sábado, 4 de dezembro de 2004

Credo (revisited) e não só...

Oração*

Was weiss ich über Gott und den Zweck des Lebens?
Ich weiss, dass diese Welt ist.
Dass ich in ihr stehe wie ein Auge in seinem Gesichtsfeld.
Dass etwas an ihr problematisch ist, was wir ihren Sinn nennen.
Dass dieser Sinn nicht ihn ihr liegt, sondern ausser ihr. [Vgl. 6.41]
Dass das Leben die Welt ist. [Vgl. 5.621]
Dass mein Wille die Welt durchdringt.
Dass mein Wille gut oder böse ist.
Dass also Gut und Böse mit dem Sinn der Welt irgendwie zusammenhängt.
Den Sinn des Lebens, d.i. den Sinn der Welt, können wir Gott nennen.
Und das Gleichnis von Gott als einem Vater daran knüpfen.
Das Gebet ist der Gedanke an den Sinn des Lebens.
Ich kann die Geschehnisse der Welt nicht nach meinem Willen lenken, sondern bin vollkommen machtlos.
Nur so kann ich mich unhabhängig von der Welt machen – und sie also doch in gewissem Sinne beherrschen – indem ich auf einen Einfluss auf die Geschehnisse verzichte.

* Ludwig Wittgenstein a 11.06.1916 não usou título. Os nºs remetem, obviamente, para o Tractatus.

***

L’ ÉTRANGER

«Qui aimes-tu le mieux, homme énigmatique, dis?
ton père, ta mère, ta soeur ou ton frère?
- Je n’ai ni père, ni mère, ni soeur, ni frère.
- Tes amis?
- Vous vous servez là d’une parole dont le sens
m’est resté jusqu’à ce jour inconnu.
- Ta patrie?
- J’ignore sur quelle latitude elle est située.
- La beauté?
- Je l’aimerais volontiers, déesse et immortelle.
- L’or?
- Je le hais comme vous haïssez Dieu.
- Eh! Qu’aimes tu donc, extraordinaire étranger.
- J’aime les nuages… les nuages qui passent…
là-bas… làs bas… les merveilleux nuages!»


Charles Baudelaire, Oeuvres Complètes, Bibliotèque de la Plêiade, Gallimard, Paris, 1975.

***

Ao lavar os dentes, por Ruy Belo


Ruy Belo

Ao lavar os dentes

Ao meio da tarde não sei porquê quando mais cadeiras se arrastam nos ladrilhos
e há mais pessoas no pequeno café isolado na vizinhança do mar
e eu a bem dizer já não sei que fazer das minhas duas mãos
e dou graças a deus por serem não mais que duas porque senão
é que não saberia mesmo o que fazer das mãos que tivesse
mais ou menos a meio da tarde quando a dois passos já há um centro de sombra e
há a minha pena de que haja vento e haja muitos dias à sombra
talvez por me faltar já a segurança do sol pouco antes imóvel
pairando no alto sobre a cal calma das casas sobre as folhas mais largas dos plátanos
reuno os papéis dispersos na mesa pago os cafés diversos que fui tomando
e dirijo-me com um profundo encolher de ombros apressadamente para casa
A penumbra interior da casa o facto de a essa hora não haver ninguém em casa
a convicção de que o sol já deve ter dado a volta a uma sombra redonda
rodeará a mesa junto à janela onde costumo escrever
a incidência muito particular da luz a meio da tarde eis aí outros
tantos factores susceptíveis de explicar pelo menos em parte
ou pelo menos na medida em que uma coisa se pode explicar
que eu caminhe para casa e pense que me devo sentir então bem em casa
Gosto de entrar e de mal entrar logo começar a lavar os dentes
e de os lavar como se ao lavá-los eu lavasse mais do que os dentes
ou fizesse outra coisa que não lavá-los pensando talvez numa coisa
qualquer que não existirá não só para além do espelho que tenho na frente
como nem sequer na vida que outrora também tinha quase toda na frente
e agora se perde quase toda nas minhas costas como coisa que nunca vi
ou não é visível no espelho ou pelo menos não vejo no espelho
porque a verdade é que nem mesmo vejo o espelho e só daria bem pelo espelho
no momento em que o tirassem e fosse tarde demais para eu dar bem por ele
As coisas em que penso não existirão muitas vezes talvez a não ser
no meu pensamento ou então o meu pensamento modifica-as dá-lhes possivelmente
uma forma diferente da que têm ou terão na realidade como por exemplo
aquela mulher que há tanto tempo amei que nem mesmo sei bem se a amei
e que a noite passada enquanto eu dormia e vivia essa vida intermédia dos sonhos
emergiu de repente sem mais nem menos como uma mulher irresistível para mim
para mais manietado pelo sono da superfície aquática do sonho
e sobressaiu entre as demais coisas porventura mais ou menos sonhadas
e deixou uma esteira indelével e nítida na minha memória como um
apelo cavo e prolongado mesmo depois de eu ter acordado esteira só dispersa a meia manhã
quando já outras pessoas e outros apelos quase por completo ocupavam
o território movimentado e confuso como uma feira da minha vida
da única vida que vivo e não é mais que estas coisas que faço
ao longo do dia nos campos no café ou principalmente aqui em casa
onde agora lavo os dentes como se nunca antes tivesse lavado os dentes
Lavo os dentes e descubro imensas coisas enquanto os lavo e decerto
lavaria muitas mais vezes os dentes ao dia se antecipadamente soubesse que descobriria
tantas coisas como agora descubro e não são os dentes nem as gengivas
nem qualquer destas coisas das quais aliás falo só por falar
através de palavras que deito para trás das costas como a vida que vivi
e se perderão para mim exactamente como essa vida palavras que nem mesmo conseguirei
ver no espelho onde aliás nada vejo a não ser as gengivas e os dentes
e a boca aberta de um homem que lava contente os dentes
ou pelo menos os lava como uma forma de estar à tarde sozinho em casa
e se sente bem sozinho e gosta moderadamente de estar em casa
pelo menos porque assim não está no café onde a essa hora
há mais pessoas e há o ruído de muitas cadeiras e onde se então estivesse
o mais certo seria sentir o desejo de se levantar e ir para casa
talvez porque já não sabe o que há-de fazer das mãos
ou porque o sol deu a volta à casa e deixou na sombra e no silêncio da tarde
a mesa redonda junto à janela onde costuma escrever
como se porventura escrever fosse mais alguma coisa do que escrever
ou porque pode lavar os dentes com a convicção estritamente suficiente
para lavar os dentes num gesto curto do braço curvo
em casa à tarde sozinho com uma tarde não sabe bem porquê
um pouco mais lá fora nos campos que ali dentro de casa
com a maior parte da vida já para trás das costas
com um certo número de palavras como a vida deitadas para trás das costas
e deitar palavras para trás das costas fosse alguma coisa como semear
meter em andamento através do campo lavrado a mão na serapilheira
dependurada no ombro esquerdo tirar ritmadamente um punhado de semente
e espalhar a semente ao vento nos sulcos antes abertos pela charrua
como se deitar palavras para trás das costas que é afinal o gesto de quem escreve
fosse pelo menos lavar os dentes. Não queiram saber quem sou
ou se porventura alguém por curiosidade ou forma de passar o tempo
quiser alguma vez saber quem sou que veja como lavo os dentes
e que estou tanto nessa lavagem dos dentes como toda a pessoa que lava os dentes
sozinha em casa a uma certa hora da tarde na casa em sombra

Ruy Belo

... sempre visitáveis no defunto O Saca-mulas Oriental.


Memórias

... num 4 de Dezembro de há muitos, muitos, anos morreu um excelentíssimo senhor chamado Francisco Sá-Carneiro e houve "festa" grossa lá em casa por a minha mãe ter tido a ousadia de manifestar algum sentimento humano (lágrimas) por alguém que morre. Para o senhor meu pai, claro, tratava-se apenas da morte de mais um fascista de merda, ou algo assim.
... noutro quatro de Dezembro, lembro-me bem melhor, tentei suicidar-me duas vezes seguidas a 3 e 4, respectivamente, mas não resultou. Dia 4 o meu amigo faz anos - agora não falamos há quase três... Ficou aqui o doloroso registo, a memória de muitos-muitos diários queimados e a irónica oferta do meu melhor amigo, o livro que já possuia noutra edição, "Dias Felizes" de Samuel Beckett.

é assim, a meretriz.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2004

Claro

é isso mesmo, a linguagem a falar quase como antigamente, a pedir, sinto-a chamar, a dizer, por assim dizer, nem sequer como à perpetuamente delirante modalidade, antónio e don-contemporâneo;
tanto antónio, tanto e-Encantador de serpentes, perigosíssimos espécimes nos dias que vão correndo devagar;
falar por falar, por sentir um aperto nas muitíssimo boas e felizmente não mais que duas pernas...

sss ... / ... sss

como em antigamente, lá, sempre
na serpente inicial

de todo o desassossego
desassossegado.
feelin' groovy
com quase quarenta e um.

um.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2004

Dia 315.

"Ai, 1640!!!" (não me lembro do resto do poema, mas é o que me lembro ao acordar), in K4 Quadrado Azul

QSFodam tb eles &, exactamente ao mesmo tempo, um sentimento muito 'tuga de Viva Portugal!!!
Que sentimentos merdosos estes, bacôcos...

A propos, vou almoçar com duas (2!) amigas espanholas... Deve ser esse o sentido mais íntimo e profundo da Restauração que se comemora.

Bom apetite para mim. Claro.


E Viva Portugal!

terça-feira, 30 de novembro de 2004

Dia 314?

Que diferença faz? Toda a diferença. Então porquê este vazio, este negro inimigo da linguagem?

sábado, 27 de novembro de 2004

Dia 311.

Acordar. Céu cinzento, torres gémeas industriais, o Sado visto de um 4º andar.
Silêncio.

quinta-feira, 25 de novembro de 2004

dia D

like in Desembarque na Normandia (para os mais curiosos...)

I love myself.

terça-feira, 23 de novembro de 2004

Dia 307, id est, após aquele que ficará conhecido como...

...o pequeníssimo Grande crash de Campolide, aqui estamos nós de bem com o Mundo, mas sobretudo com o regresso-regresso* a ele, em grande forma física-geral (exceptuando, SS, as minhas queridas e felizmente apenas duas pernas) - Não esqueçam... - e força (aí, ainda não sopesei realmente) e, ainda pelos variadíssimos lados possíveis, com uma visão que, passo a citar, "funciona a 120%" (menina da Multi** dixit, além dos bem mais prosáicos e deprimentes 40% de desconto, o que nestes tempos absurdamente benfiquistas e balôfos, não é de modo algum chita-chita*...), desta feita a partir de um dos nossos refúgios sadinos, a repurtar para todas/os nossas/os estimadas/os leitoras/as! As Gajas também podem ler, claro, e descansem que não emprenham pelos ouvidos!!!

Andreia é a palavra-de-ordem, do grego-antigo, o mote sedento destes e, espera-se, dos próximos dias/dias*... numa espécie de merecido talvez descanso do herói, um tema recorrente e a cada dia mais actual que nunca (lol, la mort, toujours..., les jeux d'amour) na modesta vida deste Vosso campónio-urbano de serviço, mas por pouco... Adiante! & em seguida!, e para qualquer sítio onde a vil paisagem juntamente-em conluio com a subgente de província me não perturbe a mais que merecida paz de espírito (não, não sei como se diz em grego!, foda-se...).

Mano Novo ao pequeno-almoço (tardio, como se impunha), Os Dias da Madredeus (a primeiríssima colheita de 1988, alguém se lembra?), Malevitch, e uma série de pequenos e tremendos regalos!

O peixe-espada grelhado é mesmo em Setúbal, cabrão do caralho, onde só eu sei e o gajo não, caralho! E só é pena já não haver pernas, nem cu, para nos pagarem peixes-espada desses, da infância.

Morram, portanto, de inveja!.

Kalimero!

===»

* - é de propósito.

** - idem

*** - ibidem

...é Pá, dp explicú!


domingo, 21 de novembro de 2004

Dia quantos???

Ãh???!!!...

sexta-feira, 12 de novembro de 2004

Ter... No dia 237 (Salvo erro...).

Ter amiga/os é muito Bom, aliás,
é excelente...
---
Talvez um dia faça o desenho, para todas/os
aquelas/os que me acompanham nesta epopeia
de polichinelo que tem sido a minha viagem
nestes últimos dias...
Um bicudíssimo Bem Hajam a toda/os elas/es.

terça-feira, 2 de novembro de 2004

os amigos...

dos nossos amigos, nossos amigos são. Ou, Princípio da insalubridade de quase todas as coisas...
aqui fica o recado.
...

bonjour again, aufwachen!

...
a genialidade de um bn
consiste em apagar tudo à sua volta
esgotar os recursos alheios
como uma sanguessuga.
...
a cobardia de ser.
o envenenamento do Ser.
...
outra beata de deus.
...
Acordai!

segunda-feira, 1 de novembro de 2004

Antes da sopa...

"A vossa segurança está nas vossas mãos. As nações que não nos atacarem não serão atacadas", sustenta B.L. "Apesar de estarmos a entrar no quarto ano após o 11 de Setembro, Bush continua a mentir-vos e a esconder-vos a verdade", acrescenta.
...
o Sr. das Barbas...

caprichos 2 (2ª versão, melhorada, improoved...)

9 Salmos

"A alma de Deus está com os pescadores"

IX.

Já nada temo, já
não temo,
o que vai chegar.
Extinguiu-se a minha fome,
o meu tormento bebido até à última
gota; o meu morrer torna-me feliz.
Levo os meus peixes
para a montanha.
Está tudo nos peixes, aquilo
que deixo ficar para trás.
Nos peixes está a minha tristeza -
e o meu fracasso está nos peixes.
Direi,
quão magnífica a terra é, quando chegar
que sumptuosa é a Terra...
Sem precisar de ter medo.
Espero
que o Senhor espere por mim.

in Neun Psalmen, Thomas Bernhard; tradução de A.Q.

caprichos...

a palavra que me faltava para terminar esta manhã de fumo e beleza int(r)ocáveis, imperdíveis, antes da cerimónia. Tentar escrever alguma coisa, chegar a algum lado antes de sair de casa para os sorrisos e olhares de partilha.

Passo os olhos por aqui e sou forçado a dizer que de vez em quando vale a pena ler JPP e o seu Abrupto. Além disso, passeio por aqui, pela segunda vez como se de um leitor me tratasse...

el hombre a venir...

Diga Bom dia ...de Todos os Santos!

Ter amigos é muito bom...
(poema em prosa...)
...
adiante. as notícias...
... declarações de António Barreto, sociólogo.

Bom dia!


domingo, 31 de outubro de 2004

Variações...

...
como é que existem "casos" assim?
- sem explicação, é para isso que apontamos, quando ouvimos Glenn Gould?
apontamos para onde, qual é o gesto que abre o segredo? descodifica, chave. Chão.

Ter pernas é muito bom para poder
ir buscar batatas...

Que comparação possível?
...
a Uma Padeira...
mãe de todos os poetas, Mãe.
Só.
...
O perdão de todas as mães. A salvação
da alma. O puro delírio do canto
de quem se ouve a si mesmo noutro
registo sonoro, outra escala, valoração
desmedida...
...
perfeição, beleza, sublime.
os temas.
- em 3 (três!) páginas...
...
& mais uma valente dose de esquecimento
de tudo isto um dia.
...

na companhia de...

... witt e outros fantasmas mais ou menos conhecidos, antes de sair, sozinho. Pensar em movimento. Ar fresco.
Não sei.
Mesmo sem ...
Vamos acreditar no amor outra vez, ser enganado conscientemente, como se fosse normal. Banal. Absolutamente banal e verdadeiro. Absurdo de tão verdadeiro. Poesia e pensamento, martin heidegger.
...
todos os nossos ais, os semi-abafados uis, sons de um amor imaginado, tarde de final de outubro, delírio, troca de horas, desvario. Haxixe, a D.. Dionísa...
...
*
...
alegria sexual verdadeira, séria. Beijo, metralhadora.
unterwegs...
a lado nenhum.
...
que raio de manias...

Malta.

acordar luminoso

... toda a gente sabe, M., o que custa acordar de um sonho mau, reparar por fim no tempo perdido, acontece a todos -pelo menos - uma vez que seja nesta puta da vida, daí ser tão difícil pôr por palavra-própria aquilo que queria dizer... etc.
...
fuckin' unbelievable, inconcebível, PJM.
...
mudemos de ass:
...
mudemos.

*


sábado, 30 de outubro de 2004

António Maria Lisboa in memoriam...


António Maria Lisboa.

«O homem não é um "animal". Esta catalogação é um erro da Biologia.»

in Poesia de António Maria Lisboa, A.&A., Documenta Poética 5, ...
...

Primeiro charuto do dia (225) ...

a história... contar. ouvir dizer. um Poema o que é? o que é que o define?

tudo em 3 pps, dactilografadas. A4., supõe-se.

(um aluno/vários por ele, o Sr.) Ludwig Wittgenstein, Aulas e Conversas, Cotovia, lx.

Bons sonhos!

sexta-feira, 29 de outubro de 2004

Ter pernas é...

ter pernas é muito bom...

podemos sempre ir passear o cão todas as noites, a pé devagar, aproveitando para respirar o ar frio de Monsanto, nesta noite, graças a Ele, mais respirável desde que Santana saiu da CML... e das instalações da residência do Presidente da CML...

A bem da Nação!

Boa noite...

Chuva...

efexor xr... acrescentar ao glossário.
Bom dia!

quarta-feira, 27 de outubro de 2004

Dia ... Tarde de sol.

Além das aulas e de uma devolução de um livro, a boa nova é que me esqueci.
...
não é costume. ("na cinza") Das horas.
...
Há novidades de A.Q. aqui.

terça-feira, 26 de outubro de 2004

Dez da noite...

...tudo isto cansa. Deve ser da minha visão a 120%...
Sporting ganha.
O Nascimento..., Rel. d'Água, Lisboa, ... (Introd. A. Marques)
...
Panter, Mignon.

apressadinho

segunda-feira, 25 de outubro de 2004

domingo, 24 de outubro de 2004

17:00

a paz.

Dia 219. O Santo Domingo...

... começa com o acordar ao som de vozes de crianças a horas inconfessáveis da manhã...
Bom Dia!

sábado, 23 de outubro de 2004

Dia 218. Sábado.

... acordar "atrasado"..., Bom dia!, p.-A., leituras e café com charuto...

Martin Heidegger, Approche de Hölderlin, Gallimard...
Ludwig Wittgenstein, Aulas e Conversas, Cotovia, Lx.

banalidades de início de dia...

sexta-feira, 22 de outubro de 2004

Dia 217...

"A escrita e a linguagem enquanto operações mágicas, evocação encantatória."

Escritos Íntimos, Charles Baudelaire.

Shalom!

quinta-feira, 21 de outubro de 2004

Início de Mestrado com ...

... MFM, Estética e Arte Contemporânea, 17:00.
Guten Tag, António!

quarta-feira, 20 de outubro de 2004

terça-feira, 19 de outubro de 2004

Dia 214...

Chuva...
E um óptimo dia!

segunda-feira, 18 de outubro de 2004

213...

Existem dias mais-que-excelentes?
- Sim.

domingo, 17 de outubro de 2004

212...

Café e madrugada dentro com E. e B., alé da Jo, claro.
Noite assombrosa... Filme: Willard - A Mansão do Terror...
Crème e conversa. 5 estrelas...
Bom dia!

sábado, 16 de outubro de 2004


Thomas Bernhard.

O fim d' O Saca-Mulas e uma citação...

O Fim d' O Saca-Mulas Oriental e uma citação muito especial...

até já.

Visual novo...

... e lá se perderam uma série de coisas...

211. (cont.)

Só para saudar este meu Dia e, com algum atraso, "recomendar" a leitura do novíssimo Meu Bazar de Idéias, do meu amigo S.P., cujo link também por cá está nas minhas Marias Madalenas...

Saravá!

Dia 211. Rapidinha, exausto.

Ontem já... Dia magnífico por todas as razões menos uma. Mas, finalmente o reencontro com um amigo. Coragem Pedro!
Obrigado. E mais ainda a quem sei que sabe que sei...
Sem mais.
O resto é prived...

quinta-feira, 14 de outubro de 2004

Dia 209. Um dia em cheio...

... dia D para a rameira da Chamussa, início de Seminário de tradução com o meu amigo António e, com sorte, o reencontro com o Pedro.

Bom dia!

quarta-feira, 13 de outubro de 2004

Dia 208.

I.

Que Zeus esteja comigo e com quem quiser ter a bondade de ler estas palavras!
Compreendi - já não era sem tempo, diga-se, e talvez até de certo modo já o merecesse, uma vez que além de ter estudado diversos autores, traduzi, por exemplo, obras fundamentais de filósofos tão relevantes do séc. XX, tais como como Hans-Georg Gadamer (do alemão), Paul Ricouer, Michel Meyer, editadas pelas incontornáveis (para o estudante de filosofia em Portugal), embora por vezes absolutamente incompetentes Edições 70, sob a direcção e revisão (com que por diversas vezes discordei) do Dr. Artur Morão, com a humildade que me foi possível, um pouco, mas aceito perfeitamente as coisas como elas são - o que é SER filósofo, entre algumas outras coisas, ou, pelo menos o que entendo pelo amor à sabedoria (Platão, atribui algures esta "definição" ao seu Mestre e amado Sócrates, se a memória não me falha...).

(...)

dp conto mais... lol.

BOM DIA!








terça-feira, 12 de outubro de 2004

Começo do dia 207. Notas partilhadas.

Ainda de ontem, por falta de tempo. Algumas notas importantes (para mim, naturalmente).

A numeração não corresponde a nenhuma ordem de prioridade/importância.

1.

2.

3.

(volto já)

segunda-feira, 11 de outubro de 2004

sexta-feira, 8 de outubro de 2004

Ainda antes do fim do dia

... uma morte anunciada. Dp explico...

Dia 203. Busy...

...ocupado com o novo elemento cá do T1: sim, é um Macho, saudável q.b., com cerca de um mês de idade, aparentemente abandonado - não mostra sinais de estranheza, pelo contrário... - e que, finalmente, acabou de ser ontem baptizado com o belo nome de Jeremias.





Jeremias (O Fora da Lei?)...

*
Além disso, id est, do velho Max (que resolveu ser "mãe" do outro...) e da bela da Patroa desta malta toda, não necessariamente por esta ordem, naturalmente, só as grandes arrumações há muito adiadas, a frequência assídua das aulas na FCSH - UNL (por mim rebaptizada de "Chapitô 2"...) e algumas leituras muito, muito sérias, claro. Sobra pouco tempo para escrever.
*
Fica explicado. Bom dia!

quarta-feira, 6 de outubro de 2004


A vedeta... (dp mostro o resto...)

Uma novidade que há-de ter nome...

Um/a gato/a... com dias passa a viver cá em casa... Lindo.

terça-feira, 5 de outubro de 2004

Dia 200.

Obrigado. E ua xã illãh a contagem dos dias siga em frente! Mas, acima de tudo, muito Obrigado!

domingo, 3 de outubro de 2004


Luz boa, ontem.

Domingo...

...talvez andar, pensar... the same old me. Resta escolher a companhia. Dá-me ideia (lol) que levo a minha última aquisição, a saber:
Eu, Pierre Rivière, que degolei a minha Mãe, a minha Irmã e o meu Irmão..., Prefácio de Michel Foucault, Terramar, Lisboa.
Parece-me bem.

sábado, 2 de outubro de 2004

Die Rose ist ohne warum...




Amo esta fotografia. Nem sem atrevam a perguntar porquê.

Auto-crítica? Não, obrigado!

De repente dou por mim a pensar, em vez de estar algures numa esplanada a tomar um café e a usufruir da paisagem, em quanto de (absoluta?) mentira contém esta porra de Blogue...

Já volto. Apetece-me andar... pensar em movimento, como aconselha o mestre.
Largar por instantes, horas, esta doença.

Dia 297***. Sábado de outono e sol.

...
parece que afinal O Saca só há-de sair hoje... Não me perguntem porquê.
...
resolvi limpar algumas MM's da lista, sobretudo as ingratas... talvez acrescente outras "à experiência"...
...
tabaco, café, erva, VPV, etc.
...
trabalho, só.
---
*** Adenda a 04.X.04 =» Por lapso (jungiano, lacaniano?), ou porventura pela minha total e atestada nulidade em cálculo de qualquer tipo, não faço a menor ideia, acrescentei inadvertidamente 100 dias à minha absoluta abstinência sem me aperceber. Só agora reparei - graças à observação de uma amiga... As minhas desculpas.

quinta-feira, 30 de setembro de 2004

Parabéns a você...

nesta data querida...
Parabéns, minha querida Jo!



... e um beijo inocente...

quarta-feira, 29 de setembro de 2004


Charles Baudelaire.

aDivinhem...


Natália Correia.

... onde vou estar a esfumaçar? ....

&

bom dia!

depois

de um dia (ontem, até há pouco ainda) em que posso afirmar, sinto-o mesmo, com a coragem de um sócrates, pelo menos, para não ter de falar ainda muito mais remotamente em píndaro desde já, para não assustar a nobre caça, por assim dizer, resolvi a esta hora adiantada desta minha noite pôr aqui por escrito a escrita em dia e, entre outras coisas, não hesitar um segundo sequer em recomendar um/a Vosso/a saltinho/a aqui assim, que vale mesmo a pena, espanto garantido!, apesar da ou antes talvez pela ausência de curiosidade, não é nada de novo o que se apresenta, mas achei graça, soltou-me um sorriso, agradecendo desde já ao - words... - a partir de hoje lido e recomendado blogue: All Pigs Must Die!, sem favor absolutamente nenhum da minha parte. via..., via... e em análise de merecimento de link em curso...
...
é sempre agora este depois, quase sempre, sempre de chofre, sempre a rasgar inesperadamente uma nova possibilidade deste reconhecimento de algum humano pelo menos.
depois conto melhor...
...
a minha vida sem os livros, sem lê-los muito. além da já celebrada ida à biblioteca da Escola de que se junta foto comprovativa em anexo,


As armas do crime... meio desfocadas, como convém a auras, vestígios de outras coisas, passagens.

... e, naturalmente, 2 cartões com correspondentes e respectivas chamadas fotografias tipo-passe entregues depois...
está pronto às dez horas amanhã! (o quê?, qual deles?, o verdinho?)
mas não posso levar já livros
pode
...
explique-me só um pouco como isto funciona
no meu tempo não era assim
etc.
obrigado. silêncio.
e saio com nada menos do que baudelaire, nietzsche e As Margens de derrida, para início de época festiva (blues) outonal.
e a notícia, sim, ainda uma notícia livresca, a da abertura amanhã à tarde suponho da Feira da Rua Anchieta, ao Chiado. descontos até 80 % em livros...
os livros...
o sono.
*
Bom dia!

segunda-feira, 27 de setembro de 2004

O dia no seu melhor. Dia 192...

Alguns agradecimentos bibliográficos:
o Gilgamés, "do" Bóttero, ed. de 1992 - Vera, primeiro as senhoras...;
e os poemas: Le Voyage e L'Invitation au voyage, das Flores de Baudelaire, (ed. bilingue) - Pedro.
...
& temos homem para ler...
Bom dia!

Tell me why... I don't like mondays, etc

calor. sede, publicidade sem sentido na tv que passa ainda acesa supõe-se, a vida ainda e sempre por um fio, umas bolachas deliciosas e água fresca e não ficam por aqui todos estes descaminhos.
Boa noite.

sexta-feira, 24 de setembro de 2004

ANOTO 1

Que os meus conjurados têm uma média de 100 visitas por Número (a partir do actual Nº 18, passou a quinzenal e questiona-se a sua continuação) - mais concretamente de 98,888888888... ad infinitum. O que significa isso em rigor em termos de leitores? Just curious... ou já cansado suficiente por hoje.
Dia muito emotivo, rico em figuras do humano em mim...
*
Dia de receios e dúvidas também. Nada de novo, portanto. The same old me...

Dia antes de amanhã...

O regresso à Escola, ao re-encontro com um velho-novíssimo mestre destas coisas sem importância, o regresso à fenomenologia pura e dura, de certo modo, o regresso a uma determinada casa da minha existência, ou pelo menos a uma das suas salas mais desejadas e temidas ao mesmo tempo, mais povoadas de espectros risonhos, como convém sabe-se lá a quem.
Regressei, sim.
Ao pó e ventania pelos inauditos olhares de Píndaro e Hölderlin, ampliados pela lupa de mestre António, numa tematização pura e dura do tempo e do destino daquilo a que somos convocados.
Só o poeta tocará a lira de Apolo, apazigua Cronos? - Vamos ver se sim e como, claro. Por miúdos, klein Geld, bitte!...
Euforia.

domingo, 19 de setembro de 2004

Acabadinho de chegar...

...
do concerto no Keil
com o vento a assobiar
do Gabriel o pensador
com vontade de... rimar
não 'tivesse lá o Sérgio
tinha sido de arrasar...

and so on...

(já não idade, nem saúde..., para isto.)

Vou levar o mAX ao passeio...
yô!

*

sexta-feira, 17 de setembro de 2004

Adivinhem...


Sarah Bernard, a crucificada...

adivinhem onde (guess where) ... É o Número 18 d' O Saca-Mulas Oriental, claro!, com um número a deixar antever outros silêncios... Enfim. Nada de demasiado importante.
Era para me ficar por aqui, mas... "explico" só que a vontade de silêncio não é só minha, ao que parece.
Além disso, acrescentámos algumas Madalenas...
Obrigado pela paciência.

quarta-feira, 15 de setembro de 2004

segunda-feira, 6 de setembro de 2004

Dia ... Primeiro de férias.

Madrugada dentro outra vez, como sempre, sabe bem este silêncio, a fumar charutos atrás de charuto e, em bom rigor, a matutar, desta vez depois dos últimos retoques na arrumação da minha trouxa de urbano-depre-campista-passivo. Antes, ainda, de ir ver outros mundos no mundo...
Uns curtos dias em que hão-de tratar-me por companheiro... quase à porta de casa da Jo. Crisis, what crisis?, não é verdade? Não há misérias, não senhor, um ano não são anos e melhores dias virão. Ou talvez...
*
e há novidades no sítio do costume...

Laura...

domingo, 5 de setembro de 2004

E regressamos ao old fashioned but first template...

...assim, sem mais nem porquê (como a Rosa), regressamos ao primeiro look, talvez um pouco out, mas enfim. Quem não gostar... azar.
E vai surgir mais eskrita por aqui por estas bandas.



Workin' a litlle bit harder..., AQ.

Já vos falei do nascimento de A.Q. (assina: AQ.), não já?


Cinzeiro improvisado, AQ.

Arrumações. Madrugada dentro de domingo. Água... Fumo.

Nocturno, silencioso e arrumador de pedaços de vida
que foram ficando retidos na poeira dos dias.
Esta noite estou tão...
Limpezas. Decisões.

sábado, 4 de setembro de 2004

Dia 169.

Sábado em lap alheio, por motivo estranho à nossa vontades, chuva e Ferré, bem-vindo Outono, A vida de artista...
Bom dia...

quinta-feira, 2 de setembro de 2004

Adivinhem onde vou estar?


Friedrich Nietzsche.

...o Senhor dos Bigodes esta semana é n' O Saca-Mulas Oriental, Número 17, klar!

terça-feira, 31 de agosto de 2004

18:13 desta tarde, antes de sair...

Fica prometido, não esqueço.

Falar do nascimento de A.Q.


Vulture.
... pensar nisto um dia destes. A sério.
Versprochen!

segunda-feira, 30 de agosto de 2004

Não, não sou o único... a ver navios. War is One!

A M.P. (Marinha Portuguesa?) no encalce de perigosos holandeses invasores de águas territoriais lusas... e outras: perigosas mulheres...


Women...

... on Waves, claro.
Let the show go on!

Não, não sou o único...

não sou o único a... ser av*... ainda este ano! Para além de poderem parabenizar-me à vontade hoje pelo factum de ser pai pela segunda vez há exactamente dezoito anos, também serei, como em poste abaixo-informado, av*... em Dezembro deste 2004.
Mas, fiquei agora a saber, pelo imperdível matutino "Correio da M...": a Bárbara G. - a Srª Carrilho, casada com o nosso ex prof de fac (filosofia contemporânea, 4º ano, a meias-semestrais com o eterno depre Pedro P., fcsh) - está comigo (até era engraçado...) nesta Epopeia! Parabéns, também para ti & um grande Bem hajas! Jokas...



Agosto, 30.

Salomé.

A minha maior alegria, após uma memorável estadia em Sankt Johann...
O Desassossego lido e vivido durante toda a espera, creio que já haveria alguma neve... Fumava muito justamente por volta desta hora, como agora, altura em que devemos ter saído (saímos!) de casa - o hospital era a umas escassas centenas de metros no centro da povoação -, do apartamento da Angela onde ficávamos algumas vezes. Algumas horas e muitos, muitos cigarros mais tarde, fumados já pelos corredores vazios durante toda a madrugada, de bata branca à Herr Doktor... não lembro a hora exacta, cortaria o meu primeiro cordão umbilical, ia desmaiando ao ver cortarem a Susanne, ao mesmo tempo que o médico me ia perguntando se me sentia bem... há precisamente dezoito (18) anos. Parabéns, minha querida Salomé!

domingo, 29 de agosto de 2004

Dia 163. Domingo.


Meditação...
e limpezas, arrumações. Este Domingo sabe bem assim. Recordamos amigos, etc. (A parte do etc é quase sempre a melhor, por isso não consta.)
...
Outras vezes descobrem-se traques com algum interesse, via ..., passam-se os olhos por silêncios por vezes reveladores:
A literatura é uma defesa contra as ofensas da vida. A primeira diz à segunda: «Não me levas à certa; sei como te comportas, sigo-te e prevejo-te, gozo até ao ver-te agir, e roubo-te o segredo ao recriar-te em hábeis construções que travam o teu fluxo.»
À parte este jogo, a outra defesa contra as coisas é o silêncio em que nos recolhemos antes de dar o salto. Mas é preciso que sejamos nós a escolhê-lo, e não deixar que no-lo imponham. Nem mesmo a morte. Escolhermos um mal é a única defesa contra esse mal. Isto significa aceitar o sofrimento, Não resignação, mas força. Digerir o mal de uma só vez. Têm vantagem os que, por índole, sabem sofrer de um modo impetuoso e total: assim se desarma o sofrimento e o transformamos em criação, escolha, resignação. Justificação do suicídio.

Cesare Pavese, in O Ofício de Viver
* Coloridos nossos.
...
anos oitenta e pouco mais.
Domingo, de repente, o sol fugido...
...

sábado, 28 de agosto de 2004

Das gibt's nicht!...

Oh!, how I love...


O imorredouro "cello" de Man Ray...

sexta-feira, 27 de agosto de 2004

Dia 162. Sexta-feira...

a madrugada dentro até às Cinco.
acordo às onze a recuperar - pela primeira vez que me lembre - as minhas 6 guitarras (em sonho) de um total de 8... Não esquecer.

quinta-feira, 26 de agosto de 2004

Intactos.


Hey you! Yes, YOU motherteaser!...

Simplesmente Imperdível o Número 16 d' O Saca-Mulas Oriental!, moléstias ab'Art... Boa noite!

terça-feira, 24 de agosto de 2004

Dia 159.

Benetussin, o expectorante... Depois conto - quando recuperar o ânimo...

segunda-feira, 23 de agosto de 2004

Dia 158. "Madona"...

A maioria lamenta o roubo (ontem) de "O Grito", nós lamentamos sobretudo o de "Madona". Para quem não conhecer o quadro, pode sempre ver uma minúscula reprodução aqui, no Número 1 d' O Saca-Mulas Oriental.

Bom dia!

sábado, 21 de agosto de 2004


Foucault, Deleuze e uma profunda melancolia...

sexta-feira, 20 de agosto de 2004

Dia 155.

Só isso. E tudo o resto para esquecer, graças a...

quinta-feira, 19 de agosto de 2004

De A a Z, como sempre...


Z

...às Quintas é dia de O Saca-Mulas Oriental. 1427 visitas, Número 15.

Melhor que nunca, talvez na altura própria para desaparecer...

terça-feira, 17 de agosto de 2004

assembleia Editorial...


Assembleia editorial...


Respect yourself, A.H.

Só agora?

Tabaco 2.20
Pastelaria 0.80
Cafetaria 0.50
Total 3.50

Tributável 12% 1.30
...


Os meus impostos...

segunda-feira, 16 de agosto de 2004

Não é um olhar com duas patas...


Um olho...

cego? andando em frente em direcção a coisa nenhuma, um olho sem sujeito... (cf., Dennet)

Bom dia!
p.s.: ... depois de ter escrito, encontrei isto:
«Eu sou o olho dum marinheiro morto na Índia,
um olho andando, com duas pernas.»
Murilo Mendes

domingo, 15 de agosto de 2004

Saudades

Björk, The Anchor Song..., redescoberta e não-ouvida há tempo de mais. Saudade, transporte.
Tempo.

Palavras?

editin'... or not to be, that is...

...talvez mais tarde d' O Saca, que, apesar de tudo o que tem vindo a envolver esta houdiniana edição do seu Número 14, está a vender muitíssimo bem: 1342 visitantes... «20 macacos a 20 macacos... Vamos lá ver a foca...», Vasco Santana, in algures n' A Canção de Lisboa (?). Nada mau, para um bando de nichtstuers...
e só agora é que ocorreu que isto pode ter que ver com o outro não menos estranho caso da k7's desaparecidas... Isto anda mesmo tudo ligado, fosga-se!

Só «frases», remanços...

Só «frases», remanços para este dia de Santo Domenicus, ou talvez nem por isso, WC anyhow?:

1. Acordar com problemas no tendão de Aquiles, às voltas com niques...

2. Poeira do Abrupto, parcialmente traduzido para facilitar (a Acção do dia está feita...):

«Ours (Portugal) is rather a dirty brat (um fedelho sujo) I am afraid...», Winston Churchill...

3. Humpf!...

4. aspiração (de livros), exasperação, inspiração, etc.

...
e coisas simples como Um, o único
extra-numerário, meados de verão
e abecedário, sedativo
afirmativa
a quase paz na água
de todos os demónios esquecidos
e fiquemos por estas simples coisas.
...
a excelência
da contingência.

Sono.

Bom dia!

sábado, 14 de agosto de 2004

O mesmo amargo do dia (felizmente) a madrugar outro, espera-se..., Feuerbach, etc.

Tanta coisa que nos escapa a todo o instante, como, por exemplo: "... Para Feuerbach, a «concepção» do mundo sensível limita-se, por um lado, à simples contemplação deste último e, por outro, ao simples sentimento. Refere-se ao «Homem» em vez de se referir aos «homens históricos reais». «O Homem» é a realidade «o Alemão». No primeiro caso, isto é, na sua contemplação do mundo sensível, choca-se necessariamente com objectos que se encontram em contradição com a sua consciência e o seu sentimento, que perturbam a harmonia de todas as partes do mundo sensível que pressupusera, sobretudo a do homem e da natureza. Para eliminar estes objectos é-lhe necessário refugiar-se num duplo ponto de vista: entre uma visão profana que apenas se apercebe daquilo «que é visível a olho nu» e uma outra mais elevada fisiológica, que alcança a «verdadeira essência» das coisas. Não vê que o mundo sensível em seu redor não é objecto dado directamente para toda a eternidade, e sempre igual a si mesmo, mas antes produto da indústria e do estado da sociedade, isto é, um produto histórico, o resultado da actividade de toda uma série de gerações cada uma das quais ultrapassava a precedente, aperfeiçoando a sua indústria e o seu comércio e modificava o seu regime social em função da modificação das necessidades ..." [Karl Marx, in A Ideologia Alemã, Editorial Martins Fontes, 1974] ... ou, o facto d'estes meninos serem mais uma contribuição latrinosa para a blogosfera saloia, bacôca e ruralista portuguesa, desculpem-me ou não a frontalidade... ou, o facto, de Aqui também não se aprender nada...Para não dizer sempre bem. Mas, a pergunta surge-me, corrosiva, a estas desoras de sexta-p'ra-sábado, zero de pathos, afectação: como se pode uma pessoa lembrar dos tempos em que os engraçadinhos do burgo eram os (do) meninos Rabinos pinta paredes, como o nosso ex-primeiro Cherne, e ir parar a judiarias com piada? Ou, ainda, que dizer do oscilante de JPP? ... ou, o sentido de : «...and I still...», que não sei, mas parece-me escapar-me por completo e talvez seja esse mesmo o sentido (objectivo) do novo nick? ou, por que é que isto ainda (cada vez menos, dizes sempre...) te afecta?... E lembrar, uma vez mais que nunca é de mais, Wittgenstein: «Esquece. Esquece que tu mesmo tiveste essas vivências...», peço desculpa, mas não me recordo exactamente do original alemão que pode ser encontrado, naturalmente se a memória - também ela - não me atraiçoar, em Zettel, que a edição portuguesa verte por Fichas, salvo erro grosseiro.
Silêncio, na casa habitada...
Dormia tão sossegada...


Boa Noite, ... dá-me lume!

sexta-feira, 13 de agosto de 2004

HAVERÁ CERTAMENTE DIAS PIORES...

o dia Depois... sEXTA-fEIRA 13, dia 148.

Depois de cumprida a primeira boa Acção do jour [(não, ainda não foi desta vez a "higiene" pré-duchal, nem sequer ainda a barba quase diária...) cf., antes, a Adenda ao poste 2 andares mais abaixo...], apeteceu-me ir ver se tinha sonhado (um pesadelo), mas como temia era mesmo verdade: a edição d' O Saca-Mulas Oriental pura e simplesmente, como podem observar, desapareceu. Uma alegria de que tive conhecimento ainda ontem, mas que, muito naturalmente, preferi ignorar...
Além disso, tenho de (e não tenho QUE?, como se sabe...) ir pagar involuntariamente a segunda prestação das propinas referentes ao Ano lectivo de 2003/2004, ano esse em que resolvi pedir reingresso, reinscrever-me, etc... e, naturalmente, nem lá cheguei a pôr a minha bela sombra.

Um dia que não podia começar com melhor aspecto, portanto.

quinta-feira, 12 de agosto de 2004

Zoofilia exogalada aguda, número Catorze...


A, de Touro...

ou, então, d' O Saca-Mulas Oriental, Número 14, que já cá canta... de Galo!

quarta-feira, 11 de agosto de 2004

Iniciar... sempre, ...

...outra vez o dia sem resistir dois ou três comentários, algumas notas soltas como sempre aqui... no Antes.
Doentio? Talvez nem tanto. Apenas alguma vontade de partilhar, simplesmente, antes de terminar o trabalho do dia anterior que se prolonga sempre pela noite / madrugada dentro, como hoje. Talvez apenas uma oportunidade de rememorar... um dia destes. Quem sabe?



Road to nowhere, Campolide, Agosto, 2004.

1. Começo ao acaso pelo poste do JPP (continuo a tê-lo em cada vez melhor conta, quer ele se rale, quer não - o mais provável - com isso, ou questões menores...), que me permiti optar por subdividir em 1, 2, 3 e 4, respeitosamente, e cujo comentário, meu, talvez acabe por deixar para mais logo. Fiquem com a leitura, para já. E com a certeza de que, sim, também eu partilho com este Senhor o gosto pela fábula e por Ensor que conheço mal, aliás, como a pintura em geral...
2. Por aqui, continua-se em boa forma. Alguém falou etimologia?... Um abraço!; por aqui fazem-se imerecidas férias para as bandas de Albion a seguir às rotineiras férias quase-quotidianas em Suburbia... grandes vidas, Abraço; etc. A blogosfera está mesmo de rastos na silly season. O que seria de nós sem o Antes de Cristo e o próximo número (já na Quinta!) destes grandessíssimos mulos?

3. Penso em "o cão brinca com o osso...", obrigado Pedro; etc. [Adenda, a 13 de Agosto: com a inserção do link, espero ter desfeito alguns equívocos de leituras mais interessantes/interessadas...]


segunda-feira, 9 de agosto de 2004

Iniciar bem a Segunda-feira... Dia 144, se a memória...



«Uma coisa bonita antes de adormecer,
faz o esgalhado membro
pela manhãzinha cedo entumescer...»
anónimo.

Boa Semana!