quinta-feira, 17 de junho de 2004

Mais adivinhas II


Michel de Montaigne

... quem me abandonou?

Mais adivinhas I


Ingeborg Bachmann

Algum dia tinha DE ser... Adivinhem onde? Linda como ela só... e um poema. "...wir fahren, fahren, fahren auf der Autobahn...", Kraftwerk e calor.

Águas livres

quarta-feira, 16 de junho de 2004

Dia 90. Saudades de Março.

Bloomsday, para mais tarde, como sempre, e noitada aqui.

"O fim do caminho... é a luz da manhã... é o corpo na cama... é uma cobra, é um pau...", por Vinicius e Elis, perdão e obrigado!, Jobim e Elis.

terça-feira, 15 de junho de 2004

Escrevo depois... um dia destes, talvez, só

se não me esquecer. Parabéns a quem contribuiu... e para quem tem a bondade de aturar. Quarenta anos é mesmo hoje, quase meio século depois de uma noite muito atribulada a ajuizar pelo relato materno e que pelas primeiras fotografias pode ser "cotado".

segunda-feira, 14 de junho de 2004

Dia 88.

Cerca de dezasseis horas antes de fazer 40... Qual ternura, qual quê? Venham mais oitenta, pelo menos, conservados e lúcidos! Nem mais.

domingo, 13 de junho de 2004

sexta-feira, 11 de junho de 2004

Adivinha 2


Miguel de Unamuno

Onde é que eu havia de ir parar?!...

quinta-feira, 10 de junho de 2004

Adivinha 1


Franz Kafka

Adivinha onde vou estar a partir de hoje. Pois é, estes rapazes não desistem... Ao que parece, andam aborrecidos com a falta de palavras-de-retorno. Um dia destes acaba e ponto.

& O Corpo de Deus que se seguirá...

sábado, 5 de junho de 2004


Cannabis suprema.

Antes de regressar ao outro lado.

A frívola necessidade de deixar vestígios, o sono e a vontade de não dormir durante séculos e séculos. Daí o fascínio dos vampiros, das touradas de morte. Passar a vida obcecado com a morte não lhe retira o risível, não mente afinal. Estive aqui. Fui.

quinta-feira, 3 de junho de 2004





Faça você também Que
gênio-louco é você?
Uma criação de O Mundo Insano da Abyssinia



O riso do revolucionário.

quarta-feira, 2 de junho de 2004

Adivinhem


Houellebecq

Adivinhem onde vou estar a partir de amanhã...

All is vanity...

Antes de Cristo

Antes de Cristo não se podiam fazer Tacs Crâneo-encefálicas...

terça-feira, 1 de junho de 2004


PJH e o vermelho vivo.

Em vez da Vulvologia (uma sugestão...)

Afinal sempre trabalhamos hoje, embora na clandestinidade para dar força à nossa voz. Deixando de lado imagens mais cruas, aqui encontramos um pequeno teste muito engraçado e, naturalmente, americano e homofóbico. Não desistam! Com sushi deve ser mais difícil de montar, perdoem-me o palavrão. Aleluia!

Soubémos.

De fonte relativamente segura, em betão armado com amontoado de pedras empoleiradas umas nas outras, uma maneira tão legítima quanto outra qualquer de homenagear o edil Soares - que para mais não há currículo -, ... esqueci-me. Juro.

Sigiloso bloque.

One for the road?... Dia 75.

E um grande Bem haja! à RTP 1, agora que isto estava a acalmar aqui para os lados do Antes, por passar um filme inteligente... Pecados Ilegais, de Robert Angelo. Adorámos!

Mais uma bela noite de descanso pela frente, hoje merecida. Valha-nos isso. Um café fora de horas, com medo de ficar sem cigarros por causa do trabalho nocturno de hoje.

Boa noite.

segunda-feira, 31 de maio de 2004

A pedido de vários leitores... Ámen!

habituais do Antes de Cristo, o recém-criado Curso de Vulvologia foi suspenso sine dia para que os hipócritas leitores tenham tempo, pelo menos, para exercitar na carne a observação e manipulação (tema futuro?) passarística adequada.

E para mudarmos de tema, penitenciamo-nos publicamente por desiludir os outros 69% (maioria qualificada) de leitores do Antes que preferiam que aqui continuasse esse espaço pedagógico em boa hora iniciado pela mão da minha pessoa.

Ámen!

Orai!


Maria Imaculada

domingo, 30 de maio de 2004

Certezas de domingo.

Every day is like sunday... Os menores não devem fumar. Será que suportaríamos Morrissey em português? Ter qualquer coisa a dizer, ter uma imagem a defender. Ter alguém que nos incomode durante a maior parte do tempo, um cão, um gato. Continuar a não ter de pensar no sentido em que isso implique alguma responsabilidade, seja de que género fôr. Uma vontade grande de adormecer.


Nem aqui se pode ler o DNA???

sábado, 29 de maio de 2004

Para além das aulas, ou hora do recreio.

Na verdade, nem só de trabalho vive o homem e, em conformidade, voltamos ao recreio que nos impele para a escrita, não como uma forma de ser prima donna tolerada, ainda que indesejada, em mesas redondas que mais parecem quadradas quando comparadas com os baixos-abdómenes, ou seja, panças com muito de D. Sancho à mistura.

Exibição da atrocidade?

O que nos escandaliza na exibição gratuita de parte de um corpo? Quem se escandalizaria com a exibição de um órgão tão íntimo como a boca, por exemplo? E tudo isto, de uma maneira ou de outra, um dia deixará de existir e, portanto, de escandalizar. E nada disto tem importância absolutamente nenhuma.

Um umbigo, um dedo do pé.

Sim, também há aos sábados... Vulvologia (II - repetitorium)


Um pouco mais de azul...

Repetitorium... para que não restem dúvidas quanto à competência pedagógica deste blogue - central e anti-liberal. Mas aqui a política é outra, trabalhe-se, senhores!, ou então emigremos antes das eleições presidenciais... Seja qual for o resultado. Aos sábados temos repetição da matéria dada, por assim dizer. Ao trabalho!

Eu nestas merdas não sei

se deva ou não, justamente, ser anti-gringo, ou pura e simplesmente me estar nas tintas para o futebol, que é mesmo assim. Esta selecção não me inspira confiança, comparada com outras (quais?) e só me apetece gritar Figo! e Rui Costa! que sempre dá mais umas visitas extra, apesar de ainda não termos instalado o imperdoável sitemeter. Viva a selecção, foda-se!


A Flor de la Mar...

Este senhor...

que já nos tinha habituado a alguma escrita, terá regressado ao Ribatejo e à vinha? Ou andará a ver Sic radical a mais? Oooops!... - Joga a selecção com quem?, é a pergunta. - Goooolo! de Figo. O número 7 de Portugal. Grande Luís.

knockin' on heaven's door...

As fontes anti-informação do Antes de Cristo têm o desprazer de anunciar em segunda ou terceira mão ao mundo lusófono e arredores de capoeira e capela o fim deste impagável blogue, fonte de inspiração, luminária para tantos de nós aqui na blogosfera, logo a seguir à Bomba, claro. Mas, como diz Ferré, Avec le temps... c'est pas la peine d'aller chercher plus loin... etc., deixa-nos na dúvida entre se a causa de tão pensada decisão, de nos abandonar, imagine-se, será apenas o abrir de uma nova janela no seio destes meliantes, ou, pelo contrário, se prende com o início do nosso curso de Vulvologia... Que las hay, las hay... Logo agora, Mexia, que a malta se preparava alegremente para te parabenizar, francamente. Bem, resta-nos sempre os bilros, agora que esta senhora passa a vida a mostrar-nos o álbum de casamento, e os silêncios do Abrupto.

sexta-feira, 28 de maio de 2004

Se isto é um post..., Secundus semper (extra-curso!)


Dê-me aqui uma mãozinha!...

Please!

Sim, outra vez o chato dos bigodes...

Nós, homens modernos, somos os herdeiros de uma vivissecção da consciência, de um acto de tortura que um animal praticou sobre si mesmo durante milhares de anos: é aí que reside a nossa mais longa prática, porventura o nosso talento, e decerto é aí que se exerce todo o nosso refinamento e que o nosso gosto se vê satisfeito. Há demasiado tempo que o homem olha «de lado» para as suas inclinações naturais, como coisa má, de tal modo que essas inclinações acabaram por se entrelaçar com a «má consciência». Uma tentativa em sentido inverso seria, em si, possível... mas haverá alguém suficientemente forte para a levar a cabo? Uma tentativa para entrelaçar com a má consciência as nossas inclinações não-naturais, todas aquelas aspirações ao além, as aspirações contrárias ao sentido, aos instintos, à natureza, ao animal, resumindo, os ideais até hoje conhecidos, todos os ideais que são hostis à vida e que caluniam o mundo. Mas a quem nos havemos de dirigir hoje com tais esperanças e com tais pretensões...? Porque teríamos desde logo contra nós precisamente os homens bons; e, para além desses, como é evidente, teríamos os acomodados, os resignados, os frívolos, os exaltados e os fatigados... Haverá alguma coisa que ofenda mais profundamente, que afaste mais radicalmente do que alguém dar a ver um pouco do rigor e da elevação com que a si próprio se trata? E, pelo contrário, quanta simpatia e agrado nos mostra toda a gente quando procedemos como toda a gente e quando nos «deixamos ir» como toda a gente...!

Friedrich Nietzsche, in Para a Genealogia da Moral

Curiosidades, coincidências, ou talvez sim. Vulvologia (II)


Eis o busílis!

Comentários para aunidadeimpropria@hotmail.com

Create.

Back to the beginning? Uma sensibilidade particular à passagem dos dias, que raio de manhã. Retira a maquilhagem do sono. Necessidade de imagens, nem que seja mais uma imagem para o menor júbilo da memória, a maior culpa. Onde ir buscar a alegria fora da química? Sonho como um deserto gelado ao cair da noite, uma canção oriental, imemorial. Vontade de dormir outra vez como uma rosa do deserto, toca-me a sonolência. A fragilidade antes da entrega.

Uma última sugestão.

Quem puder leia A Imperfeição da Filosofia, de Maria Filomena Molder. Quem não puder, lei aqui na íntegra a entrevista. Ainda por cima com uma bonita e sorridente fotografia da professora.

Só às vezes.

"Às vezes consigo ser mesmo muito mazinha!...", Laurinda Alves desvenda-se, comentando - invento eu - a qualidade literária das suas obras em prosa acerca de como ser bonzinho e certinho e ir à missa e depois fazer meditação zen. Para quando uma colectânea de Poemas originais (inéditos) sua, sobre a interioridade ou assim à bruta, minha querida? Platão versus Aristóteles, Xis.

Resoluções de fim de dia.

Resolvi colocar aqui uma secção de Vulvologia, Estudos Elementares, justamente por acabar por não haver espaço de exposição, sem erro n' O Saca-mulas Oriental. Está esclarecido.

Aqui, o espaço é mais errático, com o que isso de bom ou mau possa ter para prejuízo das duas ou três almas que nos lêem. Apareçam sempre, sobretudo quando parece que "a casa" descambou de vez. Errar com menos má consciência, uma aceitação mais amena do tema do divertissement. A matriz permanece a mesma para onde quer que nos viremos e nós também não fazemos muito melhor.

Não é coisa de gente séria, a literatura.

Como?

Os mesmos temas, as mesmas duas ou três obcessões. A Roxo e Negro, a obra vai-se completando com maior ou menor dificuldade e o tempo não sobra. Os medos estão mais enraízados que o raro entusiasmo dos dias. Como deixar de pensar na inevitabilidade da morte diante dos dias sem fé que não seja na capacidade de diversão que ainda conseguimos digerir?

quinta-feira, 27 de maio de 2004

Curiosidades, coincidências, ou talvez sim. Vulvologia (I)


A coisa em questão.

Ao fazer uma pesquisa no e-Mule (motor de busca e partilha de ficheiros) vou parar, procurando música da Cher, a uma entrada de cerca de 500 MB cujo título não resisto aqui a citar: Documentaire: Le Clitoris Ce Cher Inconnu... Não sei quem é o autor, mas desde já lhe enviamos do Antes de Cristo um grande abraço não só fraterno como ainda mais solidário, e lamentamos que uma televisão que muitos dizem ser das melhores do mundo e arredores, a nossa, paga com o nosso guito, não inclua documentários desta extrema importância, sobretudo tendo em conta o grau de analfabetismo sexual com que os nossos moçoilos e moçoilas são encorajados a cultivar, apesar das curtes, claro, nas escolas nacionais. Pergunto-me: Quantos putos ao verem pela primeira vez um clítoris pensarão: para que raio servirá aquilo para além de ser giro para segurar os piercings? Quantos não alimentarão durante anos (recordo facilmente um blogo-crítico da nossa aldeia, sempre atormentado com a sua inépcia sensual) o pesadelo de se verem confrontados com semelhante pedacinho de carne rosada, na maior parte dos casos conhecidos, sem saber como agir em conformidade? Aqui fica uma despretenciosa ilustração do que podem, com alguma sorte e imaginação, vir a apanhar pela frente...
Ou como diz o meu tio Entalo: Homem prevenido é homem fornecido! Quem é amigo, quem é? E já agora, para completar o serviço público, façam favor de visitar esta pérola da Ciência, para mais variedades, exemplares.

Só para avisar os mais incautos...

Sempre saiu o Número 3 destes gandas malucos, fosga-se! Como se não bastasse já A Bola sair todos os dias... Viva o F.C.P., carago!, que é disto que o povo gosta et pourquoi pas?


Finalmente a cadeira de São Pedro, carago!

terça-feira, 25 de maio de 2004

Titties and beer, Frank Zappa

Subitamente sinto uma grande falta de qualquer coisa, mas não consigo lembrar-me do que seja. Estranho. "Oh, Crissy..." Senilidade precoce? Abro a minha última tónica gelada e honestamente não sei a quem agradecer semelhante alegria. "Who's holding your pickle?" Aleluia!


Ainda falta a cerveja...

sexta-feira, 21 de maio de 2004

Early morning jokes...

Este(s) rapaz(es) às vezes têm graça...

Choque de carrinhos no supermercado

Um homem bate com o seu carrinho de supermercado no carrinho de outro homem e pede desculpas.
- Desculpe, amigo. Sabe, é que estou à procura da minha mulher e não sei onde ela está.
O outro diz:
- Mas que coincidência, eu também estou à procura da minha mulher...
- A propósito, como é a sua?
- Ela é morena, tem um corpo de sonho, cabelos pretos até à cintura, com peitos duros, empinados para a frente e está com um vestido preto, meio transparente, com um decote grande na frente. E a sua?
O outro diz:
- A minha que se foda. Vamos mas é procurar a sua!

quinta-feira, 20 de maio de 2004

A dureza da crítica.

Não cultivamos no Antes de Cristo - não é bem verdade, mas fica bem dizê-lo -, pelo menos desde que vimos realmente vista uma vara de recos ganhar asas e elevar-se no éter nacional-umbiguista, essa tão vil quanto desprezível virtude da admiração parôla, mas há coisas do caralho, pardonnez mon anglais! Ainda este vosso escriba tentou esperar, em vão, que passasse da meia-noite para postar semelhante revelação, não só para não estragar um dia estupidamente interessante, como também porque costuma ser por essas horas matutinas que as cinderelas começam a repetir-se sem graça após o segundo gin-tónico, mas qual quê?, aqui transcrevo na íntegra a razão de tanto inútil pasmar.

Lê-se, juro, literalmente o seguinte:

"15.5.04A ROCK AND A HARD PLACE: Há vários modos de transportar o telemóvel. Pessoalmente, gosto de andar com o tm no bolso das calças. É bom haver alguma coisa dura naquelas paragens.
Posted by: Pedro Mexia / 11:45:56 PM"
, fim de excitação?

Não. Nem pensem. Não resisti a humildemente vir aqui sugerir, daí a excitação suplementar, ao excelso e colunista opinador-de-literatice, uma solução para a fanchona preocupação do seu desesperado caso.


Coisa Dura Com Asas

Ó Mexia, sai lá do armário e passa a usar o bolso de trás das calças! Passas a sentir qualquer coisa dura no lado certo e talvez comeces a escrever como um homenzinho. Sem ofensa, naturalmente.

P.s. - Para não termos de comentar a foto que precede o genial post em apreço...

O regresso a casa sabe estupidamente bem depois do devoir accomplit...

Sabe bem recuperar energias para os dias menos simples, fumar um cigarro antes de jantar e sentir que é precisamente o que queremos que seja, o que está certo no mais pessoal dos sentidos.

Sabe imerecida mas justamente muito bem.

Sempre saiu o Número 2.

É o que podem visitar aqui os mais distraídos... Quanto ao Antes de Cristo encontra-se em merecido descanso após tão longa peregrinação e tanta vela acesa que não há dedos para teclar. Mas voltem sempre!

quarta-feira, 19 de maio de 2004

Onde é que eu já li isto? Revivalismos.


O Frederico... Posted by Hello

Trevas

Qual o limite para o pânico, quando a ansiedade explode em mil destroços a inutilidade da passagem do tempo? Quando foi, é agora? Escuto, o canto de Dionísio:

"Sê razoável Ariadne,
Tens orelhas pequenas, tens as minhas orelhas
Ouve uma palavra prudente
Não nos vamos começar a odiar quando nos devemos amar
Eu sou o teu labirinto."

terça-feira, 18 de maio de 2004

Para não pensarem que estavamos a perder qualidades...


Thomas Bernhard Posted by Hello

"Cortar as orelhas a todas as mulheres grávidas seria uma boa ideia. Eu disse isso? Bem, disse-o porque as pessoas, quando julgam que põem crianças no mundo, cometem um grande erro. Engendram um merceeiro ou um criminoso de guerra todo suado, espantoso, pançudo, e é isto que põem no mundo, não crianças. Dizem que vão ter um bebé, mas na realidade o que vão ter é um octagenário que se mija e baba todo, cheira mal, é cego e a quem a gota não deixa dar um passo. Põem no mundo desgraçados, mas a esses não os vêem, para que a natureza possa perpetuar-se e a mesma estrumeira prossiga até ao infinito."

in Thomas Bernhard, Trevas, Hiena Editora, Lisboa, 1993

o caminho certo Posted by Hello

Manhã entre sobejos-de-vidas alheias.

...uuuuu uuu uh!
emotional rescue
.

Procurar pelo anjo certo até ao fim, todos os dias e noites, nada de mais patético como não pode deixar de ser. Acordar. Encontrar o ângulo certo para correr mais um dia. Música, cigarros e Unisedil. Tornar a recolocar a realidade onde ela merece a pena ser desvivida, desfocada. Não, nem bebia um gin tónico gelado...

Pergunta inesperada da manhã: qual a relação entre Marilyn Manson e Aristóteles? Baladas melancólicas para amantes abandonados? Não sei, claro. Se soubesse vestia-me e saía de casa já, mas vou adiando o contacto com o "abutre" do sol.

Ainda antes, naturalmente, de arrumar o esqueleto.

Ich habe Portugal entdeckt!... que pensarão de nós aqueles que supostamente nos descobrem e que é que isso nos interessa? Aceitam-se inscrições para Esloveno 0 - Iniciação ao Esloveno... aqui no Antes de Cristo.

Portugal sem telemóveis. - Where are you? - Yes, je parle Alemand! A tristeza do tempo que nos coube em sorte, a indigência envergonhada. - Vous êtes écrivain? Qu'est-ce que cela peut bien vouloir dire? - Goodbye!

Contas da vida. Antes de deitar.

Unisedil 5mg e leite com chocolate quente. Acabou-se o Remeron. Um cigarro que se impõe. Muito boa música, aquela de que eu gosto e também não. Lembro-me de algumas palavras que afirmavam que todos nós eramos burgueses.

À foutre's: 1) Carta (e-mail) aos filhos; 2) Carta a ... ; 3) Cartas, enfim; 4) continuar a escrever A Explicação das Ditas; 5)tornar a pegar no amigo Bataille; 6) Pegar e repegar em Schopenhauer, etc; 7) novidades no início do ano (Outubro?); etc.

etc.

segunda-feira, 17 de maio de 2004

Valerá a pena?

Valerá a pena desperdiçar o termo Geração, ainda por cima com maiúscula, para nos referirmos à súcia de estarolas mais ou menos (mais) rechunchudos que controla o nosso meio inteligente mediático, pelo menos, que dos outros falaremos em capítulo à parte? Será esta realidade também um dos chamados indicadores ou índices de sub-desenvolvimento tuga comparativamente ao que se faz na estranja? Poder-se-á, em rigor, chamar geração a esta meia dúzia de grunhos que, apenas pelo mérito da herança ou amizade, dominam o saloio mercado ideológico nacional? Não me parece. Gostava de ter a certeza que não, mas onde param os outros? O Pedro persegue, do lado do inimigo, com rigor o seu caminho de desbravador de mulas e consciências perdidas como as nossas; acerca do Paulo, essa consagração encenada de Prémio Saramago, alguém nos pode indicar o paradeiro? E, acredito, outra meia dúzia de cabeças e fígados pensantes, onde se escondem eles?
...
Continua, talvez em lugar mais apropriado.

When a man loves a woman... Dia 60, geração de 60.

Segunda-feira que promete. O trabalho com O Saca-Mulas está a roubar-nos muito tempo, mas ainda bem que não nos queixamos. A criatura será um protótipo daquilo que há a fazer para acabar de vez com a geração de 60 e deixar respirar a literatura, se é que a há, em Portugal. Quem não souber a quem me refiro pode sempre escrever para a direcção do Antes de Cristo.

1. Houve "arrumações" nesta casa em que os mais atentos repararão;

2. A geração de 60 em Portugal, ou seja, Lisboa, como toda a gente sabe são os obeso-queques da Linha e Campo de Ourique e os beatos seguidores do inócuo PRD, leia-se, a (ainda?) geração "DN-Jovem" e os seus piores resquícios, página esta que, uma vez de que nunca deveria ter nascido, urge retirar de circulação o quanto antes, sob pena de continuarem a colocar em papel aquilo que nem em pesadelos deveria existir. Voltaremos a falar destes senhoritos... embora pouco haja a acrescentar à afirmação daquilo que é óbvio. Será um post, chamemos-lhe assim, A chover no molhado.

sábado, 15 de maio de 2004

Aviso sem ser por causa da Moral, naturalmente. Dia 58.

O demente irresponsável por estas proezas estilísticas e agora em período de tolerância zero a essa maravilha da technê (sim, que não é só a Bomba Incongruente que pretende arranhar no grego) humana que é o velho e bom uísque irlandês e não só, bref, este vosso escriba novo-sóbrio, há 58 dias que a memória não nos falha nestas coisas, vem por este meio Avisar o seguinte:

1. Tempos de novas dedicações, a paternidade não é fácil mesmo (sobretudo?) quando é partilhada com o melhor dos amigos, aquilo que temos, ao fim e ao cabo, vão certamente roubar tempo para este Vosso (risos) Antes de Cristo em proveito, bom, espera-se, do novíssimo O Saca-Mulas Oriental;

2. Porque a qualidade dos textos também aqui, claro, é uma preocupação maior, resolveu-se, resolvi, deletar alguns desabafos, exercícios de estilo que nesta altura deixaram de fazer o menor sentido, não somente por uma natural necessidade de higiene, como também por uma questão de "peso" no blogue homónimo. Quem não gravou tudo, azar;

3. & é mais ou menos isto. As chamadas dores do crescimento. Continuem a aparecer por cá. Às vezes até conseguimos fazer algum sentido e sentirmo-nos verdadeiramente acompanhados. Obrigado.

Não é costume há algum tempo parar por aqui a estas desoras.

Não é costume o meu cão chorar assim a estas horas. Não é costume já ir assistir a concertos, deste modo, assim sem estar à espera de convite de última hora, sobretudo se não tenho a certeza de que, pelo menos, não me aborreço de morte, como acontecia ainda há dez anos. Não foi mau o concerto e sair. Vips: Jorge Palma e José Mário Branco. Viriam por solidariedade ou apenas desfastio, obrigação de colegas de cantorias?

Mais uma passagem pelas leituras e vou deitá-la. Acabei de tomar a medicação. Lindo menino. Boa noite, Good... às duas e um quarto do dia.

sexta-feira, 14 de maio de 2004

Cotovia

que qualidade de pássara será esta?
Antes de sair, pergunto-me.
Tarde de verão adiantada. Sede de ver. Corpos e pouco mais. Nada do que se esconde entre cada par de olhos. Horas de prática. Recordações para o resto da idade cumprida. Faltam-me as pernas. Andemos, pois.

Sabe bem.

Uma certa vaidade desconhecida por um trabalho que me parece ter pernas para andar. Sabe bem.

quarta-feira, 12 de maio de 2004

Nossa Senhora de Fátima (o segredo desvendado).


Nossa Senhora Posted by Hello

Ansiedade tranquila.

À espera da aparição... algumas promessas do Antes de Cristo deslocam-se agora, com mais propriedade, para o partilhado O Saca-Mulas Oriental. Retomando em parte o frustrado A Unidade Imprópria e acrescentando o valor da distanciação relativamente ao fenómeno blogue. Amanhã é, então, o grande dia. Em Fátima a segurança foi reforçada desde o início desta semana por um número não-revelado de agentes da autoridade.

Aqui por casa não se reforçou mais do que habitualmente a dose de Unisedil.

sexta-feira, 7 de maio de 2004

Bom dia, foda-se!

Executa-mos... trabalhos de putaria! Um folheto de propaganda às virtudes de uma associação de canalizadores. Cada vez há mais artistas, foda-se! Que saudades de um último post, foda-se, repleto de caralhadas! Só mais um cigarro e faço como o outro, já regresso a esta estranha forma de genuflexão.

A vida também se faz destas merdas.

Uns trocos para os cigarros do mês que te hão-de garantidamente diminuir a quantidade (ou será o volume?) de esperma, prejudicar gravemente a saúde dos que te rodeiam, provocar a morte. O meu médico ou o farmacêutico da rua podem ajudar-me a deixar de fumar. Fico mais descansado. Qual será a farmácia de serviço mais próxima? A esta hora só no banco das urgências - sabe o que é um toque rectal? -, que os centros de saúde não abrem a desoras de estar a dormir, descansar o esqueleto cuja idade se começa a manifestar. Escrever todos os dias cansa... Merda de vida destas merdas que se nos metem na vontade e de nada servem senão para adiar o encontro inevitável com a própria finitude, finiscência.

Um sono de morte.

Só mais um bocadinho, faltam-me duas horas deste dia azíago de trabalho, uma revisão de textos traduzidos supostamente do alemão para português acerca de lagartas de escadas para cadeiras de rodas, ou serão lagartas para escadas para cadeiras de rodas, só mais um bocadinho. Who cares?

quarta-feira, 5 de maio de 2004

Mais um golpe de mãos (it. 23)

«Ah», disse o rato, «o mundo cada dia fica mais apertado. A princípio era tão grande que até me metia medo, depois continuei a andar e ao longe já se viam os muros à esquerda e à direita, e agora - e não passou assim tanto tempo desde que eu comecei a andar - estou no quarto que me foi destinado e naquele canto está já a armadilha em que vou cair.» «Tens de inverter o sentido de marcha - disse o gato, e comeu-o». (Franz Kafka, Parábolas e Fragmentos, trad. João Barrento).

ou, Sempre no sentido contrário...

Negritos nossos... kLARO.

Warning!

The First Warning Without a Cause... (TFWWC)
Ideias.

terça-feira, 4 de maio de 2004

Uma sugestão, um estudo prévio para enviar ao Saca.

"O mais que, em geral, recebemos da vida, é um conhecimento dela que chega demasiado tarde. Por isso não existem nas minhas obras sentidos exclusivos nem conclusões definidas: são, somente, símbolos de materiais de ilusões fantásticas, a realidade truncada que é a nossa. É preciso que se abandonem ao seu aparente desleixo, às suspensões, às longas elipses, ao assombrado vaivém de ondas que, a pouco e pouco, os levarão ao encontro da treva fatal, indispensável ao renascimento e à renovação do espírito. É necessário que a confiança nos valores comuns se dissolva página a página, que a nossa enganosa coesão interior vá perdendo gradualmente o sentido que não possui e todavia lhe dávamos, para que outra ordem nasça desse choque, pode ser que amargo mas inevitável."

in António Lobo Antunes, Segundo Livro de Crónicas, P.D.Q., 2002, pp. 109-111.

Chiclete (remix)

O que escreveria Stirner na idade do bloque? Talvez escrevessssssse acerca de como a doença (o Estado) segrega a sua própria cura (auto-regulação), de como nos nossos dias o problema é justamente que só escrevem rapazinhos que pretendem demonstrar o quão atinadamente aprenderam a lição de cidadania chã.
Chiclete... por DJ
Engole. É rico em proteínas.

Estranho

escrever de manhã como se o sonho já não estivesse, ausente a meio-gás, yo soy el quebra ley... uma necessidade extrema de café e cigarros, a conclusão do Stirner talvez ainda antes de almoço. Um cão calmo atravessa a casa. Uma questão que decorre da descoberta a que se refere o post anterior: O título será irónico? Como pode um saca-mulas ser misógino? A acompanhar... Gostei da quesão das reticências.
Por aqui também a trabalho a pôr em dia. Além disso, a Arca continua absurda no pior sentido (quem a salva?) e As Finanças andam mais magras que a Engª Manuela Ferreira.
Ideias soltas: Não será o usufruto uma forma de propriedade?

domingo, 2 de maio de 2004

Domingo de pequenas injustiças.

O dia da Mãe sem tempo para conseguir ouvir o Stabat Mater de Vivaldi e a adivinhada derrota leonina. Nenhuma merece maiores comentários. Valha-nos o Remeron 30 mg, o leite com chocolate quente e a prosa inconsolada de Stirner.

sábado, 1 de maio de 2004

Sign out.

Enjoying the morning boredom with a very long shower.
Fuck the others!

...

O auto-comprazimento dos nossos ideólogos em manhãs de sábado e Sumol... Oui, je pense... Devemos encorajar as uniões...

Quadragésimo quinto.

Se a formação é uma mera produção de cidadãos, humanos, qual é a dificuldade em formá-los um tanto melhor? Qsf.

sexta-feira, 30 de abril de 2004

Dia 44.

O último exame antes da consulta de cirurgia, uma Tac (sim, diz-se, grafa-se assim) que teria decorrido normalmente não fossem os desígnios interiores aparentes formas de subjugar o espírito.
Dia 44. Ainda é curta a distância de todos os outros dias, um de cada vez, e impõe-se o mínimo de exaltações precoces de enigmas gritantes. A saúde? Um tremendo manancial de equívocos auto-consentidos, fragilidade essencial.

A propósito de verdades absolutas e... práticas (de pensamento?).

Mais um post, mais uma imodesta confissão de erudita errância, um início de conversa ou nem por isso.
Das leituras, como quase sempre mal-intencionadas, autenticamente criminosas... destacas a seguinte "entre aspas e tudo" para os mais desprevenidos:

"Agora a questão já não é o Estado (a sua constituição, etc.), sou Eu. Com isso, todas perguntas sobre o poder dos príncipes, a constituição, etc., caem no seu verdadeiro abismo, no Nada. Eu, que sou esse nada, farei nascer de mim próprio as minhas criações."

Max Stirner, O Único e a Sua Propriedade, Antígona, Lisboa, p. 186 (tradução, glossário e notas do ilustre João Barrento, posfácio de José A. Bragança de Miranda --> http://pwp.netcabo.pt/jbmiranda/default.htm).

quinta-feira, 29 de abril de 2004

...

Passam as semanas, os dias, os anos e cada vez mais me aproximo do grande encontro com a inevitabilidade do meu fim. Aos quase-quarenta é bom começarmos a ir pensando um pouco melhor, mais de relativamente perto daquilo que verdadeiramente nos importa, nos ensombra e nos assombra. Ao fim de cerca de trinta anos de leitura, por exemplo, que balanço é já possível ir alinhavando do que sobra dos dias, que são um permanente ir alinhavando, que sobejamente conhecidos espectros ainda é imperativo derrubar para além da nossa imprópria humanidade?
Cogito, ergo sunt!
Somos sempre vários, mesmo o inferno da alteridade não nos assombra por outra razão. Pensar nas várias mortes como noutras tantas possibilidades de finitude, arre!, ter de morrer em quantas máscaras do que sou.

quarta-feira, 28 de abril de 2004

Outra vez em vez de um editorial. Obscenidades.

Como obviamente não chegou a existir um chamado "editorial", pelo menos na forma manifesta, explícito, não faço a mínima ideia e, na verdade, não me interessa saber, se algum improvável leitor mais assíduo crê ainda que por aqui se abriga palavreado mais moralista. Se existir esqueçam e se não existir façam como quiserem.
Vem isto a propósito, uma vez mais, da baba justificativa de alguns intermezzos mais satíricos, por vezes mesmo de índole assumidamente brejeira a que, pelos vistos, conseguimos mas não pretendemos excluir. Obsessões impulsivas?
Há pouco a joke olvidada era acerca de um trocadilho giríssimo entre "semifusas" e "semifuças". Ora muito bem, no primeiro caso escusamo-nos a esclarecer o que por tal nobre vocábulo entendemos; já no segundo, e agora finalmente caso vertente, tratar-se-á quer de uma consubstancialização adequada do facto de termos duas fuças gulosa mas irmamente partilhando o nosso descanso da carroça, perdoem-me a franqueza, quer da flexão verbal desconsolada de "fuças" (de fuçar, v.i.) em que alguma putéfia leitora se alambasaria mediante um "tu", por exemplo num "Tu, por acaso, nem fuças mal de todo..." (condescendente), ou mesmo num quase entusiástico e encorajador imperitivo de / na circunstância "Isso, fuça!", ou, num mais estilo mais drástico e simultaneamente marxista ainda "Quem não fuça, não manduca!". Isto para não mencionar o demasiado óbvio e talvez mais precoce uso na qualidade substantiva de um maternal "(a propósito de nada, claro) ...'tás aqui, 'tás a levar uma nas fuças!", uma vez que neste canteiro somos todos muito selectivos.
Foi ou não foi satírico, digam cá?

intermezzo satírico.

Quem não gostar de um generoso e sucolento bife de vaca, não terá acesso ao sumo deste desabafo zoófilo. Avisámos.
Bem, a verdade é que em vez de, como devia, pregar um cobarde pontapé no meu fiel amigo que a esta hora resolve invariavelmente desfiar em latidos que fariam inveja à mais compenetrada das madalenas, o cabrão do cão consegue mesmo é aquilo que pretende que é nada menos do que mais uma dose do drunfo canídeo, como gosto de lhe chamar, mas alguém tinha de anotar este conjunto de joviais pensamentos.
Adiante. Mas, já agora, aproveito para abrir uma janela da sala que isto aqui não se respira mesmo. Vem isto a propósito da introdução de um novo item, chamemos-lhe assim, neste bordel, facto que não dispensa uma elucidação. Comecemos pelo kitsh da designação Semínimas.
Depois falamos disso.
Esqueci-me da sátira.

terça-feira, 27 de abril de 2004

O porquê de alguma incontida não-indignação.

(contributo para curricula futuros)

Estatística (estudos suplementares):

§1. Noventa e oito por cento dos supostos colegas deste curso, sejamos generosos como o escorpião, são nulidades perigosamente próximas do zero absoluto. Comentários.

§2. ...

§3. ...

ad hominem.

Para falar mais tarde...

ou, ainda a propósito de uma citação de George Steiner, recordo como se fosse necessário as Meditações, o cogito, cogitationes, sou pensamentos, palavras, abdico em deus do meu silêncio mais impuro deixando em mim impune o temor da sua divindade. Até quando a hipoteca?

Só por ser à bomba... o renovado Bem aja!

Mordam-se mesmo, de preferência bem acompanhados, os aprendizes de invejosos e, qui Sá?, pesquisadores compulsivos de motores de busca obsolutamente domesticados, com este inocente fruto proibido, sem mais do que um imperdível "petit-reparo".
Roubado sem pinga de pundonor, naturalmente, mas melhorado em bom rigor que também é disso, excelência, que aqui assim se trata.

"A mulher mais simpática que conheci foi enforcada por ter envenenado três criancinhas para receber o dinheiro do seguro."
Sir Arthur Conan Doyle

Pergunta-se: Quem ficou com o dinheiro do seguro?

Vinte minutos

de verdade, uma das poucas coisas que funciona por esta minha casa, o tempo de antecipar a tempo a queda de um ou dois vasos de mizoólogos (não sei se é pretenciosismo) mais corajosos, tempo de saborear a amostra ambulante de favela irmã de quatro autênticos coirões cariocas, tudo neste lugar acaba por se tornar digno de espanto.

Pentecostes para trás das costas, a contribuição impura.

ainda antes de levar o cão a contribuir generosamente, como lhe compete, de resto, para a imundície da chamada calçada portuguesa e saloia do bairro onde tenho, claro, o maior dos desprazeres deste mundo em habitar, com nunca menos de duas ou três mijadelas de lei e, pelo menos, uma robusta bosta canídea não menos prezável, o tempo de dois, por vezes durante mesmo três cigarros em beatífica passada pós-jantaral, resolvi passar por engraçadinho e sugerir, da razia desta minha por vezes demasiado modesta cátedra, aos rapazes da Arca do Monhé um pouco mais de audácia, deste ensejo no tocante à elucidação linguística do fashion-étimo "retoma", abordado pelos meus caros amigos e ilustres, atrever-me-ia, em conformidade, a revolver-lhe antes as popularuchas entranhas partindo de uma dissertação onto-musicológica do não menos mítico Emanuel "(qualquer coisa, não me lembro a sério...) Toma, toma!" Pensem nisso.

I'm sorry?

que caralho será "uma paz de absorção"? (alforreca comentadora dixit)

Na ausência auto-imposta do vinho,

urge o sangue e não basta o trocadilho fácil de "o número dois de Valentim Loureiro na cama...", por exemplo. A zona norte de Faluja (por que não?) está a ser duramente fustigada, it's more like it, logo avacalhado pelo comentário untuoso de ângelo correia. Este caralho, pardon my french, não era um bandalho de um ilustre constitucionalista?

Kill Bill

À espera dos quinhentos (500?) litros de sangue falso da última cepa tarantínica, dou por mim a passar os olhos por mais uma daquelas entrevistas-estopada que nunca deviam ter sido concedidas ao eterno rapaz das entrevistas em exclusivo sempre como se fosse my friend Tom Cruise, how do you feel about your part in this picture?, e depois os gajos riem que nem doidos (Who the fuck is this jurk?), Gracías, I love your country very nice people and young sluts, lovely tortillas, yeah, etc., surpreende-me. Há quanto tempo não me "limito" a ouvir música, a arriscar mesmo uma conversa que acompanhe os bifes sem desvirtuar a carne?

Sweet dreams...

Sonhos de púrpura ... (a comunidade dos cardeais).

domingo, 25 de abril de 2004

A tradução continua.

"O melhor consolo no infortúnio ou aflição de qualquer género será pensar noutras pessoas que estão numa ainda pior aflição do que nós; e isto é uma forma de consolo aberta a cada um. Mas que espantoso destino isto significa para a humanidade como um todo!"
in Os Sofrimentos do Mundo, Arthur Schopenhauer

A circunstância

Trinta anos, teoricamente meia vida, nos dias que correm. A geração intermédia, órfãos de porra-nenhuma. Testemunhas impassíveis de uma farsa como outra qualquer, a que nos coube em sorte. Se não fossim, seria como? Merda de pergunta, merda de dúvida inútil como a sua certeza de outra coisa.

Fui sempre péssimo a geografia.

Às vezes, em noites muito especiais, dá-me para passar horas de lupa a percorrer Atlas, imaginando-me lá. Geografias do fumo, claro.

Inevitável

Tentar lembrar-me do meu exame de geografia, lembro-me de qualquer pergunta sobre apeadeiros, o mapa com os caminhos de ferro nacionais e ultramarinos, a professora gorda que carinhosamente me passava a mão pelos cabelos de risco ao lado e me chamava de 'quinhonitos', altura em que invariavelmente me encolhia na esperança de ter escapado a mais um terno carolo generosamente aviado ou um toque de cana de bambú, expressões de uma intimidade que eu evitava a todo o custo mantendo-me quase permanentemente nas núvens. O meu vinte cinco de Abril teria consequências bem mais nefastas, mas desse dia recordo claramente o medo do director ausente imediato em parte incerta, o "cuidado" com que os professores nos iam informando daquilo que estava a acontecer no país. De resto, pouco mais. Pelo menos hoje.

sábado, 24 de abril de 2004

Regresso à leitura

a Steiner e ao Stirner de O Único e a sua Propriedade. Quem disse que a perfeição não existe no divertimento?

Vinte e quatro

Começo pelo longínquo e, pelo menos para mim que sou quem, o que interessa, desconhecido Nepal, a tremenda quantidade de lugares de onde nos afirmam vir a amostra de deusa que nos ofereceram ontem à noite entre um sorriso e um café, um copo com água desgraçadamente em plástico branco, a contrastar com o castanho-canela do dispensável pauzinho de canela também ele sujeito aos ditames da pós-modernidade, não me apetece virgular quase nada, pensas, ou não te apetece quase nada virgular? Começo com um desconhecido Molly Malone, início de outra perda de tempo em dvd, puro divertimento consentido noutro sábado sem grande história, acompanhado de inevitáveis cigarros e água tónica fresca. Vinte e quatro. Fotografias e poias dementes, sobreviventes de uma evolução de Abril que ainda falam em anti-fascismo e ser de esquerda.
Vinte e quatro. Nothing compares 2 U. A necessidade de todos aqueles encontros furtivos, nada disso regressou neste momento, tudo perdido num passado de partilhas, conversas intermináveis antes do sossego do sexo e sono intranquilo. Acordar quase sempre com bilhetinhos bonitos, uma paisagem de mar que viria a sufocar-me poucos anos mais tarde. Uma flor, um beijo escrito e uma promessa de fogoso reencontro. Que desculpas inventavas nessa altura para as tuas ausências? Não fazes a mínima ideia, mas deviam ser certeiras no regresso a casa ou ao telefone, quase sempre quando ela se ausentava por algumas semanas. Cerveja e haxixe e leituras, deambulações e fodas memoráveis. Um intervalo diferente na indiferença sonâmbula dos dias. Mais um dos teus casos sérios de paixão e escrita entre estações ferroviárias, uma certa ideia de mobilidade que tantas vezes agora ainda recordas com saudade. Como é um facto nunca te teres encarado por muito tempo num lugar, dois anos, o tempo de assentar e depois partir. A necessidade permanente de movimento que só por breves meses conseguias mitigar.
Sábado. Nada. Vinte e quatro, contos.

sábado, 17 de abril de 2004

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"Por fim, como diz Rorty, a análise linguística poderá ter na sua tarefa de exorcismo um êxito tal que 'acabemos por ver a filosofia como uma doença cultural finalmente curada"'.
Depois de Babel, p. 243

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Quando leio Steiner, ao que parece na ordem do dia, penso na distância entre este tipo de apropriação que dele faço e a "suspeita" de genialidade que nutri por alguns dos meus professores. (cont.)

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Depois de pelo menos cem mil candidatos a Nobel da literatura (um tacho do caraças para quem é mais dado às letras) terem comprado o Ensaio, haverá ainda quem se interrogue entre os muito mais numerosos génios sem semelhante pretensão sobre a utilidade da possível compra? A angústia do editor não era visível hoje na Fnac do Chiado. Mas que dizer do escrupuloso leitor? Mal não faz, só desta vez. Pode até ser que o homem escreva afinal. Mas apenas depois da aquisição do II Vol. da Auto-biografia do Senhor Prof. Cavaco Silva. O Equador, já tenho, claro. Está muito bem escrito.

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Seguramente com muito que fazer, mas ainda mais certo de não ter vontade nenhuma, dou por mim a decidir "reparar" que a maioria dos bloques portugueses optam por títulos que oscilam entre 1) a graçola ao melhor estilo em vigor (um dia os monstrinhos do herman seriam inevitáveis) e 2) a muito pessoana (para existencialista, cf. Camus, "o juíz-penitente") contradição abjecta. Exemplos? Ou 1) A Minha Sogra é um Boi, etc; ou 2) O Senhor Subserviente.

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A necessidade de fazer planos, arrumações, mais uma vez. O caos intemporal dos dias assim.
O peixe fresco promete uma leve distracção degustativa.

quinta-feira, 15 de abril de 2004

Ainda mais uma canção?

O que pedimos à vida, além de tudo o que desconhecemos, num dia novo, quase outro Verão antecipado, além de mais uma canção? Sede insatisfeita de um tempo aprazado.
- Parabéns a você...
- Obrigado.

Viva a República, pum!

Nove anos de Mariana? A única Princesa republicana que me foi dada conhecer. Parabéns aos pais (qual deles o mais) babados. Como o tempo passa nesta monarquia... Urra!!!

segunda-feira, 12 de abril de 2004

Escrita invisível.

Ao contrário do pó. Alguns livros que podiam ser muitos mais, marcar muito menos quem os leu e guardou para recordar.

Escrita de mais.

O problema da escrita é, entre muitos outros, como é óbvio, um problema insolúvel, como limpar o pó do chão. Soluciona-se limpando. Cortando e estropiando o mais possível todas as frases que nos ocorrem, sobretudo quando temos a pretensão de estar a fazer sentido a um outro espírito qualquer num dado momento, como quando, na realidade, nos fazemos passar por infinitamente mais estúpidos do que inevitavelmente somos, ao escrever. Como num divertimento pascaliano sempre a propósito. O tempo fui eu.

Como quase sempre, a despropósito de haver

necessidade premente de quem?, de quê?, resposta já pronta na da língua ponta, cumprir com uma tarefa doméstica semanal, às vezes nem tanto, nem sequer tento, o aspirador jazendo mais inspirado do que um Bocage à entrada de uma qualquer ressaca, sempre de saída, na direcção contrária, como se da natureza inerte daquele invólucro plástico vermelho, de maquinaria e fios variados que supostamente nos facilitaria a vida, uma necessidade urgentíssima de escrever, uma súbita sensação de que agora mesmo tarda o peso nos braços de tanto erguer copos, um silêncio de bradar aos céus na tarde calma de regressos a casa, ao bairro provinciano de uma cidade envelhecida e ao mesmo tempo completamente repleta de seres que nada têm de novo a não ser o facto de coexistirem connosco num espaço que não pertence a nenhum de nós. Acender as luzes, procurar o pó? O fumo e o regresso ainda lento da ternura, os meus dias. Quatro (4), dá que pensar em outras quadraturas, águas-tónicas sem contar com o odioso refrigerante do almoço. O pó.

domingo, 11 de abril de 2004

Porque é que a água tónica me faz recordar o inenarrável pEDRO mEXIA?

Só podia, só podia ser a depre de domingo à hora de jantar, ficar a saber que o benfica ganhou 2-1 ao paços de ferreira... A goleada do (meu) Sporting e o alegado caso de extra-conjugalidade de David Beckham cujo, garante a esposa, casamento "está para durar..." Poupo-me.