezar baixinho para meu sossego, mas cheio de imenso fervor. Bem, foda-se! Sabem melhor que eu quanto os merdosos dos padres gostam de conversar? O que interessa é que o céu estava mesmo de um cinzento corníforme e um gajo já não consegue orar em paz. A tanga da beata de serviço enganou-nos, creio agora, a mim e ao beato tagarela. Se estivesse agora na Costa da Caparica, ou até na Fonte da Telha, pensei enquanto me peidava nas ventas da santinha e pensava nas merdas que um gajo tem de fazer para ouvir The Unforgiven. Comer um padre ainda vá, mas ter de levar com a primogénita, foda-se. Agora é caso para dizer refoda-se! Que dia de Inverno de merda de dia, de vida merdosa de tempo cagalhoto. Dope show...
quinta-feira, 4 de março de 2004
Uma homenagem fora de horas...
1989
Sein Tod wird erst nach dem Begräbnis bekanntgegeben.
Das Testament verfügt ein Verbot der Neuinszenierung von Bühnenstücken sowie die Publikation bisher unveröffentlichter Texte in Österreich.
Sein Tod wird erst nach dem Begräbnis bekanntgegeben.
Das Testament verfügt ein Verbot der Neuinszenierung von Bühnenstücken sowie die Publikation bisher unveröffentlichter Texte in Österreich.
Como explicar o vinho ao homem sóbrio? Li Bai, ou Como Beber Sem Mácula?
Un soir, l'âme du vin chantait dans les bouteilles:
«Homme, vers toi je pousse, ô cher déshérité,
Sous ma prison de verre et mes cires vermeilles,
Un chant plein de lumière et de fraternité!
Je sais combien il faut, sur la colline en flamme,
De peine, de sueur et de soleil cuisant
Pour engendrer ma vie et pour me donner l'âme;
Mais je ne serai point ingrat ni malfaisant,
Car j'éprouve une joie immense quand je tombe
Dans le gosier d'un homme usé par ses travaux,
Et sa chaude poitrine est une douce tombe
Où je me plais bien mieux que dans mes froids caveaux.
Entends-tu retentir les refrains des dimanches
Et l'espoir qui gazouille en mon sein palpitant?
Les coudes sur la table et retroussant tes manches,
Tu me glorifieras et tu seras content;
J'allumerai les yeux de ta femme ravie;
A ton fils je rendrai sa force et ses couleurs
Et serai pour le frêle athlète de la vie
L'huile qui raffermit les muscles des lutteurs.
En toi je tomberai, végétale ambroisie,
Grain précieux jeté par l'éternel Semeur,
Pour que de notre amour naisse la poésie
Qui jaillira vers Dieu comme une rare fleur!»
... não sei de quem, mas não é meu.
«Homme, vers toi je pousse, ô cher déshérité,
Sous ma prison de verre et mes cires vermeilles,
Un chant plein de lumière et de fraternité!
Je sais combien il faut, sur la colline en flamme,
De peine, de sueur et de soleil cuisant
Pour engendrer ma vie et pour me donner l'âme;
Mais je ne serai point ingrat ni malfaisant,
Car j'éprouve une joie immense quand je tombe
Dans le gosier d'un homme usé par ses travaux,
Et sa chaude poitrine est une douce tombe
Où je me plais bien mieux que dans mes froids caveaux.
Entends-tu retentir les refrains des dimanches
Et l'espoir qui gazouille en mon sein palpitant?
Les coudes sur la table et retroussant tes manches,
Tu me glorifieras et tu seras content;
J'allumerai les yeux de ta femme ravie;
A ton fils je rendrai sa force et ses couleurs
Et serai pour le frêle athlète de la vie
L'huile qui raffermit les muscles des lutteurs.
En toi je tomberai, végétale ambroisie,
Grain précieux jeté par l'éternel Semeur,
Pour que de notre amour naisse la poésie
Qui jaillira vers Dieu comme une rare fleur!»
... não sei de quem, mas não é meu.
curiosamente
estes ziguezagues da tailândia (Chonburi-City, topas?) deixam-se representar no Porto, na rua Antero de Quental...
a futilidade de qualquer escrita, qualquer filosofia
um pouco como a dos preservativos "zigzag" (válidos até 2007) que não servem para foder nas curvas, nem sequer para caber em caralhos razoáveis. Merda de mundo. Merda de vontade e de representação. Merda de vida.
sábado, 28 de fevereiro de 2004
A puta que nos há-de parar!
"Admitamos que a literatura começa no momento em que a literatura se transforma numa questão. Esta questão não se confunde com as dúvidas ou escrúpulos do escritor. "...
Blanchot, Maurice, para quem não lê; não tarda nada e dizem que queremos escrever, those bastards!
Blanchot, Maurice, para quem não lê; não tarda nada e dizem que queremos escrever, those bastards!
um/a mocinha solteira
nada melhor
achou-me, sem querer, e mesmo assim chamou-me uma espécie de anticristico - não percebeu nada. Mas pelo menos casou e já não escreve só no DN Jovem... Não falemos dos montes de genialidade. Absolutamente. Ressentimentos, só e no fim da jogata...
Sossegue, minha amiga. Ou, como diria Agostinho "O mau-gosto não é exclusivo das zebras...", (Confissões, V, 69a)
achou-me, sem querer, e mesmo assim chamou-me uma espécie de anticristico - não percebeu nada. Mas pelo menos casou e já não escreve só no DN Jovem... Não falemos dos montes de genialidade. Absolutamente. Ressentimentos, só e no fim da jogata...
Sossegue, minha amiga. Ou, como diria Agostinho "O mau-gosto não é exclusivo das zebras...", (Confissões, V, 69a)
um pouco de política?
nem por isso.
ouve-se marla glenn como quem cospe na calçada portuguesa por mim caguei, uma coisa interessante de se fazer, desde que com geito. amigos nossos criticam. foda-se, essa merda não se diz 'tás armado em defunto Pipis "just believe you can't forget us...", um gajo responde que quer que o senhorito se foda, mas ninguém ouve, nem houve, orelhas môcas. que se foda
...
etc
...
a burguesia é sempre a mesma trampa.
Deus proteja a burguesia!!!
...
o resto é luta de klasses
só tangas.
ouve-se marla glenn como quem cospe na calçada portuguesa por mim caguei, uma coisa interessante de se fazer, desde que com geito. amigos nossos criticam. foda-se, essa merda não se diz 'tás armado em defunto Pipis "just believe you can't forget us...", um gajo responde que quer que o senhorito se foda, mas ninguém ouve, nem houve, orelhas môcas. que se foda
...
etc
...
a burguesia é sempre a mesma trampa.
Deus proteja a burguesia!!!
...
o resto é luta de klasses
só tangas.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2004
e a tradução ressurgiu, Bernhard no seu melhor...
"A única coisa que nos salva é que não temos de morrer de fome."
As boas novas reduzirão mesmo a inveja?
Mesmo da miséria?
Dá-me ideia que sim.
...
e a panóplia fenomenológica e afim...
"...que leva de cada vez a cabo uma inquirição de identidade, desde sempre grande motivo de escárnio e de escândalo. Com efeito, só se pode amar aquilo que não se possui. A imoderação própria da actividade filosófica tem a ver com a natureza do amor." (MFM, depois conto, lol)
Dá-me ideia que sim.
...
e a panóplia fenomenológica e afim...
"...que leva de cada vez a cabo uma inquirição de identidade, desde sempre grande motivo de escárnio e de escândalo. Com efeito, só se pode amar aquilo que não se possui. A imoderação própria da actividade filosófica tem a ver com a natureza do amor." (MFM, depois conto, lol)
Boas novas, evangelhos, no fundo
Fumar prejudica gravemente a sua saúde e a dos que o rodeiam, mas afasta definitivamente alguns daqueles que odeia mesmo sem dar por isso. Depois aprofundo.
3 anos - agora foi-se?
"Quando um gajo começa a não ver nada, o que é que vê? Não vê um boi, um cascalho de um labirinto? Que sorte do cagalhão!... Talvez um burro ibérico, um toureado manso e sem bigode, só com as orelhas bravas de carregar tantos outros, como se fossem ele nas suas costas. Um amansador de cavalos de raça, basicamente, um pregador!"
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2004
cantas bem, mas...
prefiro comer-te os ovos, pensou a raposa vermelha, banqueteando-se.
E ainda dizem que não há poetry in action...
E ainda dizem que não há poetry in action...
where the domestic dog come from?
ora aí está uma pergunta cínica, inteligente e para inteligentes.
not for commun dogs...
not for commun dogs...
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2004
sempre na direcção contrária
um agradecimento é o que é.
nem toda a gente pode ser panasca, um Gottes willen!
leiam
os rôto-blogues...
ou então finjam que são
a namorada
do
mete dó
...
nem toda a gente pode ser panasca, um Gottes willen!
leiam
os rôto-blogues...
ou então finjam que são
a namorada
do
mete dó
...
terça-feira, 24 de fevereiro de 2004
a contabilidade ontológica de uns dias
o tempo
pensava outra vez entre duas cagadas pela manhã
a vida, a duração
e não se perdoe o prosaísmo
tudo isto (que é o mesmo) é emprestado.
quem determinará a usura?
pensava outra vez entre duas cagadas pela manhã
a vida, a duração
e não se perdoe o prosaísmo
tudo isto (que é o mesmo) é emprestado.
quem determinará a usura?
big fish
poderá a realidade ser mais autêntica?
e se puder, o que é que isso nos interessa, qual é o ganho de sentido para o desvario?
pensava hoje de manhã em certas impossibilidades de exactidão.
uma delas rezava: é possível fazer melhor? depende.
se a questão for: 2 + 2 quantos são e se se responder 4, é possível fazer melhor?
e se puder, o que é que isso nos interessa, qual é o ganho de sentido para o desvario?
pensava hoje de manhã em certas impossibilidades de exactidão.
uma delas rezava: é possível fazer melhor? depende.
se a questão for: 2 + 2 quantos são e se se responder 4, é possível fazer melhor?
domingo, 22 de fevereiro de 2004
sábado, 21 de fevereiro de 2004
um exemplo, de Pound...
não tenho um século e pico de tradição quaker na minha família para não me preocupar com qualquer coisa que pareça contrária à paz.
se a isso juntássemos (nesta bela noite)
a péssima edição de ESTA É A VOZ DA EUROPA, ficávamos com o quê? uma rua com cara de cu a falar sozinha? keine Ahnung!
a tradução foi com as pérolas
e os porcos não gostaram.
um modo de dizer que finalmente visionei NAKED LUNCH.
FODA-SE!
um modo de dizer que finalmente visionei NAKED LUNCH.
FODA-SE!
terça-feira, 17 de fevereiro de 2004
Só um cheirinho. Para entrada...
Nunca sabemos quem somos. São os outros que nos dizem quem somos e o que somos, não? E como ouvimos isto milhões de vezes na nossa vida, por pouco que esta seja longa, acabamos por não saber em absoluto quem somos. Todos dizem algo diferente. Até nós mesmos estamos sempre a mudar de opinião.
depois haverá mais. do mesmo.

Thomas Bernhard
depois haverá mais. do mesmo.

Thomas Bernhard
De uma catástrofe para outra
fica prometida a tradução da entrevista exclusiva de Bernhard à bórliu...
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2004
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2004
Ohne Warum, pois claro. & fica prometida a tradução por cumprir e a mentira de um abraço... a manhã.
Ohne warum
Die Ros'ist ohn' Warum, sie blühet weil sie blühet,
Sie acht't nicht ihrer selbst, fragt nicht, ob man sie siehet.
Die Ros'ist ohn' Warum, sie blühet weil sie blühet,
Sie acht't nicht ihrer selbst, fragt nicht, ob man sie siehet.
Angelus
Das Wort wird noch geboren
Führwahr, das ew'ge Wort wird heute noch geboren;
Wo da? Da, wo du dich in dir hast selbst verloren.
Führwahr, das ew'ge Wort wird heute noch geboren;
Wo da? Da, wo du dich in dir hast selbst verloren.
Silesius
Hinein kehr deine Strahlen
Ach, kehrt nur meine Seel' ihr Flammen um und ein,
So wird sie mit dem Blitz bald Blitz und eines sein.
Ach, kehrt nur meine Seel' ihr Flammen um und ein,
So wird sie mit dem Blitz bald Blitz und eines sein.
sentimentalismos...
Eu quem sou?
Quando ponho de parte os meus artifícios e arrumo a um canto, com cuidado cheio de carinho - com vontade de lhes dar beijos - os meus brinquedos, as palavras, as imagens, as frases - fico tão pequeno e inofensivo, tão só num quarto tão grande e tão triste, tão profundamente triste!...
Afinal eu quem sou, quando não brinco? Um pobre orfão abandonado nas ruas das sensações, tiritando de frio às esquinas da Realidade, tendo que dormir nos degraus da Tristeza e comer o pão dado da Fantasia.
Bernardo Soares, in Livro do Desassossego
Quando ponho de parte os meus artifícios e arrumo a um canto, com cuidado cheio de carinho - com vontade de lhes dar beijos - os meus brinquedos, as palavras, as imagens, as frases - fico tão pequeno e inofensivo, tão só num quarto tão grande e tão triste, tão profundamente triste!...
Afinal eu quem sou, quando não brinco? Um pobre orfão abandonado nas ruas das sensações, tiritando de frio às esquinas da Realidade, tendo que dormir nos degraus da Tristeza e comer o pão dado da Fantasia.
Bernardo Soares, in Livro do Desassossego
terça-feira, 10 de fevereiro de 2004
aproveito para cOmprimentar todo o painel... e temos Que respeitar todos os ali(en)ados...
e debrucei-me sobre esta matéria...
Terça-feira, Fevereiro 10, 2004
Pois é amigos demorou mas é hoje o grande dia. O dia de uma nova era. A era de uma nova maneira de estar e pensar. Escrito as 4 mãos no meu caso a 8 dedos este blog pretende ser uma coisa nova. Dificil ??? Sim deveras. Por norma não leio os blogs de outros personagens nem quero ler. Não queremos fama e glória porque já habitamos um mundo cheio de merda aristocrática agarrada a pergaminhos de carácter relegioso e a padrões socialmente aceites por energúmenos que nos regem. Para todos o meu bem-haja e que se fodam todos. Desculpem o meu desagrado mas esta nota de apresentação serve para vos avisar que bolinha no canto superior direito não existe. Mas existem outras coisam... estejam atentos.. agora é a doer.Quem tiver tomates que se aguente quem não os tiver que os compre...a Arcadobué é para quem tiver pedigripé...
// posted by A @ 10:35 PM
Post scriptum - caguei por tão pouco. Um Grande bem-fodam-se!!!
Terça-feira, Fevereiro 10, 2004
Pois é amigos demorou mas é hoje o grande dia. O dia de uma nova era. A era de uma nova maneira de estar e pensar. Escrito as 4 mãos no meu caso a 8 dedos este blog pretende ser uma coisa nova. Dificil ??? Sim deveras. Por norma não leio os blogs de outros personagens nem quero ler. Não queremos fama e glória porque já habitamos um mundo cheio de merda aristocrática agarrada a pergaminhos de carácter relegioso e a padrões socialmente aceites por energúmenos que nos regem. Para todos o meu bem-haja e que se fodam todos. Desculpem o meu desagrado mas esta nota de apresentação serve para vos avisar que bolinha no canto superior direito não existe. Mas existem outras coisam... estejam atentos.. agora é a doer.Quem tiver tomates que se aguente quem não os tiver que os compre...a Arcadobué é para quem tiver pedigripé...
// posted by A @ 10:35 PM
Post scriptum - caguei por tão pouco. Um Grande bem-fodam-se!!!
domingo, 8 de fevereiro de 2004
e um novo blog que se saúda!
é, de facto, bué... quanto a foder... quem está no convento...
http://www.arcadobue.blogspot.com/
http://www.arcadobue.blogspot.com/
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2004
querias roubar uma coisa mas não consegues?
Segunda-feira, Dezembro 15, 2003
CADA CONA É COMO É
Ontem, caí no erro de esbodegar tranca saloia virado para um espelho. Erro porque, a berlaitadas tantas, em vez de olhar para as minhas caretas, vislumbrei a minha parceira. Assustei-me e pensei: “Ó Pipi, o que é isto, pá? Então tu estás a partir esta sopeira à canzana ou ela está-te a fazer um broche?” Não, era mesmo uma canzana. Ela tinha era cara de cu.
Este facto fez-me levantar uma questão – e, por momentos, baixar a pichota.
Porque é que eu, Pipi, teimo em tentar sacar gajas feias, gajas gordas, Odete Santos, gajas com problemas de pele, gajas com queda de cabelo?
Reflecti sobre isto e cheguei à conclusão que é o resultado imediato de ser um curioso da foda. Para mim, cada cona tem o seu encanto. Um encanto único, especial. E eu quero conhecê-lo a todas.
Normalmente, aferimos, à primeira vista qual a principal qualidade fodenga da gaja: se é gira, se tem boas tetas, rabo rijo, pernas elásticas para pôr atrás das orelhas, odor agradável. Ou seja, o aspecto físico da gaja é o seu encanto. Nessas não há mistério
Mas, como disse, cada cona tem o seu encanto próprio. Por isso, uma gaja feia e gorda intriga-me. Partindo do princípio pipiano de que cada gaja tem em si o potencial para ser um dínamo de tesão, onde é que o Criador terá colocado o encanto desta puta? O que é que o Gajo terá escondido no meio desta chincha toda? E, de repente, vejo-me a jogar ao “quente e frio” com Deus. Estou a dar por trás à feia e parece que O ouço dizer “morno, Pipi, morno”. Mudo a piça de buraco e já Ele me incentiva: “a aquecer, Pipi!”.
Pode ser um movimento original, uma pachacha musculada, uma capacidade de sucção alienígena. Pode ser uma amplitude inaudita, uma noção de ritmo africana, uma luxação auto-infligida que cria um novo buraco para enfiar o nabo. Qualquer coisa de único.
Claro que, normalmente, não é nada disto, e a verruga no nariz é mesmo o traço mais característico da crica em questão.
Mas vocês conhecem-me e sabem que eu sou um romântico do pinanço. Um romântico do pinanço que acha que em cada pito por conhecer há uma promessa de perfeição única e misteriosa a realizar. E uma racha apertada para foder, claro.
---
p.s. - salvo seja, já meti recurso!
CADA CONA É COMO É
Ontem, caí no erro de esbodegar tranca saloia virado para um espelho. Erro porque, a berlaitadas tantas, em vez de olhar para as minhas caretas, vislumbrei a minha parceira. Assustei-me e pensei: “Ó Pipi, o que é isto, pá? Então tu estás a partir esta sopeira à canzana ou ela está-te a fazer um broche?” Não, era mesmo uma canzana. Ela tinha era cara de cu.
Este facto fez-me levantar uma questão – e, por momentos, baixar a pichota.
Porque é que eu, Pipi, teimo em tentar sacar gajas feias, gajas gordas, Odete Santos, gajas com problemas de pele, gajas com queda de cabelo?
Reflecti sobre isto e cheguei à conclusão que é o resultado imediato de ser um curioso da foda. Para mim, cada cona tem o seu encanto. Um encanto único, especial. E eu quero conhecê-lo a todas.
Normalmente, aferimos, à primeira vista qual a principal qualidade fodenga da gaja: se é gira, se tem boas tetas, rabo rijo, pernas elásticas para pôr atrás das orelhas, odor agradável. Ou seja, o aspecto físico da gaja é o seu encanto. Nessas não há mistério
Mas, como disse, cada cona tem o seu encanto próprio. Por isso, uma gaja feia e gorda intriga-me. Partindo do princípio pipiano de que cada gaja tem em si o potencial para ser um dínamo de tesão, onde é que o Criador terá colocado o encanto desta puta? O que é que o Gajo terá escondido no meio desta chincha toda? E, de repente, vejo-me a jogar ao “quente e frio” com Deus. Estou a dar por trás à feia e parece que O ouço dizer “morno, Pipi, morno”. Mudo a piça de buraco e já Ele me incentiva: “a aquecer, Pipi!”.
Pode ser um movimento original, uma pachacha musculada, uma capacidade de sucção alienígena. Pode ser uma amplitude inaudita, uma noção de ritmo africana, uma luxação auto-infligida que cria um novo buraco para enfiar o nabo. Qualquer coisa de único.
Claro que, normalmente, não é nada disto, e a verruga no nariz é mesmo o traço mais característico da crica em questão.
Mas vocês conhecem-me e sabem que eu sou um romântico do pinanço. Um romântico do pinanço que acha que em cada pito por conhecer há uma promessa de perfeição única e misteriosa a realizar. E uma racha apertada para foder, claro.
---
p.s. - salvo seja, já meti recurso!
terça-feira, 27 de janeiro de 2004
a indignação chegou à chamada blogosfera
esse não-local onde supostamente ou nem por isso nunca deveria ter chegado, muito menos através da exploração da mais barata das situações, o futebol, a morte e os seus trabalhos...
domingo, 25 de janeiro de 2004
cinzas...
cinzas e palavras alheias que fazemos nossas, pouca coisa para quem tem de regressar ao puro explendor de coisa nenhuma. cinzas...
um domingo com cristo e strindberg
"O inferno? Fui educado no mais profundo desprezo pelo inferno. Ensinaram-me que não passava de fantasia a rejeitar para a lista dos preconceitos. A verdade, porém, é que não posso negar a novidade que agora encontro na interpretação das penas ditas eternas. Já nos encontramos no inferno. A terra é o inferno, prisão construída por uma inteligência superior, de forma tal que não podemos dar um passo sem ferir a felicidade alheia e os outros não podem ser felizes sem nos fazer sofrer..." August Strindberg
sexta-feira, 23 de janeiro de 2004
only the best, ou o Antes de Cristo feito pelos seus ouvintes. Atentai! (first version, again)
(um extractum)
...
Os cigarros, sempre a merda dos cigarros. Se um gajo tem tabaco e não dá, é logo paneleiro; se um gajo já só tem poucos e não lhe pedem com bons modos (e, ainda por cima, não forem as gajas a pedir), e der, ou espetar mesmo, um prego ao primeiro bacano que o interpele, salvo seja, transforma-se imediatamente em quê? Languaje difficults... (atribuído ao Herr von Wittgenstein.)
...
...
Os cigarros, sempre a merda dos cigarros. Se um gajo tem tabaco e não dá, é logo paneleiro; se um gajo já só tem poucos e não lhe pedem com bons modos (e, ainda por cima, não forem as gajas a pedir), e der, ou espetar mesmo, um prego ao primeiro bacano que o interpele, salvo seja, transforma-se imediatamente em quê? Languaje difficults... (atribuído ao Herr von Wittgenstein.)
...