terça-feira, 27 de abril de 2004
Pentecostes para trás das costas, a contribuição impura.
ainda antes de levar o cão a contribuir generosamente, como lhe compete, de resto, para a imundície da chamada calçada portuguesa e saloia do bairro onde tenho, claro, o maior dos desprazeres deste mundo em habitar, com nunca menos de duas ou três mijadelas de lei e, pelo menos, uma robusta bosta canídea não menos prezável, o tempo de dois, por vezes durante mesmo três cigarros em beatífica passada pós-jantaral, resolvi passar por engraçadinho e sugerir, da razia desta minha por vezes demasiado modesta cátedra, aos rapazes da Arca do Monhé um pouco mais de audácia, deste ensejo no tocante à elucidação linguística do fashion-étimo "retoma", abordado pelos meus caros amigos e ilustres, atrever-me-ia, em conformidade, a revolver-lhe antes as popularuchas entranhas partindo de uma dissertação onto-musicológica do não menos mítico Emanuel "(qualquer coisa, não me lembro a sério...) Toma, toma!" Pensem nisso.
Na ausência auto-imposta do vinho,
urge o sangue e não basta o trocadilho fácil de "o número dois de Valentim Loureiro na cama...", por exemplo. A zona norte de Faluja (por que não?) está a ser duramente fustigada, it's more like it, logo avacalhado pelo comentário untuoso de ângelo correia. Este caralho, pardon my french, não era um bandalho de um ilustre constitucionalista?
Kill Bill
À espera dos quinhentos (500?) litros de sangue falso da última cepa tarantínica, dou por mim a passar os olhos por mais uma daquelas entrevistas-estopada que nunca deviam ter sido concedidas ao eterno rapaz das entrevistas em exclusivo sempre como se fosse my friend Tom Cruise, how do you feel about your part in this picture?, e depois os gajos riem que nem doidos (Who the fuck is this jurk?), Gracías, I love your country very nice people and young sluts, lovely tortillas, yeah, etc., surpreende-me. Há quanto tempo não me "limito" a ouvir música, a arriscar mesmo uma conversa que acompanhe os bifes sem desvirtuar a carne?
domingo, 25 de abril de 2004
A tradução continua.
"O melhor consolo no infortúnio ou aflição de qualquer género será pensar noutras pessoas que estão numa ainda pior aflição do que nós; e isto é uma forma de consolo aberta a cada um. Mas que espantoso destino isto significa para a humanidade como um todo!"
in Os Sofrimentos do Mundo, Arthur Schopenhauer
in Os Sofrimentos do Mundo, Arthur Schopenhauer
A circunstância
Trinta anos, teoricamente meia vida, nos dias que correm. A geração intermédia, órfãos de porra-nenhuma. Testemunhas impassíveis de uma farsa como outra qualquer, a que nos coube em sorte. Se não fossim, seria como? Merda de pergunta, merda de dúvida inútil como a sua certeza de outra coisa.
Fui sempre péssimo a geografia.
Às vezes, em noites muito especiais, dá-me para passar horas de lupa a percorrer Atlas, imaginando-me lá. Geografias do fumo, claro.
Inevitável
Tentar lembrar-me do meu exame de geografia, lembro-me de qualquer pergunta sobre apeadeiros, o mapa com os caminhos de ferro nacionais e ultramarinos, a professora gorda que carinhosamente me passava a mão pelos cabelos de risco ao lado e me chamava de 'quinhonitos', altura em que invariavelmente me encolhia na esperança de ter escapado a mais um terno carolo generosamente aviado ou um toque de cana de bambú, expressões de uma intimidade que eu evitava a todo o custo mantendo-me quase permanentemente nas núvens. O meu vinte cinco de Abril teria consequências bem mais nefastas, mas desse dia recordo claramente o medo do director ausente imediato em parte incerta, o "cuidado" com que os professores nos iam informando daquilo que estava a acontecer no país. De resto, pouco mais. Pelo menos hoje.
sábado, 24 de abril de 2004
Regresso à leitura
a Steiner e ao Stirner de O Único e a sua Propriedade. Quem disse que a perfeição não existe no divertimento?
Vinte e quatro
Começo pelo longínquo e, pelo menos para mim que sou quem, o que interessa, desconhecido Nepal, a tremenda quantidade de lugares de onde nos afirmam vir a amostra de deusa que nos ofereceram ontem à noite entre um sorriso e um café, um copo com água desgraçadamente em plástico branco, a contrastar com o castanho-canela do dispensável pauzinho de canela também ele sujeito aos ditames da pós-modernidade, não me apetece virgular quase nada, pensas, ou não te apetece quase nada virgular? Começo com um desconhecido Molly Malone, início de outra perda de tempo em dvd, puro divertimento consentido noutro sábado sem grande história, acompanhado de inevitáveis cigarros e água tónica fresca. Vinte e quatro. Fotografias e poias dementes, sobreviventes de uma evolução de Abril que ainda falam em anti-fascismo e ser de esquerda.
Vinte e quatro. Nothing compares 2 U. A necessidade de todos aqueles encontros furtivos, nada disso regressou neste momento, tudo perdido num passado de partilhas, conversas intermináveis antes do sossego do sexo e sono intranquilo. Acordar quase sempre com bilhetinhos bonitos, uma paisagem de mar que viria a sufocar-me poucos anos mais tarde. Uma flor, um beijo escrito e uma promessa de fogoso reencontro. Que desculpas inventavas nessa altura para as tuas ausências? Não fazes a mínima ideia, mas deviam ser certeiras no regresso a casa ou ao telefone, quase sempre quando ela se ausentava por algumas semanas. Cerveja e haxixe e leituras, deambulações e fodas memoráveis. Um intervalo diferente na indiferença sonâmbula dos dias. Mais um dos teus casos sérios de paixão e escrita entre estações ferroviárias, uma certa ideia de mobilidade que tantas vezes agora ainda recordas com saudade. Como é um facto nunca te teres encarado por muito tempo num lugar, dois anos, o tempo de assentar e depois partir. A necessidade permanente de movimento que só por breves meses conseguias mitigar.
Sábado. Nada. Vinte e quatro, contos.
Vinte e quatro. Nothing compares 2 U. A necessidade de todos aqueles encontros furtivos, nada disso regressou neste momento, tudo perdido num passado de partilhas, conversas intermináveis antes do sossego do sexo e sono intranquilo. Acordar quase sempre com bilhetinhos bonitos, uma paisagem de mar que viria a sufocar-me poucos anos mais tarde. Uma flor, um beijo escrito e uma promessa de fogoso reencontro. Que desculpas inventavas nessa altura para as tuas ausências? Não fazes a mínima ideia, mas deviam ser certeiras no regresso a casa ou ao telefone, quase sempre quando ela se ausentava por algumas semanas. Cerveja e haxixe e leituras, deambulações e fodas memoráveis. Um intervalo diferente na indiferença sonâmbula dos dias. Mais um dos teus casos sérios de paixão e escrita entre estações ferroviárias, uma certa ideia de mobilidade que tantas vezes agora ainda recordas com saudade. Como é um facto nunca te teres encarado por muito tempo num lugar, dois anos, o tempo de assentar e depois partir. A necessidade permanente de movimento que só por breves meses conseguias mitigar.
Sábado. Nada. Vinte e quatro, contos.
sábado, 17 de abril de 2004
...
"Por fim, como diz Rorty, a análise linguística poderá ter na sua tarefa de exorcismo um êxito tal que 'acabemos por ver a filosofia como uma doença cultural finalmente curada"'.
Depois de Babel, p. 243
Depois de Babel, p. 243
...
Quando leio Steiner, ao que parece na ordem do dia, penso na distância entre este tipo de apropriação que dele faço e a "suspeita" de genialidade que nutri por alguns dos meus professores. (cont.)
...
Depois de pelo menos cem mil candidatos a Nobel da literatura (um tacho do caraças para quem é mais dado às letras) terem comprado o Ensaio, haverá ainda quem se interrogue entre os muito mais numerosos génios sem semelhante pretensão sobre a utilidade da possível compra? A angústia do editor não era visível hoje na Fnac do Chiado. Mas que dizer do escrupuloso leitor? Mal não faz, só desta vez. Pode até ser que o homem escreva afinal. Mas apenas depois da aquisição do II Vol. da Auto-biografia do Senhor Prof. Cavaco Silva. O Equador, já tenho, claro. Está muito bem escrito.
...
Seguramente com muito que fazer, mas ainda mais certo de não ter vontade nenhuma, dou por mim a decidir "reparar" que a maioria dos bloques portugueses optam por títulos que oscilam entre 1) a graçola ao melhor estilo em vigor (um dia os monstrinhos do herman seriam inevitáveis) e 2) a muito pessoana (para existencialista, cf. Camus, "o juíz-penitente") contradição abjecta. Exemplos? Ou 1) A Minha Sogra é um Boi, etc; ou 2) O Senhor Subserviente.
...
A necessidade de fazer planos, arrumações, mais uma vez. O caos intemporal dos dias assim.
O peixe fresco promete uma leve distracção degustativa.
O peixe fresco promete uma leve distracção degustativa.
quinta-feira, 15 de abril de 2004
Ainda mais uma canção?
O que pedimos à vida, além de tudo o que desconhecemos, num dia novo, quase outro Verão antecipado, além de mais uma canção? Sede insatisfeita de um tempo aprazado.
- Parabéns a você...
- Obrigado.
- Parabéns a você...
- Obrigado.
Viva a República, pum!
Nove anos de Mariana? A única Princesa republicana que me foi dada conhecer. Parabéns aos pais (qual deles o mais) babados. Como o tempo passa nesta monarquia... Urra!!!
segunda-feira, 12 de abril de 2004
Escrita invisível.
Ao contrário do pó. Alguns livros que podiam ser muitos mais, marcar muito menos quem os leu e guardou para recordar.
Escrita de mais.
O problema da escrita é, entre muitos outros, como é óbvio, um problema insolúvel, como limpar o pó do chão. Soluciona-se limpando. Cortando e estropiando o mais possível todas as frases que nos ocorrem, sobretudo quando temos a pretensão de estar a fazer sentido a um outro espírito qualquer num dado momento, como quando, na realidade, nos fazemos passar por infinitamente mais estúpidos do que inevitavelmente somos, ao escrever. Como num divertimento pascaliano sempre a propósito. O tempo fui eu.
Como quase sempre, a despropósito de haver
necessidade premente de quem?, de quê?, resposta já pronta na da língua ponta, cumprir com uma tarefa doméstica semanal, às vezes nem tanto, nem sequer tento, o aspirador jazendo mais inspirado do que um Bocage à entrada de uma qualquer ressaca, sempre de saída, na direcção contrária, como se da natureza inerte daquele invólucro plástico vermelho, de maquinaria e fios variados que supostamente nos facilitaria a vida, uma necessidade urgentíssima de escrever, uma súbita sensação de que agora mesmo tarda o peso nos braços de tanto erguer copos, um silêncio de bradar aos céus na tarde calma de regressos a casa, ao bairro provinciano de uma cidade envelhecida e ao mesmo tempo completamente repleta de seres que nada têm de novo a não ser o facto de coexistirem connosco num espaço que não pertence a nenhum de nós. Acender as luzes, procurar o pó? O fumo e o regresso ainda lento da ternura, os meus dias. Quatro (4), dá que pensar em outras quadraturas, águas-tónicas sem contar com o odioso refrigerante do almoço. O pó.
domingo, 11 de abril de 2004
Porque é que a água tónica me faz recordar o inenarrável pEDRO mEXIA?
Só podia, só podia ser a depre de domingo à hora de jantar, ficar a saber que o benfica ganhou 2-1 ao paços de ferreira... A goleada do (meu) Sporting e o alegado caso de extra-conjugalidade de David Beckham cujo, garante a esposa, casamento "está para durar..." Poupo-me.
Um pequeno Roubo dedicado aos in-sociáveis companheiros, palhaços, amigos...
da Arca do Bué:
http://www.arcadobue.blogspot.com/
e do Finanças...
http://www.asfinancasdotempo.blogspot.com/
(Às lampiãs - não há coincidências... - Admnistrações respectivas: A publicidade de Março já se encontra em débito!!!...)
XXVI.
Cá lemos o suplemento «Mil Folhas», do jornal «Público», edição de 15 de Novembro de 2003. Entrevista com António Lobes Antunes, escritor nacional que ficou assim a uma unha do Nobel. Em todas as suas entrevistas, o nosso Lobito cultiva o ar enfastiado de quem já viu muito, já passou muito, sofrimentos vários, de guerras nas áfricas aos malucos do Bombarda.
O macacão, como é hábito nos que cultivam o estilo blasé «vocês desculpem, mas tenho um pepino enfiado no rabo», diz, a dado passo, que não lê as críticas, pois está muito «seguro» do seu trabalho. Vamos ao discurso directo:
«Ao princípio, fui tão atacado aqui... [o «aqui» deve ser Portugal, porque consta que na Suécia o rapaz até vende bem. Pudera, num país que tem seis meses ininterruptos de luz solar, o que é que um desgraçado há de fazer para passar o tempo, além de ver filmes porno em Super 8 e ler repetidamente, ao som dos Abba, os 432 romances do Sr. Antunes?]
... e curiosamente isso não me afectou. Estava tão seguro do que queria, tão seguro, tão seguro... e ainda estou»
Agora, um clássico:
«Daí eu não ler as críticas...» [na melhor linha de um conhecido professor algarvio, que não dava mais do que 15 min./dia de cavaco aos jornais]
Vai daí, interpela a jornalista, decerto trémula perante o grandioso Antunes:
«Tão seguro em relação a este livro?»
Modesto, replica o meliante:
«Em relação a todos os livros que escrevi. Estava sempre tão seguro. E levei porrada, houve jornais...»
Ajoelhada, prossegue a nossa entrevistadora:
«Em relação aos seus últimos romances...»
O Lobo não dá hipótese:
«Ui! Quer que lhe lembre?»
A moça ainda esboça, respeitosamente, um:
«... não me recordo de críticas negativas.»
Os olhos azuis aguados do nosso descontentamento continuam, castigadores:
«Em relação a todos eles, desde o princípio ao fim. E era-me completamente indiferente. Estava tão seguro, tão seguro...»
QUER-SE DIZER: se a moçoila que mandaram para esta missão difícil tivesse tido coragem e discernimento, deveria ter feito a perguntita fatal:
«Ó Antunes, então tu ainda há dois segundos dizias que não lias as críticas e agora queres-me lembrar as críticas negativas que te fizeram, a «porrada» que levaste? Em que ficamos: lês ou não lês a porra das críticas?»
A questão, claro, é esta: o rapazola gosta de cultivar o blasé. A culpa é do pepino, o eterno pepino no rabo dos ficcionistas portugueses. Portanto, fica-lhe bem dizer:
Primo - eu não leio as críticas
Secundo - eu levo «porrada» das críticas mas não ligo
A primeira proposição contradiz a segunda. E vice-versa. A bota não bate com a perdigota, António. Não me resistias a cinco minutos num interrogatório à Gomes Freire. Então com o magistrado R. Teixeira já estavas de preventiva no EPL a alinhar mais um romancezito. Agora percebe-se porque os teus romances são tão baralhados. Tu até nas entrevistas te embrulhas!
E reincides, logo a seguir:
«Acho que não me posso queixar porque as pessoas são tão entusiastas em tanta a parte... [note-se que os emigrantes também não desgostam do Emmanuel e da Agáta] Estão a chegar as críticas da Alemanha, são inacreditáveis [afinal sempre lês as críticas, mariola!]. Nos Estados Unidos, em Espanha, em toda a parte [e no Togo? E em Vanuatu, onde «Os Cus de Judas» são leitura obrigatória do secundário?]. Agora, o que me parece é que ainda é cedo [o quê? Não me digas que julgas que daqui a 50 anos, quando os teus agentes literários já tiverem batido a bota, ainda haverá quem te leia, tontito?]. Porque os livros também me escapam a mim [leia-se: nem eu percebo o que escrevo]»
Moral da história: António, porque cultivas o look hostimizado? Porque não nos dás um sorriso franco e aberto, como o Zé Cardoso Pires sabia fazer? Nas entrevistas e aparições públicas, o máximo que te conseguimos arrancar é um esgar do tipo «ai-que-lá-se-me-desenfiou-outra-vez-a-algália!», seguido de mais um SG-Gigante (tabaco de homem).
Tu bem sabes que, apesar de um pouco roliço, ainda tens saída. Uma sondagem recente, que por certo não leste, concluiu que, na Grande Lisboa, 63,5% das professoras de Português do 8º ano, na classe das divorciadas, consideravam-te «atraente» e gostavam de te conhecer «ao vivo» (contra 33,4% no mais atrasado Grande Porto). Então, porque te fechas tanto? É género, não é? Género palhaço-pobre. Mas palhaço, em todo o caso. São sete letras. Assim: PA-LHA-ÇO.
Post-scriptum:
Para o caso de não teres lido, a crítica do suplemento cultural do Correio da Golegã dizia que tu, a Florbela Espanca e o TóZé Martinho (sim, também já lançou um livro!) eram as grandes revelações da ficção portuguesa dos anos 90. Força, então, António Antunes!
http://www.arcadobue.blogspot.com/
e do Finanças...
http://www.asfinancasdotempo.blogspot.com/
(Às lampiãs - não há coincidências... - Admnistrações respectivas: A publicidade de Março já se encontra em débito!!!...)
XXVI.
Cá lemos o suplemento «Mil Folhas», do jornal «Público», edição de 15 de Novembro de 2003. Entrevista com António Lobes Antunes, escritor nacional que ficou assim a uma unha do Nobel. Em todas as suas entrevistas, o nosso Lobito cultiva o ar enfastiado de quem já viu muito, já passou muito, sofrimentos vários, de guerras nas áfricas aos malucos do Bombarda.
O macacão, como é hábito nos que cultivam o estilo blasé «vocês desculpem, mas tenho um pepino enfiado no rabo», diz, a dado passo, que não lê as críticas, pois está muito «seguro» do seu trabalho. Vamos ao discurso directo:
«Ao princípio, fui tão atacado aqui... [o «aqui» deve ser Portugal, porque consta que na Suécia o rapaz até vende bem. Pudera, num país que tem seis meses ininterruptos de luz solar, o que é que um desgraçado há de fazer para passar o tempo, além de ver filmes porno em Super 8 e ler repetidamente, ao som dos Abba, os 432 romances do Sr. Antunes?]
... e curiosamente isso não me afectou. Estava tão seguro do que queria, tão seguro, tão seguro... e ainda estou»
Agora, um clássico:
«Daí eu não ler as críticas...» [na melhor linha de um conhecido professor algarvio, que não dava mais do que 15 min./dia de cavaco aos jornais]
Vai daí, interpela a jornalista, decerto trémula perante o grandioso Antunes:
«Tão seguro em relação a este livro?»
Modesto, replica o meliante:
«Em relação a todos os livros que escrevi. Estava sempre tão seguro. E levei porrada, houve jornais...»
Ajoelhada, prossegue a nossa entrevistadora:
«Em relação aos seus últimos romances...»
O Lobo não dá hipótese:
«Ui! Quer que lhe lembre?»
A moça ainda esboça, respeitosamente, um:
«... não me recordo de críticas negativas.»
Os olhos azuis aguados do nosso descontentamento continuam, castigadores:
«Em relação a todos eles, desde o princípio ao fim. E era-me completamente indiferente. Estava tão seguro, tão seguro...»
QUER-SE DIZER: se a moçoila que mandaram para esta missão difícil tivesse tido coragem e discernimento, deveria ter feito a perguntita fatal:
«Ó Antunes, então tu ainda há dois segundos dizias que não lias as críticas e agora queres-me lembrar as críticas negativas que te fizeram, a «porrada» que levaste? Em que ficamos: lês ou não lês a porra das críticas?»
A questão, claro, é esta: o rapazola gosta de cultivar o blasé. A culpa é do pepino, o eterno pepino no rabo dos ficcionistas portugueses. Portanto, fica-lhe bem dizer:
Primo - eu não leio as críticas
Secundo - eu levo «porrada» das críticas mas não ligo
A primeira proposição contradiz a segunda. E vice-versa. A bota não bate com a perdigota, António. Não me resistias a cinco minutos num interrogatório à Gomes Freire. Então com o magistrado R. Teixeira já estavas de preventiva no EPL a alinhar mais um romancezito. Agora percebe-se porque os teus romances são tão baralhados. Tu até nas entrevistas te embrulhas!
E reincides, logo a seguir:
«Acho que não me posso queixar porque as pessoas são tão entusiastas em tanta a parte... [note-se que os emigrantes também não desgostam do Emmanuel e da Agáta] Estão a chegar as críticas da Alemanha, são inacreditáveis [afinal sempre lês as críticas, mariola!]. Nos Estados Unidos, em Espanha, em toda a parte [e no Togo? E em Vanuatu, onde «Os Cus de Judas» são leitura obrigatória do secundário?]. Agora, o que me parece é que ainda é cedo [o quê? Não me digas que julgas que daqui a 50 anos, quando os teus agentes literários já tiverem batido a bota, ainda haverá quem te leia, tontito?]. Porque os livros também me escapam a mim [leia-se: nem eu percebo o que escrevo]»
Moral da história: António, porque cultivas o look hostimizado? Porque não nos dás um sorriso franco e aberto, como o Zé Cardoso Pires sabia fazer? Nas entrevistas e aparições públicas, o máximo que te conseguimos arrancar é um esgar do tipo «ai-que-lá-se-me-desenfiou-outra-vez-a-algália!», seguido de mais um SG-Gigante (tabaco de homem).
Tu bem sabes que, apesar de um pouco roliço, ainda tens saída. Uma sondagem recente, que por certo não leste, concluiu que, na Grande Lisboa, 63,5% das professoras de Português do 8º ano, na classe das divorciadas, consideravam-te «atraente» e gostavam de te conhecer «ao vivo» (contra 33,4% no mais atrasado Grande Porto). Então, porque te fechas tanto? É género, não é? Género palhaço-pobre. Mas palhaço, em todo o caso. São sete letras. Assim: PA-LHA-ÇO.
Post-scriptum:
Para o caso de não teres lido, a crítica do suplemento cultural do Correio da Golegã dizia que tu, a Florbela Espanca e o TóZé Martinho (sim, também já lançou um livro!) eram as grandes revelações da ficção portuguesa dos anos 90. Força, então, António Antunes!
sábado, 10 de abril de 2004
Tonic water.
Anteontem quase ao fim da tarde pedi sem pensar Um gin-tónico!, emendando em seguida, embaraçado como se nunca o tivesse feito, para Uma água tónica se faz favor... Ainda me lembro do olhar do empregado, como se tivesse acabado de pedir um copo de sicuta. Há dias atrás, sonhei que tinha pedido qualquer coisa como um Favaios, se faz favor!, e o tivesse bebido impavidamente até me ocorrer, no sonho (?), que acabava de assinar alarvemente, pelo menos, uma visita às urgências do Júlio de Matos. Sentia-me como se tivesse retirado inopinadamente a cavilha (?) a uma granada de mão e acordei. Calma, estavas apenas a sonhar com o supremo fruto proíbido, com uma vida de quase quarenta anos, só isso. Sossega, pois, coração sequioso.
Outro sábado.
Os dias agora começam com leite e cacau e pão às vezes fresco da padaria vizinha, com comprimidos para o estômago e para a depressão. Começam quase sempre bem, os dias. Exceptuando os cigarros que sabem tão bem nas primeiras horas de ir acordando, quase um acordar saudável como se vida fizesse algum sentido e o tempo estivesse nos seus gonzos... Junto ao meio-dia vais-te precavendo das desistências que hão-de encendiar ou desistir da tarde. Estar sozinho é um dom agridoce que o sono embala. Bom dia!
sexta-feira, 9 de abril de 2004
Um bom dia.
Marriage
I Did
A woman, getting married for the fourth time, goes to a bridal shop and asks for a white dress.
"You can't wear white.", reminds the sales clerk, "You've been married three times already." "Of course I can, I'm a virgin!", says the bride. "Impossible", says the sales clerk.
"Unfortunately not", the bride explained. "My first husband was a psychologist. All he wanted to do was talk about it.
My second husband was a gynecologist. All he wanted to do was look at it. My third husband was a stamp collector.... God I miss him!!!"
I Did
A woman, getting married for the fourth time, goes to a bridal shop and asks for a white dress.
"You can't wear white.", reminds the sales clerk, "You've been married three times already." "Of course I can, I'm a virgin!", says the bride. "Impossible", says the sales clerk.
"Unfortunately not", the bride explained. "My first husband was a psychologist. All he wanted to do was talk about it.
My second husband was a gynecologist. All he wanted to do was look at it. My third husband was a stamp collector.... God I miss him!!!"
quinta-feira, 8 de abril de 2004
E assim correm os dias.
Mais uma Primavera divertida, os químicos dão uma ajuda a quase todas as ânsias, passarada sempre por identificar (apesar do imerecido cognome, entre muitas avarias da puerilidade a um passo de perdida, O Ornitólogo...), os últimos raios do Sol desta tarde. Quinta-feira de qualquer coisa, a visita de um amigo único que ainda por cima traz livros para te oferecer, um abraço entre algumas palavras agora forçosamente mais secas, mas talvez o prenúncio de uma nova fase que se insinua mais produtiva, não sabes, nem tentas saber mais do que uma deslocação até à beira da janela aberta de cigarro em riste, desafiando em baforadas a humanidade alheia que regressa a casa com a promessa reiterada de um fim-de-semana prolongado, Que fazer, Senhor, durante estes três dias? Tempo de algum desalento culinário, também, empurra-te para a confecção de uma bolognesa... Silêncio que perdura durante quase todo o refogado, matéria onírica de um profundo desinteresse, isso ou outra coisa qualquer que preencha o tic-tac dos medos. Jantemos pois.
Mais um dia sem história.
Matando a sede a golpes de quinino gaseificado, o tempo passa incólume pela manhã em que recordo a minha simpatia por alguns dos hábitos adquiridos, num cigarro quantas desistências pela certeza de mero divertimento, fosse como fosse o desalinho do dia, desse por onde desse a lamentação da causa perdida que também era eu. De onde essa vontade absurda de permanência se a única ilusão dada não passava disso mesmo? Lembrei-me da necessidade de comprar cigarros e de um café reparador. Regressarei depois ao trabalho.
terça-feira, 6 de abril de 2004
Pouca coisa.
O início da tradução de ensaios dos Parerga; mais chá de camomila antes do deitar e hoje a dispensa das bolachas; a mudança para o Remeron 30 mg; a vida depois do pâncreas.
sexta-feira, 2 de abril de 2004
Em renovada maré de apropriação.
Reticências
Arrumar a vida, pôr prateleiras na vontade e na acção.
Quero fazer isto agora, como sempre quis, com o mesmo resultado;
Mas que bom ter o propósito claro, firme só na clareza, de fazer qualquer coisa!
Vou fazer as malas para o Definitivo,
Organizar Álvaro de Campos,
E amanhã ficar na mesma coisa que antes de ontem — um antes de ontem que é sempre...
Sorrio do conhecimento antecipado da coisa-nenhuma que serei.
Sorrio ao menos; sempre é alguma coisa o sorrir...
Produtos românticos, nós todos...
E se não fôssemos produtos românticos, se calhar não seríamos nada.
Assim se faz a literatura...
Santos Deuses, assim até se faz a vida!
Os outros também são românticos,
Os outros também não realizam nada, e são ricos e pobres,
Os outros também levam a vida a olhar para as malas a arrumar,
Os outros também dormem ao lado dos papéis meio compostos,
Os outros também são eu.
Vendedeira da rua cantando o teu pregão como um hino inconsciente,
Rodinha dentada na relojoaria da economia política,
Mãe, presente ou futura, de mortos no descascar dos Impérios,
A tua voz chega-me como uma chamada a parte nenhuma, como o silêncio da vida...
Olho dos papéis que estou pensando em arrumar para a janela,
Por onde não vi a vendedeira que ouvi por ela,
E o meu sorriso, que ainda não acabara, inclui uma crítica metafisica.
Descri de todos os deuses diante de uma secretária por arrumar,
Fitei de frente todos os destinos pela distração de ouvir apregoando,
E o meu cansaço é um barco velho que apodrece na praia deserta,
E com esta imagem de qualquer outro poeta fecho a secretária e o poema...
Como um deus, não arrumei nem uma coisa nem outra...
Álvaro de Campos
Arrumar a vida, pôr prateleiras na vontade e na acção.
Quero fazer isto agora, como sempre quis, com o mesmo resultado;
Mas que bom ter o propósito claro, firme só na clareza, de fazer qualquer coisa!
Vou fazer as malas para o Definitivo,
Organizar Álvaro de Campos,
E amanhã ficar na mesma coisa que antes de ontem — um antes de ontem que é sempre...
Sorrio do conhecimento antecipado da coisa-nenhuma que serei.
Sorrio ao menos; sempre é alguma coisa o sorrir...
Produtos românticos, nós todos...
E se não fôssemos produtos românticos, se calhar não seríamos nada.
Assim se faz a literatura...
Santos Deuses, assim até se faz a vida!
Os outros também são românticos,
Os outros também não realizam nada, e são ricos e pobres,
Os outros também levam a vida a olhar para as malas a arrumar,
Os outros também dormem ao lado dos papéis meio compostos,
Os outros também são eu.
Vendedeira da rua cantando o teu pregão como um hino inconsciente,
Rodinha dentada na relojoaria da economia política,
Mãe, presente ou futura, de mortos no descascar dos Impérios,
A tua voz chega-me como uma chamada a parte nenhuma, como o silêncio da vida...
Olho dos papéis que estou pensando em arrumar para a janela,
Por onde não vi a vendedeira que ouvi por ela,
E o meu sorriso, que ainda não acabara, inclui uma crítica metafisica.
Descri de todos os deuses diante de uma secretária por arrumar,
Fitei de frente todos os destinos pela distração de ouvir apregoando,
E o meu cansaço é um barco velho que apodrece na praia deserta,
E com esta imagem de qualquer outro poeta fecho a secretária e o poema...
Como um deus, não arrumei nem uma coisa nem outra...
Álvaro de Campos
segunda-feira, 29 de março de 2004
Regresso, convalescente.
Por trás de um grande Inferno há sempre um Inferno Maior. Divertimento errante, cuidado do corpo. Bolachas Maria e chá quente de camomila, Unisedil 5 mg. Boa noite aos fiéis e aos outros!
domingo, 14 de março de 2004
'tava quase a dormir, mas...
assaltou-me uma frase:
"... voltando ao que importa: os anúncios a perfumes. A Montblanc lançou recentemente um perfume com o péssimo nome Presence d' une femme."
e outra:
"... O meu marido pergunta ..."
"... voltando ao que importa: os anúncios a perfumes. A Montblanc lançou recentemente um perfume com o péssimo nome Presence d' une femme."
e outra:
"... O meu marido pergunta ..."
soneto - para variar
tivesse eu uma só e triste prima
n'um fadário prejudicial
de má memória
foda-se, isto não é um soneto,
é sono!!!
n'um fadário prejudicial
de má memória
foda-se, isto não é um soneto,
é sono!!!
detesto poesia, fornique-se!
e agora escrevo o quê?, prosa? ou vou simplesmente para o caralho?
uma questão privada.
uma questão privada.
ah!
aquelas meias primas,
meias coninhas,
meias rimas.
passaricas esvoaçantes
e nada foi como
d'antes!
meias coninhas,
meias rimas.
passaricas esvoaçantes
e nada foi como
d'antes!
De: Wendi
we can decrease most of your stress by dealing with your c0l1ection ca1ls) Wendi zbpp, diz-me a avisada Wendi.
a verdade é que não sei responder, foda-se!
a verdade é que não sei responder, foda-se!
Para breve A correspondência. Another promise to keep.
Palavras trocadas com e de amigos, talvez. Creio que sim. Talvez mesmo um ou outro texto inédito. Narcisismo moderado, sem dúvida. É assim que tem de ser, que queremos.
ninguém tem nada a ver com isso
mas é verdade
e por assim ser
o melhor
é ir dormir.
não rima, é certo,
mas quem come
a prima
e acaba no deserto?
e por assim ser
o melhor
é ir dormir.
não rima, é certo,
mas quem come
a prima
e acaba no deserto?
sábado, 13 de março de 2004
bem, qu'il y a des anormelles, il y a, bien sûr,
c'est, c'est (gaguejamos, en praguejant...), qu'un problème de les encontrer sobres.
gostava de escrever um post assim, so... i did it!!!
o anormal ser humano - o conceito? detestado entre os (de) mais detestados, diga-se en passant et que les argentens se von vair encouler... -, está cada vez melhor à sua altura, id est, abaixo de cão. não, não me refiro ao glorioso espanhol. aqui pensa-se, sem querer.
há uma lógica de putas que não leva, graças a deus, a lado nenhum e não seria eu a puta a sublinhar a falta, a ausência de putas, de tango.
depois emendo.
como nas tangas!
há uma lógica de putas que não leva, graças a deus, a lado nenhum e não seria eu a puta a sublinhar a falta, a ausência de putas, de tango.
depois emendo.
como nas tangas!
quinta-feira, 11 de março de 2004
links a reter
http://merdeinfrance.blogspot.com/
um clássico
http://arterotika.blogspot.com/
indispensável
http://www.arcadobue.blogspot.com/
continuam "à experiência"
http://www.subversos.blogspot.com/
o que é isto???
http://www.asfinancasdotempo.blogspot.com/
a panasquice do tempo e outras merdas
http://www.ausloeschung.de/
indispensável
http://partium.com/~andrewb/bauhaus/
ainda melhor
e, claro, este Vosso amigo e excelso
automobilizado.
um clássico
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quarta-feira, 10 de março de 2004
não sei, isto começa bem, a coisa promete, etc
mas não pensem que se trata apenas de paneleirice socrática, estilo quien ès más macho?, ou assim. a verdade é que me cansei da escrita. é o que dá ler muito. sobretudo autores merdosos - e não, não dou exemplos. que um gajo seja comunista ou testemunha de jeová, ainda vá que não vá. agora poeta ou prosador...
terça-feira, 9 de março de 2004
fica a promessa de rebuçado peitoral
para quem adivinhar, descortinar, etc, o autor do genial encómio:
(e, sim, repetimos, desta vez na versão negrito e itálico. Vai lá, vái!)
"...vestígio de coral acocorado no ressequido tronco de uma das últimas palmeiras."
(e, sim, repetimos, desta vez na versão negrito e itálico. Vai lá, vái!)
"...vestígio de coral acocorado no ressequido tronco de uma das últimas palmeiras."
a literatura
sobretudo a poesia sempre me intrigou, mas, como dizia aristóteles, que se foda, uma coisa é levar no cu, outra é saber escrever, rss, rss, rsss (em grego). conta a lenda que o cornaz filósofo nem dormia só para filosofar, o cabrão. ti éstin o caralho! uma coisa é apanhar com platão - o dos ombros largos -, outra é ter de dormir pé. em caso de dúvidas, ou assim, durmam!
afinal, não
aos rotos ainda acordados fica o apelo.
alguém me explica
o que significa
(agora rimou, eh, eh, ...)
"....vestígio de coral acocorado no ressequido tronco de uma das últimas palmeiras."
alguém me explica
o que significa
(agora rimou, eh, eh, ...)
"....vestígio de coral acocorado no ressequido tronco de uma das últimas palmeiras."
Sorry
Wie im richtigen Leben
Österreich-Premiere von Thomas Bernhards "Elisabeth II."
"Elisabeth II." im Wiener Burgtheater
Burgtheater Wien
Thomas Bernhard und sein zynisches Verhältnis zu Österreich: Dazu gehören auch die ziemlich direkten Anspielungen auf Persönlichkeiten des öffentlichen Lebens. Berühmt wurde zum Beispiel "der Nadelstreif-Sozialist Vranitzky". Besonders ausgeprägt ist Bernhards Vorliebe in seinem Stück "Elisabeth II.", das jetzt zum ersten Mal in Österreich im Wiener Burgtheater aufgeführt wird. Ein grimmiger Theatermonolog und vor allem eine gnadenlose Abrechnung mit der so genannten "guten Gesellschaft". Die Personen tragen bekannte österreichische Namen: Bartenstein, Schuppich, Gudenus, Heldwein oder Zallinger - sie waren Vorbilder für Berhards furiose Theaterfiguren.
Diplomatengattin als Haushälterin
Den Namen der Haushälterin Zallinger etwa hat Thomas Bernhard aus seinem Freundeskreis geschöpft. Eine Szene: Auf der Bühne des Burgtheaters sitzt der Großindustrielle Herrenstein (Gert Voss) im Rollstuhl und schimpft. Er hält einen zweistündigen, misanthropischen Monolog, dessen böser Hintersinn unterhaltsamer ist als jeder Frohsinn. Zuhörer sind sein Diener Richard (Ignaz Kirchner) und seine Haushälterin Fräulein Zallinger (Annemarie Düringer). Sie erwarten 40 Gäste aus der Wiener Gesellschaft, die vom Balkon der Ringstraßenwohnung des alten Herrenstein den Staatsbesuch der Königin Elisabeth II. mitverfolgen wollen. Die Kostümbildnerin Monika von Zallinger, die mit einem Diplomaten verheiratet ist, trägt es mit Fassung, dass sie als verschrobene Dienstbotin wenig schmeichelhaft gezeichnet ist: "Ich weiß nicht, wie er mich persönlich gesehen hat. Ich habe das Gefühl, es hat nichts mit mir wirklich zu tun. Aber seine Phantasie - irgendwas muss ihn beflügelt haben, das weiß man nicht, das ist Sache des Dichters."
Auch die Figur der Gräfin Gudenus hat ein reales Vorbild, eine bereits verstorbene Botschaftersgattin, die Thomas Bernhard durch seine Freundin Gerda Maleta kennengelernt hat. Gerda Maleta und ihr Mann, der Ex-ÖVP-Politiker Alfred Maleta, besitzen ein Anwesen nur wenige Kilometer von Bernhards Wohnsitz in Ohlsdorf entfernt. Hier war der bewunderte Schriftsteller in den letzten 20 Lebensjahren ständiger Gast. Auch einige Reisen unternahm er gemeinsam mit der Politikergattin. "In den 70er Jahren sind wir nach Rom gefahren, um einen Freund zu besuchen", berichtet Gerda Maleta von einer dieser Reisen. "Wir drei wurden vom damaligen Botschafter des Vatikans, das war Graf Gudenus, eingeladen zum Mittagessen. Und dabei kannte Thomas Bernhard die Gräfin Gudenus kennen lernen und war von ihrer Intelligenz, Offenheit, Natürlichkeit und sogar Freundlichkeit sehr eingenommen. Selten, dass er wirklich eine Frau gleich so respektierte." Das Spielen mit bekannten Namen hat System, wie es Annemarie Düringer, Darstellerin der "Gräfin Gudenus" umschreibt: "In seinem ganzen Stück legt er ja Köder mit Namen, die wir kennen. Dann denkt man 'Ah, den oder die kenn ich' und dann läuft das ganz anders."
Übertriebenes aus dem Adel
Die Schimpftirade über den Adel ist eine von Bernhards literarischen Übertreibungen. Die Aussage entspricht nicht seiner persönlichen Überzeugung. Er verkehrte gern in den traditionsreichen Häusern im Salzkammergut. Familiäre Einladungen der Landadeligen nahm Thomas Bernhard häufig an, mit einigen Aristokraten war er sogar befreundet. Mara Gräfin Calm-Martinic erinnert sich: "Er war sehr beeindruckt von der Burg und dem großen Familienleben und hat beobachtet, dann sind wir alle auf den Balkon gesessen, der eigentlich sehr schmal ist. Man sitzt dort, es geht tief hinunter und einer von den Gästen hat gesagt: 'Ist dieser Balkon wirklich sicher?' Und dann sind alle Gäste aufgesprungen und zurückgelaufen in den Salon. Nur er, Bernhard, ist sitzengeblieben und hat vor sich hin geschaut. Er hat mir dann ein paar Tage später gesagt, dass ihm auf diesem Balkon die Geschichte eingefallen ist." - Es war die Schlusspointe für sein Stück "Elisabeth II.": Alle Besucher bei Herrenstein stürzen mit dem Balkon in die Tiefe.
Österreich-Premiere von Thomas Bernhards "Elisabeth II."
"Elisabeth II." im Wiener Burgtheater
Burgtheater Wien
Thomas Bernhard und sein zynisches Verhältnis zu Österreich: Dazu gehören auch die ziemlich direkten Anspielungen auf Persönlichkeiten des öffentlichen Lebens. Berühmt wurde zum Beispiel "der Nadelstreif-Sozialist Vranitzky". Besonders ausgeprägt ist Bernhards Vorliebe in seinem Stück "Elisabeth II.", das jetzt zum ersten Mal in Österreich im Wiener Burgtheater aufgeführt wird. Ein grimmiger Theatermonolog und vor allem eine gnadenlose Abrechnung mit der so genannten "guten Gesellschaft". Die Personen tragen bekannte österreichische Namen: Bartenstein, Schuppich, Gudenus, Heldwein oder Zallinger - sie waren Vorbilder für Berhards furiose Theaterfiguren.
Diplomatengattin als Haushälterin
Den Namen der Haushälterin Zallinger etwa hat Thomas Bernhard aus seinem Freundeskreis geschöpft. Eine Szene: Auf der Bühne des Burgtheaters sitzt der Großindustrielle Herrenstein (Gert Voss) im Rollstuhl und schimpft. Er hält einen zweistündigen, misanthropischen Monolog, dessen böser Hintersinn unterhaltsamer ist als jeder Frohsinn. Zuhörer sind sein Diener Richard (Ignaz Kirchner) und seine Haushälterin Fräulein Zallinger (Annemarie Düringer). Sie erwarten 40 Gäste aus der Wiener Gesellschaft, die vom Balkon der Ringstraßenwohnung des alten Herrenstein den Staatsbesuch der Königin Elisabeth II. mitverfolgen wollen. Die Kostümbildnerin Monika von Zallinger, die mit einem Diplomaten verheiratet ist, trägt es mit Fassung, dass sie als verschrobene Dienstbotin wenig schmeichelhaft gezeichnet ist: "Ich weiß nicht, wie er mich persönlich gesehen hat. Ich habe das Gefühl, es hat nichts mit mir wirklich zu tun. Aber seine Phantasie - irgendwas muss ihn beflügelt haben, das weiß man nicht, das ist Sache des Dichters."
Auch die Figur der Gräfin Gudenus hat ein reales Vorbild, eine bereits verstorbene Botschaftersgattin, die Thomas Bernhard durch seine Freundin Gerda Maleta kennengelernt hat. Gerda Maleta und ihr Mann, der Ex-ÖVP-Politiker Alfred Maleta, besitzen ein Anwesen nur wenige Kilometer von Bernhards Wohnsitz in Ohlsdorf entfernt. Hier war der bewunderte Schriftsteller in den letzten 20 Lebensjahren ständiger Gast. Auch einige Reisen unternahm er gemeinsam mit der Politikergattin. "In den 70er Jahren sind wir nach Rom gefahren, um einen Freund zu besuchen", berichtet Gerda Maleta von einer dieser Reisen. "Wir drei wurden vom damaligen Botschafter des Vatikans, das war Graf Gudenus, eingeladen zum Mittagessen. Und dabei kannte Thomas Bernhard die Gräfin Gudenus kennen lernen und war von ihrer Intelligenz, Offenheit, Natürlichkeit und sogar Freundlichkeit sehr eingenommen. Selten, dass er wirklich eine Frau gleich so respektierte." Das Spielen mit bekannten Namen hat System, wie es Annemarie Düringer, Darstellerin der "Gräfin Gudenus" umschreibt: "In seinem ganzen Stück legt er ja Köder mit Namen, die wir kennen. Dann denkt man 'Ah, den oder die kenn ich' und dann läuft das ganz anders."
Übertriebenes aus dem Adel
Die Schimpftirade über den Adel ist eine von Bernhards literarischen Übertreibungen. Die Aussage entspricht nicht seiner persönlichen Überzeugung. Er verkehrte gern in den traditionsreichen Häusern im Salzkammergut. Familiäre Einladungen der Landadeligen nahm Thomas Bernhard häufig an, mit einigen Aristokraten war er sogar befreundet. Mara Gräfin Calm-Martinic erinnert sich: "Er war sehr beeindruckt von der Burg und dem großen Familienleben und hat beobachtet, dann sind wir alle auf den Balkon gesessen, der eigentlich sehr schmal ist. Man sitzt dort, es geht tief hinunter und einer von den Gästen hat gesagt: 'Ist dieser Balkon wirklich sicher?' Und dann sind alle Gäste aufgesprungen und zurückgelaufen in den Salon. Nur er, Bernhard, ist sitzengeblieben und hat vor sich hin geschaut. Er hat mir dann ein paar Tage später gesagt, dass ihm auf diesem Balkon die Geschichte eingefallen ist." - Es war die Schlusspointe für sein Stück "Elisabeth II.": Alle Besucher bei Herrenstein stürzen mit dem Balkon in die Tiefe.
enfim
be still my broken heart...
que o que não falta na net são panascas, todos sabíamos. aliás, o que, graças a deus, não falta em lado nenhum, nem sequer na amareleja, são paneleiros, todos nós sabíamos. agora que todos sejam escritores, foda-se!
pergunta: qual a ratio escrita/paneleiragem?
fica a questão.
que o que não falta na net são panascas, todos sabíamos. aliás, o que, graças a deus, não falta em lado nenhum, nem sequer na amareleja, são paneleiros, todos nós sabíamos. agora que todos sejam escritores, foda-se!
pergunta: qual a ratio escrita/paneleiragem?
fica a questão.
Uma carta de Bernhard acerca de Wittgenstein.
GRAND HOTEL IMPERIAL
DUBROVNIK
2.3.1971
Liebe, verehrte Doktor Spiel,
ich habe Ihnen einen Beitrag für Ihr Ver Sacrum versprochen - Sie schreiben, 'etwas über Ludwig Wittgenstein', und ich habe diesen Gedanken seit zwei Wochen, also dem Tag meiner Rückkehr aus Bruxelles im Kopf -, jetzt bin ich wieder auf Reisen, Ragusa, Beograd, Roma etc., und die Schwierigkeit, über Wittgensteins Philosophie und vor allem Poesie, denn meiner Ansicht nach handelt es sich bei Wittgenstein um ein durch und durch poetisches Gehirn (HIRN), um ein philosophisches HIRN also, nicht um einen Philosophen, zu schreiben, ist die größte. Es ist, als würde ich über mich selbst etwas (Sätze!) schreiben müssen, und das geht nicht. Es ist ein Zustand von Kultur und Gehirn-Geschichte, der sich nicht beschreiben läßt. Die Frage ist nicht: schreibe ich über Wittgenstein. Die Frage ist: b i n ich Wittgenstein e i n e n Augenblick ohne ihn (W.) oder mich (B.) zu zerstören. Diese Frage
kann ich nicht beantworten und also kann ich nicht über Wittgenstein
schreiben. - In Österreich sind Philosophie und Poesie (mathematisch-musikalische) ein absolutes Mausoleum, schauen w i r vertikal die Geschichte an. Es ist erschreckend einerseits, fortschrittlich andererseits, mit einem Wort: Philosophie und Kunst existieren zum Unterschied von anderen Völkern in Österreich nicht im Bewußtsein seines Volkes, sondern nur im Bewußtsein seiner Philosophie und Poesie (-Kultur) etc., was für den Philosophen und für den Dichter ein Vorteil ist, ist ihm dieser Vorteil bewußt.
Was Wittgenstein betrifft: er ist die Reinheit Stifters, Klarheit Kants in einem und seit (und mit ihm) Stifter der Größte. Was wir durch NOVALIS, den deutschen, nicht gehabt haben, ist uns jetzt Wittgenstein - und ein Satz noch: W. ist eine Frage, die nicht beantwortet werden kann - dadurch ist er eins mit jener Stufe, die Antworten (und Antwort) ausschließt.
Unsere heutige Kultur ist in allen ihren unerträglichen Erscheinungen eine solche, die leicht beantwortet wäre, ließe man sich darauf ein - allein mit Wittgenstein ist es anders.
Und die Welt ist immer die zu dumme, die nicht begreift, darum ist s i e immer absolut ohne Begriffe - die Begriffe stehen für sich selbst als Begriffe. Das ist tödlich für die MASSE der Köpfe, aber auf die Masse der Köpfe ist keine Rücksicht zu nehmen. So scheibe ich nicht über Wittgenstein, w e i l i c h n i c h t k a n n, sondern weil ich i h n n i c h t b e a n t w o r t e n k a n n, woraus sich alles von selbst erklärt.
Mit besten Grüßen, allen Wünschen
Ihr Thomas Bernhard
DUBROVNIK
2.3.1971
Liebe, verehrte Doktor Spiel,
ich habe Ihnen einen Beitrag für Ihr Ver Sacrum versprochen - Sie schreiben, 'etwas über Ludwig Wittgenstein', und ich habe diesen Gedanken seit zwei Wochen, also dem Tag meiner Rückkehr aus Bruxelles im Kopf -, jetzt bin ich wieder auf Reisen, Ragusa, Beograd, Roma etc., und die Schwierigkeit, über Wittgensteins Philosophie und vor allem Poesie, denn meiner Ansicht nach handelt es sich bei Wittgenstein um ein durch und durch poetisches Gehirn (HIRN), um ein philosophisches HIRN also, nicht um einen Philosophen, zu schreiben, ist die größte. Es ist, als würde ich über mich selbst etwas (Sätze!) schreiben müssen, und das geht nicht. Es ist ein Zustand von Kultur und Gehirn-Geschichte, der sich nicht beschreiben läßt. Die Frage ist nicht: schreibe ich über Wittgenstein. Die Frage ist: b i n ich Wittgenstein e i n e n Augenblick ohne ihn (W.) oder mich (B.) zu zerstören. Diese Frage
kann ich nicht beantworten und also kann ich nicht über Wittgenstein
schreiben. - In Österreich sind Philosophie und Poesie (mathematisch-musikalische) ein absolutes Mausoleum, schauen w i r vertikal die Geschichte an. Es ist erschreckend einerseits, fortschrittlich andererseits, mit einem Wort: Philosophie und Kunst existieren zum Unterschied von anderen Völkern in Österreich nicht im Bewußtsein seines Volkes, sondern nur im Bewußtsein seiner Philosophie und Poesie (-Kultur) etc., was für den Philosophen und für den Dichter ein Vorteil ist, ist ihm dieser Vorteil bewußt.
Was Wittgenstein betrifft: er ist die Reinheit Stifters, Klarheit Kants in einem und seit (und mit ihm) Stifter der Größte. Was wir durch NOVALIS, den deutschen, nicht gehabt haben, ist uns jetzt Wittgenstein - und ein Satz noch: W. ist eine Frage, die nicht beantwortet werden kann - dadurch ist er eins mit jener Stufe, die Antworten (und Antwort) ausschließt.
Unsere heutige Kultur ist in allen ihren unerträglichen Erscheinungen eine solche, die leicht beantwortet wäre, ließe man sich darauf ein - allein mit Wittgenstein ist es anders.
Und die Welt ist immer die zu dumme, die nicht begreift, darum ist s i e immer absolut ohne Begriffe - die Begriffe stehen für sich selbst als Begriffe. Das ist tödlich für die MASSE der Köpfe, aber auf die Masse der Köpfe ist keine Rücksicht zu nehmen. So scheibe ich nicht über Wittgenstein, w e i l i c h n i c h t k a n n, sondern weil ich i h n n i c h t b e a n t w o r t e n k a n n, woraus sich alles von selbst erklärt.
Mit besten Grüßen, allen Wünschen
Ihr Thomas Bernhard
putas e vinho verde, um clássico.
tudo isto é tão sério que me deixa sem palavras, diz o gajo.
provavelmente, vou cortar os pulsos, para sair em paz.
uma cobardia, para alguns, para outros um acto de desprendimento.
seja como for não é por ti.
não sejas aldrabona. por ti.
boa sorte.
* dp comento.
provavelmente, vou cortar os pulsos, para sair em paz.
uma cobardia, para alguns, para outros um acto de desprendimento.
seja como for não é por ti.
não sejas aldrabona. por ti.
boa sorte.
* dp comento.
sábado, 6 de março de 2004
ah, já me ia esquecendo, .......
agora é a sério.
O grupo de anarquistas, mas tudo bem, solidários (e contra-solidários, tb, graças a Baco e outras putas!) contra o flagelo que é representado (e bem) pelo Ex.mo Sr PRD e respectivo Dn-jovem, informa que, nesse generoso intento, será colocada em circulação uma petimenta contra esta espécie de escribo-gentalha.
Aviso: Não se aceitam assinaturas de malta das Aldeias começadas por P.
Obrigado! Santinho! Achtung!
O grupo de anarquistas, mas tudo bem, solidários (e contra-solidários, tb, graças a Baco e outras putas!) contra o flagelo que é representado (e bem) pelo Ex.mo Sr PRD e respectivo Dn-jovem, informa que, nesse generoso intento, será colocada em circulação uma petimenta contra esta espécie de escribo-gentalha.
Aviso: Não se aceitam assinaturas de malta das Aldeias começadas por P.
Obrigado! Santinho! Achtung!
mais angústias do luís (I)
Presente-particípio
Vem a bruma, uma espécie de nuvem alta que envolve a cidade como se fosse um novelo sem fim. E o sol que ainda ontem despertava com a força de um seixo a arder aparece agora rendido ao vestígio de coral acocorado no ressequido tronco de uma das últimas palmeiras. Parece que estou a vê-la, quando Dahab - essa praia do Sinai que quer dizer Ouro em Árabe - de novo avança para mim na memória; é noite e do fundo do mar saem japoneses com barbatanas gigantes, num alarido que alastra subitamente como se todos partilhássemos o mesmo imprevisto aquário. De um momento para o outro, esse instante fantástico e inusitado esvai-se como todo o passado se esvai, involuntariamente, em choque com o presente. É por isso que, num texto, todos os tempos são presente. Um presente-particípio que tem a morfologia informe da bruma, após uma brevíssima esperança de sol. É assim que vão rezando os vaticínios nos primeiros dias de Março.
Afixado por Luis | 1:09 AM
Vem a bruma, uma espécie de nuvem alta que envolve a cidade como se fosse um novelo sem fim. E o sol que ainda ontem despertava com a força de um seixo a arder aparece agora rendido ao vestígio de coral acocorado no ressequido tronco de uma das últimas palmeiras. Parece que estou a vê-la, quando Dahab - essa praia do Sinai que quer dizer Ouro em Árabe - de novo avança para mim na memória; é noite e do fundo do mar saem japoneses com barbatanas gigantes, num alarido que alastra subitamente como se todos partilhássemos o mesmo imprevisto aquário. De um momento para o outro, esse instante fantástico e inusitado esvai-se como todo o passado se esvai, involuntariamente, em choque com o presente. É por isso que, num texto, todos os tempos são presente. Um presente-particípio que tem a morfologia informe da bruma, após uma brevíssima esperança de sol. É assim que vão rezando os vaticínios nos primeiros dias de Março.
Afixado por Luis | 1:09 AM
era mais uma espécie de diário
(passo a palavra ao Luís)
Pergunta para hoje
O que quer dizer perseguir um alvo? Que pode saber-se de um alvo antes de o atingir?
Já viram? Eu a imaginar a meta a que quereria chegar e, anos e anos depois, agora mesmo, a perguntar-me: seria isto? Era isto precisamente o que eu desejava?
Fica sempre aquela tendência de adiar. De protelar o balanço das expectativas. Ou seja, de dizer que, mais tarde, um dia, sabe-se lá quando, ainda hei-de encontrar a forma precisa e exacta do que perseguia, do que almejava, do que desejava. Mas esse dia idealizado virá alguma vez? Ou não será já hoje? E eu respondo: sim, esse dia é já o dia de hoje.
Afixado por Luis
Pergunta para hoje
O que quer dizer perseguir um alvo? Que pode saber-se de um alvo antes de o atingir?
Já viram? Eu a imaginar a meta a que quereria chegar e, anos e anos depois, agora mesmo, a perguntar-me: seria isto? Era isto precisamente o que eu desejava?
Fica sempre aquela tendência de adiar. De protelar o balanço das expectativas. Ou seja, de dizer que, mais tarde, um dia, sabe-se lá quando, ainda hei-de encontrar a forma precisa e exacta do que perseguia, do que almejava, do que desejava. Mas esse dia idealizado virá alguma vez? Ou não será já hoje? E eu respondo: sim, esse dia é já o dia de hoje.
Afixado por Luis
Nem isto
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Kcête nelas!
a pedido de várias e broncas raparigas leitoras, claro, e não me perguntem o que entendo por pedido, com jeitinho, então, respondo, qual consultor anímico da Arca, assim:
- assim, assim, assim...
ou, então, variante para wittgensteinianas ressabiadas:
- isso, isso, isso...
nada como uma foda razoável!
- assim, assim, assim...
ou, então, variante para wittgensteinianas ressabiadas:
- isso, isso, isso...
nada como uma foda razoável!
Um contra todos? Fica a questão.
Dúvidas, inquietações, perguntas, questões, sei-lá, os colhões:
- será que a culpa é do Richard Gere se ter convertido ao budismo do Dailai...?
- isto não era para ser um ganda' blogue de humor? então, foda-se!
- JPP o rei da efeméride e dos terrenos orbanizados? (apetecia, mas sou casado, escrever outra coisa...)
- esta é mesmo de rir (rsss, rsss, etc) se o Santana se converter à la Hubbard e, piorzinho, se tornar presidente da república dos macaquinhos abananados, para onde é que um gajo foge?
- ...
as outras inventem vcs, fds!
- será que a culpa é do Richard Gere se ter convertido ao budismo do Dailai...?
- isto não era para ser um ganda' blogue de humor? então, foda-se!
- JPP o rei da efeméride e dos terrenos orbanizados? (apetecia, mas sou casado, escrever outra coisa...)
- esta é mesmo de rir (rsss, rsss, etc) se o Santana se converter à la Hubbard e, piorzinho, se tornar presidente da república dos macaquinhos abananados, para onde é que um gajo foge?
- ...
as outras inventem vcs, fds!
sexta-feira, 5 de março de 2004
PA, uma ómenage com uma pequena nota, ou quase a perfeição, se não fossem estas merdas...
momento uma espécie de céu
(Pedro Abrunhosa / Pedro Abrunhosa)
Uma espécie de céu,
Um pedaço de mar,
Uma mão que doeu,*
Um dia devagar.
Um Domingo perfeito,
Uma toalha no chão,
Um caminho cansado,
Um traço de avião.
Uma sombra sozinha,
Uma luz inquieta,
Um desvio na rua,
Uma voz de poeta.
Uma garrafa vazia,
Um cinzeiro apagado,
Um Hotel numa esquina,
Um sono acordado.
Um secreto adeus,
Um café a fechar,
Um aviso na porta,
Um bilhete no ar.
Uma praça aberta,
Uma rua perdida,
Uma noite encantada
Para o resto da vida.
Pedes-me o momento,
Agarras as palavras,
Escondes-te no tempo
Porque o tempo tem asas.
Levas a cidade
Solta no cabelo,
Perdes-te comigo
Porque o mundo é um momento.
Uma estrada infinita,
Um anúncio discreto,
Uma curva fechada,
Um poema deserto.
Uma cidade distante,
Um vestido molhado,
Uma chuva divina,
Um desejo apertado.
Uma noite esquecida,
Uma praia qualquer,
Um suspiro escondido
Numa pele de mulher.
Um encontro em segredo,
Uma duna ancorada,
Dois corpos despidos,
Abraçados no nada.
Uma estrela cadente,
Um olhar que se afasta,
Um choro escondido
Quando um beijo não basta.
Um semáforo aberto,
Um adeus para sempre,
Uma ferida que dói,
Não por fora, por dentro.
Pedes-me o momento,
Agarras as palavras,
Escondes-te no tempo
Porque o tempo tem asas.
Levas a cidade
Solta no cabelo,
Perdes-te comigo
Porque o mundo é um momento.
* Embora pudesse dissecar o poema (a modos que não me dá jeito repetir análises fenomenológicas ao sol da tarde...), era só para comentar (tsc, tsc) : "uma mão", foda-se! haja respeito pelas figuras de estilo!
P. Scriptu: a música é fixe!
(Pedro Abrunhosa / Pedro Abrunhosa)
Uma espécie de céu,
Um pedaço de mar,
Uma mão que doeu,*
Um dia devagar.
Um Domingo perfeito,
Uma toalha no chão,
Um caminho cansado,
Um traço de avião.
Uma sombra sozinha,
Uma luz inquieta,
Um desvio na rua,
Uma voz de poeta.
Uma garrafa vazia,
Um cinzeiro apagado,
Um Hotel numa esquina,
Um sono acordado.
Um secreto adeus,
Um café a fechar,
Um aviso na porta,
Um bilhete no ar.
Uma praça aberta,
Uma rua perdida,
Uma noite encantada
Para o resto da vida.
Pedes-me o momento,
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Porque o tempo tem asas.
Levas a cidade
Solta no cabelo,
Perdes-te comigo
Porque o mundo é um momento.
Uma estrada infinita,
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Uma curva fechada,
Um poema deserto.
Uma cidade distante,
Um vestido molhado,
Uma chuva divina,
Um desejo apertado.
Uma noite esquecida,
Uma praia qualquer,
Um suspiro escondido
Numa pele de mulher.
Um encontro em segredo,
Uma duna ancorada,
Dois corpos despidos,
Abraçados no nada.
Uma estrela cadente,
Um olhar que se afasta,
Um choro escondido
Quando um beijo não basta.
Um semáforo aberto,
Um adeus para sempre,
Uma ferida que dói,
Não por fora, por dentro.
Pedes-me o momento,
Agarras as palavras,
Escondes-te no tempo
Porque o tempo tem asas.
Levas a cidade
Solta no cabelo,
Perdes-te comigo
Porque o mundo é um momento.
* Embora pudesse dissecar o poema (a modos que não me dá jeito repetir análises fenomenológicas ao sol da tarde...), era só para comentar (tsc, tsc) : "uma mão", foda-se! haja respeito pelas figuras de estilo!
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Dentaduras PRECISAM-SE!
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que era o que esta merda devia chamar-se, mas foda-se (again)
...
ou
foda-se!
para não variar, a unidade é o que está a dar!
que era o que esta merda devia chamar-se, mas foda-se (again)
...
ou
foda-se!
para não variar, a unidade é o que está a dar!
Cops and queers... (ontologia)
... detive-me, quis o destino, numa pequeníssima igreja de uma minúscula freguesia paroquial, depois de ter ajudado a mesma puta da velhinha de sempre a soltar a dentadura a golpes de caralhada.
- O menino é que me podia ajudar (como se não me conhecesse, a puta)...
Enfim.
Rua atravessada, lá acabei por ajoelhar e acabei também por começar a rezar baixinho para meu sossego, mas cheio de imenso fervor. Bem, foda-se! Sabem melhor que eu quanto os merdosos dos padres gostam de conversar? O que interessa é que o céu estava mesmo de um cinzento corníforme e um gajo já não consegue orar em paz. A tanga da beata de serviço enganou-nos, creio agora, a mim e ao beato tagarela. Se estivesse agora na Costa da Caparica, ou até na Fonte da Telha, pensei enquanto me peidava nas ventas da santinha e pensava nas merdas que um gajo tem de fazer para ouvir The Unforgiven. Comer um padre ainda vá, mas ter de levar com a primogénita, foda-se. Agora é caso para dizer refoda-se! Que dia de Inverno de merda de dia, de vida merdosa de tempo cagalhoto. Dope show...
- O menino é que me podia ajudar (como se não me conhecesse, a puta)...
Enfim.
Rua atravessada, lá acabei por ajoelhar e acabei também por começar a rezar baixinho para meu sossego, mas cheio de imenso fervor. Bem, foda-se! Sabem melhor que eu quanto os merdosos dos padres gostam de conversar? O que interessa é que o céu estava mesmo de um cinzento corníforme e um gajo já não consegue orar em paz. A tanga da beata de serviço enganou-nos, creio agora, a mim e ao beato tagarela. Se estivesse agora na Costa da Caparica, ou até na Fonte da Telha, pensei enquanto me peidava nas ventas da santinha e pensava nas merdas que um gajo tem de fazer para ouvir The Unforgiven. Comer um padre ainda vá, mas ter de levar com a primogénita, foda-se. Agora é caso para dizer refoda-se! Que dia de Inverno de merda de dia, de vida merdosa de tempo cagalhoto. Dope show...
quinta-feira, 4 de março de 2004
Uma homenagem fora de horas...
1989
Sein Tod wird erst nach dem Begräbnis bekanntgegeben.
Das Testament verfügt ein Verbot der Neuinszenierung von Bühnenstücken sowie die Publikation bisher unveröffentlichter Texte in Österreich.
Sein Tod wird erst nach dem Begräbnis bekanntgegeben.
Das Testament verfügt ein Verbot der Neuinszenierung von Bühnenstücken sowie die Publikation bisher unveröffentlichter Texte in Österreich.
Como explicar o vinho ao homem sóbrio? Li Bai, ou Como Beber Sem Mácula?
Un soir, l'âme du vin chantait dans les bouteilles:
«Homme, vers toi je pousse, ô cher déshérité,
Sous ma prison de verre et mes cires vermeilles,
Un chant plein de lumière et de fraternité!
Je sais combien il faut, sur la colline en flamme,
De peine, de sueur et de soleil cuisant
Pour engendrer ma vie et pour me donner l'âme;
Mais je ne serai point ingrat ni malfaisant,
Car j'éprouve une joie immense quand je tombe
Dans le gosier d'un homme usé par ses travaux,
Et sa chaude poitrine est une douce tombe
Où je me plais bien mieux que dans mes froids caveaux.
Entends-tu retentir les refrains des dimanches
Et l'espoir qui gazouille en mon sein palpitant?
Les coudes sur la table et retroussant tes manches,
Tu me glorifieras et tu seras content;
J'allumerai les yeux de ta femme ravie;
A ton fils je rendrai sa force et ses couleurs
Et serai pour le frêle athlète de la vie
L'huile qui raffermit les muscles des lutteurs.
En toi je tomberai, végétale ambroisie,
Grain précieux jeté par l'éternel Semeur,
Pour que de notre amour naisse la poésie
Qui jaillira vers Dieu comme une rare fleur!»
... não sei de quem, mas não é meu.
«Homme, vers toi je pousse, ô cher déshérité,
Sous ma prison de verre et mes cires vermeilles,
Un chant plein de lumière et de fraternité!
Je sais combien il faut, sur la colline en flamme,
De peine, de sueur et de soleil cuisant
Pour engendrer ma vie et pour me donner l'âme;
Mais je ne serai point ingrat ni malfaisant,
Car j'éprouve une joie immense quand je tombe
Dans le gosier d'un homme usé par ses travaux,
Et sa chaude poitrine est une douce tombe
Où je me plais bien mieux que dans mes froids caveaux.
Entends-tu retentir les refrains des dimanches
Et l'espoir qui gazouille en mon sein palpitant?
Les coudes sur la table et retroussant tes manches,
Tu me glorifieras et tu seras content;
J'allumerai les yeux de ta femme ravie;
A ton fils je rendrai sa force et ses couleurs
Et serai pour le frêle athlète de la vie
L'huile qui raffermit les muscles des lutteurs.
En toi je tomberai, végétale ambroisie,
Grain précieux jeté par l'éternel Semeur,
Pour que de notre amour naisse la poésie
Qui jaillira vers Dieu comme une rare fleur!»
... não sei de quem, mas não é meu.
curiosamente
estes ziguezagues da tailândia (Chonburi-City, topas?) deixam-se representar no Porto, na rua Antero de Quental...
a futilidade de qualquer escrita, qualquer filosofia
um pouco como a dos preservativos "zigzag" (válidos até 2007) que não servem para foder nas curvas, nem sequer para caber em caralhos razoáveis. Merda de mundo. Merda de vontade e de representação. Merda de vida.
sábado, 28 de fevereiro de 2004
A puta que nos há-de parar!
"Admitamos que a literatura começa no momento em que a literatura se transforma numa questão. Esta questão não se confunde com as dúvidas ou escrúpulos do escritor. "...
Blanchot, Maurice, para quem não lê; não tarda nada e dizem que queremos escrever, those bastards!
Blanchot, Maurice, para quem não lê; não tarda nada e dizem que queremos escrever, those bastards!
um/a mocinha solteira
nada melhor
achou-me, sem querer, e mesmo assim chamou-me uma espécie de anticristico - não percebeu nada. Mas pelo menos casou e já não escreve só no DN Jovem... Não falemos dos montes de genialidade. Absolutamente. Ressentimentos, só e no fim da jogata...
Sossegue, minha amiga. Ou, como diria Agostinho "O mau-gosto não é exclusivo das zebras...", (Confissões, V, 69a)
achou-me, sem querer, e mesmo assim chamou-me uma espécie de anticristico - não percebeu nada. Mas pelo menos casou e já não escreve só no DN Jovem... Não falemos dos montes de genialidade. Absolutamente. Ressentimentos, só e no fim da jogata...
Sossegue, minha amiga. Ou, como diria Agostinho "O mau-gosto não é exclusivo das zebras...", (Confissões, V, 69a)
um pouco de política?
nem por isso.
ouve-se marla glenn como quem cospe na calçada portuguesa por mim caguei, uma coisa interessante de se fazer, desde que com geito. amigos nossos criticam. foda-se, essa merda não se diz 'tás armado em defunto Pipis "just believe you can't forget us...", um gajo responde que quer que o senhorito se foda, mas ninguém ouve, nem houve, orelhas môcas. que se foda
...
etc
...
a burguesia é sempre a mesma trampa.
Deus proteja a burguesia!!!
...
o resto é luta de klasses
só tangas.
ouve-se marla glenn como quem cospe na calçada portuguesa por mim caguei, uma coisa interessante de se fazer, desde que com geito. amigos nossos criticam. foda-se, essa merda não se diz 'tás armado em defunto Pipis "just believe you can't forget us...", um gajo responde que quer que o senhorito se foda, mas ninguém ouve, nem houve, orelhas môcas. que se foda
...
etc
...
a burguesia é sempre a mesma trampa.
Deus proteja a burguesia!!!
...
o resto é luta de klasses
só tangas.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2004
e a tradução ressurgiu, Bernhard no seu melhor...
"A única coisa que nos salva é que não temos de morrer de fome."
As boas novas reduzirão mesmo a inveja?
Mesmo da miséria?
Dá-me ideia que sim.
...
e a panóplia fenomenológica e afim...
"...que leva de cada vez a cabo uma inquirição de identidade, desde sempre grande motivo de escárnio e de escândalo. Com efeito, só se pode amar aquilo que não se possui. A imoderação própria da actividade filosófica tem a ver com a natureza do amor." (MFM, depois conto, lol)
Dá-me ideia que sim.
...
e a panóplia fenomenológica e afim...
"...que leva de cada vez a cabo uma inquirição de identidade, desde sempre grande motivo de escárnio e de escândalo. Com efeito, só se pode amar aquilo que não se possui. A imoderação própria da actividade filosófica tem a ver com a natureza do amor." (MFM, depois conto, lol)
Boas novas, evangelhos, no fundo
Fumar prejudica gravemente a sua saúde e a dos que o rodeiam, mas afasta definitivamente alguns daqueles que odeia mesmo sem dar por isso. Depois aprofundo.
3 anos - agora foi-se?
"Quando um gajo começa a não ver nada, o que é que vê? Não vê um boi, um cascalho de um labirinto? Que sorte do cagalhão!... Talvez um burro ibérico, um toureado manso e sem bigode, só com as orelhas bravas de carregar tantos outros, como se fossem ele nas suas costas. Um amansador de cavalos de raça, basicamente, um pregador!"
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2004
cantas bem, mas...
prefiro comer-te os ovos, pensou a raposa vermelha, banqueteando-se.
E ainda dizem que não há poetry in action...
E ainda dizem que não há poetry in action...
where the domestic dog come from?
ora aí está uma pergunta cínica, inteligente e para inteligentes.
not for commun dogs...
not for commun dogs...
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2004
sempre na direcção contrária
um agradecimento é o que é.
nem toda a gente pode ser panasca, um Gottes willen!
leiam
os rôto-blogues...
ou então finjam que são
a namorada
do
mete dó
...
nem toda a gente pode ser panasca, um Gottes willen!
leiam
os rôto-blogues...
ou então finjam que são
a namorada
do
mete dó
...
terça-feira, 24 de fevereiro de 2004
a contabilidade ontológica de uns dias
o tempo
pensava outra vez entre duas cagadas pela manhã
a vida, a duração
e não se perdoe o prosaísmo
tudo isto (que é o mesmo) é emprestado.
quem determinará a usura?
pensava outra vez entre duas cagadas pela manhã
a vida, a duração
e não se perdoe o prosaísmo
tudo isto (que é o mesmo) é emprestado.
quem determinará a usura?
big fish
poderá a realidade ser mais autêntica?
e se puder, o que é que isso nos interessa, qual é o ganho de sentido para o desvario?
pensava hoje de manhã em certas impossibilidades de exactidão.
uma delas rezava: é possível fazer melhor? depende.
se a questão for: 2 + 2 quantos são e se se responder 4, é possível fazer melhor?
e se puder, o que é que isso nos interessa, qual é o ganho de sentido para o desvario?
pensava hoje de manhã em certas impossibilidades de exactidão.
uma delas rezava: é possível fazer melhor? depende.
se a questão for: 2 + 2 quantos são e se se responder 4, é possível fazer melhor?
domingo, 22 de fevereiro de 2004
sábado, 21 de fevereiro de 2004
um exemplo, de Pound...
não tenho um século e pico de tradição quaker na minha família para não me preocupar com qualquer coisa que pareça contrária à paz.
se a isso juntássemos (nesta bela noite)
a péssima edição de ESTA É A VOZ DA EUROPA, ficávamos com o quê? uma rua com cara de cu a falar sozinha? keine Ahnung!
a tradução foi com as pérolas
e os porcos não gostaram.
um modo de dizer que finalmente visionei NAKED LUNCH.
FODA-SE!
um modo de dizer que finalmente visionei NAKED LUNCH.
FODA-SE!
terça-feira, 17 de fevereiro de 2004
Só um cheirinho. Para entrada...
Nunca sabemos quem somos. São os outros que nos dizem quem somos e o que somos, não? E como ouvimos isto milhões de vezes na nossa vida, por pouco que esta seja longa, acabamos por não saber em absoluto quem somos. Todos dizem algo diferente. Até nós mesmos estamos sempre a mudar de opinião.
depois haverá mais. do mesmo.

Thomas Bernhard
depois haverá mais. do mesmo.

Thomas Bernhard
De uma catástrofe para outra
fica prometida a tradução da entrevista exclusiva de Bernhard à bórliu...